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Colunista

A montanha russa da guerra no leste europeu

O sucesso russo na Ucrânia é cada vez mais inatingível, pela falta de noção sobre os desejos de Vladimir Putin

Por Thiago de Aragão

08/06/2022 | 15:09 Atualização: 08/06/2022 | 15:09

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Vista de unidade de reparo de veículos danificada por ataque de mísseis russos em Kiev, na Ucrânia. Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko
Vista de unidade de reparo de veículos danificada por ataque de mísseis russos em Kiev, na Ucrânia. Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko

Após mais de 100 dias de guerra, a Rússia vem demonstrando que não existe objetivo além de uma vitória sobre a Ucrânia. Esta ideia hoje é perceptível para toda a comunidade internacional, governos europeus e cidadãos russos.

Leia mais:
  • Por que a guerra contra a Ucrânia eleva lucros da Rússia
  • Por que os países aplicam sanções financeiras para barrar a Rússia
  • Ideologia flexível: esquerda, direita e a admiração por Putin
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As forças ucranianas vêm conseguindo se defender bravamente, muito graças aos armamentos oferecidos por países membros da OTAN. No entanto, como o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou esta semana, a ajuda militar é suficiente para se defender, mas não para contra-atacar.

Batendo na mesma tecla há meses, Zelensky insiste em ter armas que gerem uma equivalência à superior capacidade militar russa. Caças são a necessidade primordial, já que sem o controle aéreo dificilmente um exército consegue organizar um contra-ataque eficiente.

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A resposta – desde o início orquestrada pelos EUA e aliados europeus contra a Rússia – gira em torno de sanções. Essas possuem um efeito temporário, para logo o choque inicial causado perder a força à medida que o governo russo se adapta para conter e compensar as perdas financeiras.

Para Vladimir Putin, o sucesso na Ucrânia, e, consequentemente, o agregado à sua imagem doméstica, é maior do que qualquer impacto econômico negativo que as sanções possam causar. O próprio Zelensky segue um discurso na linha de que as sanções demonstraram que não são suficientes e hoje possuem um efeito bastante limitado na contenção de novos avanços russos.

A guerra na Ucrânia nos revelou muito sobre o exército e o processo de tomada de decisão na Rússia. Primeiramente, a aura de invencibilidade e poderio superior russo caiu por terra. Apesar de ser uma das forças mais poderosas do planeta, a Rússia demonstrou uma fragilidade estratégica, logística e de equipamentos que nem a inteligência ocidental esperava.

Essa debilidade do exército russo é uma das razões pelas quais o presidente ucraniano pressiona tanto por mais equipamentos. Ele está enxergando uma possibilidade de vitória que era impensável no início da guerra. Com equipamentos mais robustos, o objetivo único, que Zelensky afirma desde o início – conquistar todos os territórios perdidos e garantir a integridade territorial ucraniana – teria chance de ser alcançado.

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A Rússia ainda consegue gerar ameaças, apesar das debilidades mostradas, que afugentam o ímpeto de ajudas mais robustas por parte da OTAN. O medo de se envolver dentro dos parâmetros interpretativos russos faz com que os EUA e outros aliados ajudem os ucranianos, embora conservando o receio de exagerar.

Mesmo sabendo que a Rússia não tem capacidade militar de sustentar um ataque contra a Finlândia, em um momento em que sofre na Ucrânia, a OTAN ainda navega no campo da incerteza, dada a imprevisibilidade mostrada por Putin no processo de tomada de decisões. Assim, as ameaças russas de uma guerra generalizada garantem a manutenção de uma guerra focalizada.

O embate entre um exército mais forte, russo, que não é forte o suficiente para conquistar tudo o que almeja, contra um exército ucraniano, forte o suficiente para se defender mas não para conquistar territórios, faz com que a guerra se arraste sem solução aparente a curto prazo.

A ameaça da Finlândia de escalar a guerra para o uso de armas nucleares táticas vem sendo uma estratégia eficaz pelo lado russo. Obviamente, podem ser ameaças baseadas em desespero, mas o efeito de contenção contra uma ajuda mais robusta da OTAN vem ocorrendo.

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A cada dia de duração dessa guerra, mais o mundo sofre as implicações da alta dos combustíveis, da inflação e da imprevisibilidade. Entretanto, tudo isso não chega perto ao que os ucranianos estão sofrendo. O sucesso russo poderia representar uma injeção de confiança para ações contra a Moldávia e a Geórgia, alvos infinitamente mais fáceis do que a Ucrânia.

Por outro lado, o sucesso russo está cada vez mais inatingível, dada a falta de noção sobre o que Putin realmente deseja. Garantir a soberania dos territórios separatistas, agregar mais terra a esses territórios, garantir a península da Crimeia sob controle russo e a troca de governo em Kiev não são objetivos simples. Zelensky não aceita uma negociação em que ele (e o povo ucraniano) saiam com território perdido. Putin não aceitará um acordo onde o resultado final seja parecido com o que já existia originalmente.

Os russos voltaram a atacar Kiev nos últimos dias. Pode ser mais uma estratégia no sentido de abalar a moral ucraniana e forçar o governo de Zelensky a cogitar um acordo. A exaustão parece ser a arma mais letal que os russos possuem no momento, só que a exaustão afeta os dois lados.

Uma observação quanto ao Brasil nesse contexto: este ano estamos garantidos em relação ao fornecimento de fertilizantes. Para o próximo, a situação deve mudar, pois o acesso a esses fertilizantes será mais difícil, nos colocando em uma situação de dependência maior da China, já que grande parte dos fertilizantes russos, que não estão sendo vendidos abertamente no mundo, está sendo comprados pelos chineses.

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