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Cinco passos para começar a investir

São vários os aspectos para você ficar de olho aberto e investir de acordo com a sua capacidade e objetivos

Por Luis Cláudio Freitas

01/09/2021 | 8:00 Atualização: 01/09/2021 | 8:19

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(Fonte: Shutterstock)
(Fonte: Shutterstock)

Investir por si só não é uma tarefa fácil. Além de preparar todo o “terreno” antes de começar a plantar suas sementes, muitas dúvidas podem surgir e dificultar sua tomada de decisão. Renda fixa, renda variável, indexadores, perfil, impostos, custos….

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São vários os aspectos para você ficar de olho aberto e investir de acordo com a sua capacidade e objetivos. Hoje vou falar sobre esta importante decisão, que é o primeiro passo para todos os investidores. A partir dela, tudo fica mais claro!

1º passo: preparando o terreno com um bom planejamento financeiro

Antes da colheita precisamos semear a terra. E antes de semear precisamos preparar o terreno. Investir envolve planejamento e foco na execução do plano. Então toda a dinâmica começa nessa preparação. Antes de seguir adiante pensando no investimento em si, faça um exercício e algumas perguntas que são fundamentais nesse processo:

Como andam suas finanças e o seu fluxo financeiro? Qual o seu objetivo? Qual o prazo que estou disposto a aguardar para obter o melhor rendimento?

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Para esta tarefa, é recomendável que você faça um diagnóstico da sua situação financeira atual, cuidando especialmente, mas não somente, das suas despesas e planilhe na ordem:

ENTRADA DE CAIXA: Quais são as suas receitas mensais, seja salário, rendimento de aplicações, alugueis, férias, 13º salário, rendimentos extras que vão entrar no se caixa para o mês.

DESPESAS FIXAS: identifique quais são suas despesas fixas e “sagradas” como aluguel, água, luz, IPTU, telefone, financiamento imobiliário, seguro de automóvel, assistência médica, entre outras.

DESPESAS VARIÁVEIS: Identifique quais são as suas despesas variáveis com alimentação, lazer, combustível, viagem, academia e roupas. Nesse item você pode até estipular qual é o valor máximo no mês para cada despesa.

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Essas despesas podem afetar seriamente seu planejamento, e é muito importante que você realmente as elenque para não cair em armadilhas, especialmente às relacionadas ao consumo, seja de um bem ou de um serviço.

RESERVA DE EMERGÊNCIA: Estipule um valor  que você deixará reservado para eventuais despesas imprevistas e que podem ocorrer no dia a dia. Trate esse item como uma necessidade ou uma apólice de seguro, que pode ser usada a qualquer momento.

Importante frisar que esse montante também pode ser investido. Neste caso, o mais indicado é em aplicações com liquidez imediata, que podem ser resgatadas a qualquer momento. Aqui o rendimento é secundário, mas sem dúvidas existem alternativas com alta liquidez e rendimento superior ao da poupança.

Agora pegue a entrada de caixa e subtraia as despesas fixas, variáveis e reserva de emergência. Sobrou alguma grana?

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Se não sobrou, você pode começar a ficar preocupado ou ainda pode voltar a rever suas despesas para reduzir ou até limitar algumas delas para você conseguir poupar. Do contrário, infelizmente você deve rever suas finanças, pois as contas não fecham.

Através desse 1º passo você terá claro sua situação financeira para buscar aquela graninha para investir e realizar seus objetivos.

2º passo: planeje seu futuro e estipule seus objetivos

Isso vai te ajudar a planejar o quanto precisa poupar e investir. Por exemplo, se você quer trocar de carro, você deve verificar o valor do automóvel, o prazo pelo qual pretende adquirir e o quanto você terá para pagar à vista e por financiamento (o valor financiado deve estar na sua planilha de despesas fixas). Pronto, montante e prazo são fatores fundamentais no processo de decisão para investir dentro das condições e ter visibilidade do esforço necessário para atingir esse objetivo.

