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Colunista

Day trade é videogame de adulto. Menos o game over

O que a experiência do ex-trader Gian Montebro, da iHub Investimentos, ensina para todo investidor da Bolsa

Por Márcio Kroehn

05/07/2021 | 7:29 Atualização: 05/07/2021 | 7:29

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(FOTO:mstandret)
(FOTO:mstandret)

Gian Montebro, 44 anos, tem uma definição precisa para a negociação de ações mais controverso do mercado financeiro atualmente. “O day trade é o videogame de adulto. É uma delícia dar 300 cliques durante o dia”, diz ele, que é assessor da iHUB Investimentos. “Você se deixa levar pela emoção e esquece todos os custos envolvidos.” Entre esses custos entenda tanto os financeiros, como a corretagem e os emolumentos, como os que podem levar o investidor à perda total de patrimônio. É o tal do game over, mas na vida real.

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Montebro não é um teórico contra o day trade. Ele vivenciou o final dos anos de ouro desse tipo de negociação na bolsa de valores, em que operadores gritavam das mesas as palavras de ordem “compro, vendo, tomei, levou!” antes que os robôs passassem a ditar o ritmo das negociações – insano, você deve imaginar.

“Antigamente se enriquecia com day trade, que fez alguns milionários. Hoje em dia não dá para viver como trader porque os valores diminuíram muito”, diz Montebro. “Mas o day trade serve como um excelente complemento de renda.”

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Antes de chegar às lições para quem quer montar uma estratégia bem-sucedida, é importante destacar o momento mais delicado que Montebro viveu como um jovem trader. É nesse período que três características se repetem entre os iniciantes no mercado: arrogância, ansiedade e prepotência. “Não sabe andar de kart e quer pilotar um F-1”, disse Eduardo Mira, analista do canal Me Poupe!, em entrevista ao E-Investidor.

Estudar, claro, recoloca tudo em ordem, mas daí vem a fase seguinte que você não consegue executar o que aprendeu. Ele não chegou “a quebrar”, mas talvez tenha vivido os 20 minutos mais intensos da vida.

Montebro vinha de seguidos dias ruins como trader e viu seu patrimônio se reduzir para 60% do total. Ele tinha colocado um limite de perda de 40% de tudo o que tinha construído na vida até aquele momento. O dia do tudo ou nada chegou quando o Federal Reserve (Fed) decidiria a taxa de juros americana. Ao montar sua posição, percebeu que estava na ponta contrária de todo o mercado. Sim, em segundos ele estava perdendo muito mais do que podia.

Em vez de acionar o stop loss, Montebro ficou paralisado vendo seu patrimônio desaparecer na tela de negociação. A volatilidade estava absurda e ele simplesmente estava “jogando fora” tudo o que fora construído até aquele momento.

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Alguns minutos depois, entre o desconsolo, o suor frio e o fim da carreira como trader, o mercado virou a favor de Montebro. Do vermelho na tela para o saldo positivo. E a operação que estava perdida se mostrou vencedora.

Se o texto parasse aqui, você ficaria com a lição errada dessa história. Montebro cometeu o erro de não encerrar a operação quando o prejuízo era pequeno. E deixou a roleta correr. No caso dele, a sorte jogou a favor. Mas quantos traders podem dizer o mesmo e arcar com um enorme prejuízo?

“Era para eu ter ‘stopado’, mas já estava perdido e não ia mudar nada”, diz ele. “A decisão a tomar é muito rápida. Eu fiquei surpreso do mercado ter voltado a meu favor.”

Com a enorme pressão por resultados, muitos traders mergulham na depressão e não percebem. O resultado pode ser o pior de todos, como o de Alex Kearns, de 20 anos, um estudante universitário em Nebraska, que se matou depois de ver o prejuízo de US$ 730.000 negativos.

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“Bolsa não é pôquer e all-in, não é para arriscar tudo que você tem nas ações”, disse Carol Paiffer, CEO da Atom e colunista do E-Investidor nesta entrevista.

Se você gosta dessa adrenalina, a primeira coisa a fazer é esquecer os ganhos milionários. Dificilmente algum trader conseguirá embolsar R$ 100 mil, R$ 200 mil ao mês. Hoje em dia, Montebro afirma que o day trade pode ser uma estratégia de renda complementar, com ganhos que variam entre R$ 200 e R$ 1.000 ao dia.

Isso, claro, para quem seguir esses dois princípios: trazer o contexto do mercado antes da abertura do pregão e ter um mínimo conhecimento de análise gráfica (este pode ser ajustado com a compra de dados de empresas especializadas).

“Não adianta o trader abrir o painel de negociação 5 minutos antes sem saber o que aconteceu na China e na Europa. É preciso estudar e ter uma visão assertiva do que está acontecendo no mundo, seja no minério, na política, na inflação…”, diz Montebro.

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E não se esqueça que o “tempo de tela”, ou seja, a experiência do dia a dia é fundamental para assimilar comportamentos e guardar na memória imagens de formações gráficas durante tempos de bonança ou de crise. Com essa combinação, ficará mais cristalina a tomada de decisão.

“O day trade carrega muito do ser humano, do caráter, da escola, dos amigos da rua”, diz o assessor da IHub Investimentos. “A personalidade influencia e determina a decisão de ser agressivo, arrojado ou conservador.”

Você pode ser qualquer um deles como trader. Desde que não chegue ao game over.

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