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Colunista

4 motivos para acabar com preconceito e investir em previdência

Maior parte dos fundos ainda é ruim, mas mercado evoluiu e hoje tem uma eficiência tributária imbatível

Por Luciana Seabra

20/11/2023 | 12:34 Atualização: 20/11/2023 | 12:36

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(Imagem: pressfoto no Freepik)
(Imagem: pressfoto no Freepik)

Você é do tempo das fichas telefônicas? Eu sou. Elas ficaram para trás na minha vida, assim como as filas do orelhão e a ligação a cobrar para casa. Um costume, entretanto, não abandonei: o de dizer que caiu a ficha. O quão difícil é se desapegar de um costume? Meu pai chama o Pão de Açúcar até hoje de Jumbo – sendo que a marca não é usada há bastante tempo no Brasil.

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Na certa você também já ouviu de pais, tios ou amigos que previdência não presta. E eu entendo. A maior parte dos fundos de previdência no Brasil não presta mesmo. De uns cinco anos para cá, entretanto, o mercado de previdência no Brasil evoluiu muito.

A regulação avançou e surgiram produtos mais sofisticados, permitindo maior diversificação de portfólio no segmento. E já passou da hora de “cair sua ficha” para isso. Especialmente para o dinheiro de longo prazo – aquele que você só vai usar daqui a mais de dez anos – é um despropósito não considerar a previdência. E hoje eu vou te dar quatro excelentes motivos para isso.

Que outro investimento devolve imposto para você?

Se você tem imposto retido na fonte quando recebe seu salário, sabe como é chato ver o quanto o Leão morde. E se você pudesse obrigar a Receita a devolver um pedaço dessa fatia no ano seguinte? O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) permite fazer isso.

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Se você faz declaração completa de Imposto de Renda (IR), assim como deduz gastos com educação e saúde, pode pegar de volta o imposto do valor que investe em previdência – desde que aplique até o limite de 12% da sua renda bruta do ano. Se você já recebe restituição na declaração anual de IR, ela pode ser maior com ajuda do PGBL. Se paga imposto, pode pagar menos.

Que tal um imposto de 10% lá na frente?

Faça você declaração completa ou simples – quando é melhor optar por um Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) –, pode escolher a tributação regressiva de IR. Isso significa que o Leão vai ser mais bonzinho com você se topar o compromisso de não resgatar tão cedo. A máxima eficiência se dá dez anos depois dos aportes, quando o imposto cai a 10%.

Bom lembrar que fora da previdência, quando você investe em títulos públicos, crédito, ações, diretamente ou via fundos, o imposto mínimo é maior, de 15%.

E se der para montar um prato colorido?

Eficiência tributária a previdência sempre teve. Infelizmente, a maior parte dos produtos investe somente em renda fixa e ainda a taxas altas. De uns cinco anos para cá, entretanto, vários gestores com histórico consistente decidiram lançar seus produtos no segmento.

Hoje é possível construir uma carteira completa, com fundos de renda fixa, multimercados e ações dentro da previdência, aliando diversificação de verdade e economia tributária – duas das virtudes mais importantes a se perseguir para o dinheiro de longo prazo, segundo a maior referência do mundo em alocação, David Swensen.

E se ela ajudar a proteger o futuro da sua família?

A previdência pode ser usada, além de tudo, como um poderoso instrumento sucessório. Nela, você pode definir quem vai ficar com o dinheiro na sua falta, ao listar beneficiários. Sabemos que, no Brasil, 50% do patrimônio tem herdeiros legais. Mas, para o restante, é possível escolher o destino.

Esse dinheiro deve ser liberado rapidamente, em até 30 dias, ajudando até a arcar com os custos do inventário. Além disso, em alguns Estados, como São Paulo, ela não paga o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que incide sobre a herança.

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Dito tudo isso, passou da hora de você considerar investir em um belo portfólio de previdência – porque essa história de ter um fundo só no segmento também está ultrapassada.

Da próxima vez que aquele tio ou primo começar a queimar o filme da previdência, diga a ele que essas ideias estão tão ultrapassadas quanto ficha telefônica.

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