Pense também que sendo jovem ou não, é necessário planejar seu futuro. Porque não reservar uma graninha para sua aposentadoria e não depender do governo? Quem sabe você pode desfrutar ainda mais os anos dourados que virão e eventualmente, até antes mesmo do que você imaginava.

Para isso existem diversas opções de investimento a longo prazo, como os planos de previdência privada que ainda podem oferecer dedutibilidade no imposto de renda. Tudo depende de qual objetivo você tem para sua vida e como quer chegar quando se aposentar. Esse é um exercício para começar a pensar e se organizar desde já.

3º passo: a quem você vai confiar guardar/cuidar da sua grana?

Hoje o investidor tem a faca e o queijo na mão e pode escolher o que for mais conveniente de acordo com a sua própria percepção de valor e oferta dentro de um mercado competitivo. Pesquise, pois você tem a possibilidade de investir em uma infinidade de alternativas diferentes, como o mercado de ações, BDRs, ETFs, fundos imobiliários, fundos de investimentos de diversas modalidades, renda fixa (CDB, LF, LCI, LCA, CRA, CRI, Debêntures). Mas também planejar seu futuro com uma previdência privada que tem como lastro diversas alternativas de investimento.

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O investidor também tem acesso a títulos públicos através do Tesouro Direto, todos com diversos prazos e taxas de acordo com o risco de cada tipo de ativo. Procure um profissional devidamente credenciado e que lhe ofereça conteúdo e assessoria, pois é importante ter alguém para falar quando precisar e até para lhe ajudar a investir, sendo fundamental conhecer seu perfil de investidor.

4º passo: identificando seu perfil, risco e investimento adequado aos seus objetivos

A CVM determina a todos participantes credenciados definir o perfil de investidor. É algo fundamental para descobrir em que tipo de produto você pode investir. Não esqueça de verificar quais os riscos de cada investimento, se há garantias, qual o prazo de resgate, se é compatível com o que você estipulou para seus objetivos e por fim, a rentabilidade que ele oferece. Compare com outros investimentos com características semelhantes! Sempre existem diversas opções dentro de uma mesma modalidade.

Como exemplo, você encontra títulos de renda fixa de diversos emissores: o que diferencia cada um deles é o prazo do vencimento, a data que esse investimento estará disponível para resgate; o risco de cada emissor, quanto maior o risco, maior é a taxa que você obterá e se o investimento conta com alguma proteção do valor investido.

Isso também ocorre para fundos de investimentos, porém deve-se verificar ainda mais variáveis: quem é o gestor, sua performance, qual o objetivo do fundo e a taxa cobrada sobre o montante investido.

5º passo: diversificar é preciso

Chegou a hora de investir: nunca coloque todos os ovos na mesma cesta. Você pode diversificar seus investimentos, pois existem alternativas para todos os bolsos e objetivos, seja ativos com liquidez imediata, que é aquela grana que você pretende dispor de imediato quando necessitar, ou aplicações de maior risco.

O seu perfil de investidor vai determinar e trazer diferentes alternativas para compor cada uma das “fatias” da sua pizza de alocação e você poderá optar pelas que se adaptam ao seu momento e disponibilidade financeira. Uma carteira diversificada de acordo com o seu perfil vai “defender” sua carteira quando o mar estiver revolto e também vai “surfar” a onda quando o mar estiver propício, trazendo um equilíbrio entre risco e retorno, indispensável para uma carteira de investimentos saudável.

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Novamente, é fundamental você ter alguém devidamente credenciado, que lhe dê acesso a conteúdos, recomendações e opções de investimento em todas as modalidades, sempre respeitando seu perfil de acordo com o risco, alocação permitida para cada tipo de investimento, prazo, liquidez e de acordo com seus objetivos.

Espero ter contribuído para você começar a investir e o mais importante: realizar seus objetivos!

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