MGLU3 R$ 7,05 +4,29% EURO R$ 6,40 +0,24% BBDC4 R$ 20,76 -0,29% ITUB4 R$ 22,98 -0,35% DÓLAR R$ 5,66 +0,06% IBOVESPA 105.069,69 pts +0,58% ABEV3 R$ 16,00 -0,06% PETR4 R$ 28,76 +1,41% GGBR4 R$ 27,85 +0,69% VALE3 R$ 71,87 -2,20%
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Como controlar as emoções ao investir

Marcelo Biasoli é executivo do mercado financeiro com experiência em liderar áreas de Inovação, Estratégia, Desenvolvimento de Negócios e Marketing. Também é coach com conhecimento e paixão pelo desenvolvimento humano e neurociência aplicada aos negócios, combinando as competências de future thinking, criatividade e intraempreendedorismo para impulsionar investimentos e acelerar negócios.

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Marcelo Biasoli

Tendências em governança que vão impactar seus investimentos

O ecossistema empresarial vem se deparando com desafios frequentes

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(Foto: Envato Elements_
  • O contexto da nova economia exige que os executivos e conselheiros "repensem” a missão organizacional, os modelos de negócio e como acelerar a inovação
  • Um dos principais temas discutidos em fóruns empresariais e eventos de inovação é sobre a carência de talentos e pessoas com competências desenvolvidas para liderar e transformar os negócios.
  • Novas iniciativas de educação para conselheiros têm surgido e programas com foco em inovação para conselhos têm ganhado espaço no mercado

O ecossistema empresarial e a governança corporativa vêm se deparando com desafios frequentes impostos pela velocidade das transformações e pelo contexto de mercado.

São vários os temas relevantes sobre governança que estão e continuarão sendo discutidos. A abordagem proposta nesse artigo tem como objetivo explorar as tendências sob uma perspectiva mais estratégica e promover a reflexão dos executivos, conselheiros e dos investidores sobre a urgência desses temas na pauta da Governança Corporativa nas organizações e startups.

Nova Economia exige um novo olhar

O contexto da nova economia exige que os executivos e conselheiros “repensem” a missão organizacional, os modelos de negócio e como acelerar a inovação. Surgirão novas iniciativas com base na necessidade de uma resposta às crises e outras que simplesmente estão seguindo tendências como o controle a distância de processos industriais, a inteligência artificial que auxilia no diagnóstico de enfermidades, a tecnologia conectada a novas modalidades de ensino que proporciona qualidade e acesso à educação. E o mercado começa a dar sinais de que esse movimento vai se intensificar nos próximos anos.

Um exemplo disso são os investimentos em Corporate Venture Capital. O volume investido das grandes empresas em inovação através de startups triplicou desde 2014 e movimenta US$ 57 bilhões ao ano.

As soluções surgem para promover eficiência e resolver problemas em um cenário de volatilidade contínua. São implicações táticas e estratégicas de volatilidade política, social, econômica e regulatória. As preocupações com o crescimento econômico, desigualdade social e inflação se deparam com as crescentes discussões sobre ativismo, segurança cibernética, as questões climáticas e os riscos do capital humano.

Ao mesmo tempo que a complexidade na gestão torna-se cada vez mais presente no mercado, surgem as oportunidades. O boom das startups fez com que o mercado de Venture Capital tivesse mais investimentos que o de Private Equity no Brasil em 2020.

De acordo com estudo da KPMG e da ABVCAP, no ano passado, 200 empresas receberam R$ 14,6 bilhões de fundos de venture capital, enquanto 55 receberam R$ 9 bilhões de gestoras de Private Equity. E os números não param de crescer.

Segundo a empresa de dados Crunchbase, no primeiro semestre deste ano, o mercado de Venture Capital mundial cresceu 95% em relação ao mesmo período do ano passado e no Brasil a alta foi de 299%, segundo a empresa Distrito. Esse mercado tem feito com que o valuation das empresas seja mais complexo, gerando discussões estratégicas sobre o valor dos ativos. Isso sem falar nas tecnologias como blockchain, tokens, entre outras, que trazem novos ingredientes para a mesa de discussão dos conselhos consultivos e de administração.

Fato é que a nova economia tem chacoalhado os modelos tradicionais de negócio e a Governança deve prover ferramentas e capital humano para as empresas minimizarem os riscos, aproveitarem as oportunidades e garantir a sustentabilidade dos negócios.

Conselheiros 4.0

Um dos principais temas discutidos em fóruns empresariais e eventos de inovação é a carência de talentos e pessoas com competências desenvolvidas para liderar e transformar os negócios. A reflexão aqui segue por duas vias: A primeira delas é a necessidade dos conselheiros buscarem conhecimento sobre as novas tecnologias, os novos modelos de negócio e principalmente que estejam empenhados na definição do posicionamento para a inovação, além certificar-se que a inovação permeie a empresa como um todo.

Novas iniciativas de educação para conselheiros têm surgido e programas com foco em inovação para conselhos têm ganhado espaço no mercado. Um exemplo disso é a GoNew, startup de educação em governança que nasceu há 3 anos e oferece cursos para formação de Conselheiros em Inovação. Empresas como a HSM e o IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa também colocaram a inovação como tema de cursos para conselho.

A outra é garantir que os conselhos coloquem como prioridade o tema “capital humano”. Esse pilar será cada vez mais estratégico e receberá maior foco de governança por algumas razões. A primeira é a ênfase na obrigação do conselho com a qualidade e vitalidade dos recursos humanos como um importante ativo corporativo. A segunda é que existem questões como modelo de trabalho, saúde e segurança dos colaboradores, engajamento dos funcionários, diversidade e inclusão que devem ter espaço na agenda corporativa para serem definidas e muito bem comunicadas.

O ex-presidente americano Abraham Lincoln em seu discurso em 1862 disse a seguinte frase: “Os dogmas do passado quieto são inadequados para o presente tempestuoso. A ocasião está repleta de dificuldades e devemos nos elevar com a ocasião. Como nosso caso é novo, devemos pensar de novo e agir de novo. Devemos nos despojar de nós mesmos e, então, salvaremos nosso país.” Se analisarmos as palavras ditas por Lincoln, certamente veremos uma conexão com os dias atuais, onde nossos pensamentos e ideias são formadas para lidar com as circunstâncias e experiências que tivemos no passado e não para atender as necessidades atuais e pensar o futuro.

Cabe ressaltar aqui que a responsabilidade pelo autoconhecimento e pela iniciativa de aprender o novo é de cada um de nós, mas ao mesmo tempo, os conselhos e conselheiros tem o papel de garantir os recursos e as condições para o desenvolvimento contínuo dos colaboradores e incentivar a cultura de inovação nas organizações.

Risco Estratégico como oportunidade

A abordagem do conselho sobre o tema dos riscos estratégicos passará por mudanças significativas. Eventos como a pandemia de covid-19, mostram que de fato podem ocorrer situações que exigem um monitoramento mais intenso e ao mesmo tempo, ter discussões sobre os riscos estratégicos para transformá-los em oportunidades. A flexibilidade no modelo de negócio e na gestão ganha espaço e possui a missão de garantir a prontidão dos planos de contingência e das “incógnitas conhecidas”, bem como das “incógnitas desconhecidas”.

Outro tema relevante para as discussões no conselho são os riscos reputacionais e a hiperexposição oriunda da nova economia. As empresas estão muito mais expostas aos riscos em um ambiente de mudanças constantes e os comitês devem ser muito mais criativos na identificação, monitoramento e na proposta de ações para mitigar esses riscos.

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