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Colunista

Bitcoin caiu como nunca em 2025. Importa o que vai acontecer em 2026? Não, e te explico por quê

A cripto mais querida e famosa do mercado fechou 2025 com uma queda de 6,27% em dólar e 18,50% em real – mas, na verdade, não é isso que chama a atenção.

Por Vitor Miziara

06/01/2026 | 14:02 Atualização: 07/01/2026 | 10:30

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Mesmo com desempenho negativo em 2025, ano de halving, o bitcoin pode ter potencial de valorização no longo prazo. Projeção baseada na riqueza global aponta preço acima de US$ 230 mil. (Imagem: Adobe Stock)
Mesmo com desempenho negativo em 2025, ano de halving, o bitcoin pode ter potencial de valorização no longo prazo. Projeção baseada na riqueza global aponta preço acima de US$ 230 mil. (Imagem: Adobe Stock)

2025 ficou marcado por ser a primeira vez em que a criptomoeda fechou com percentual negativo em um ano de halving.

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Para quem não lembra ou não sabe o que é, o halving é um evento programado no protocolo do Bitcoin que corta pela metade a recompensa que os mineradores recebem por adicionar novos blocos à blockchain, ocorrendo aproximadamente a cada quatro anos (ou 210.000 blocos), o que reduz a emissão de novos bitcoins e gera escassez, controlando a inflação e valorizando a criptomoeda ao longo do tempo, em um processo que visa simular a escassez de ativos como o ouro.

Ou seja, cada vez menos bitcoins são emitidos para os “mineradores”, e isso tende a deixar a moeda cada vez mais escassa. Aliás, um dos pontos fortes de quem defende o bitcoin é que a emissão é limitada, diferentemente de moedas de governos que passam por novas emissões e desvalorizações à mercê da política monetária da época.

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Então, se a gente sabe que a cada “x” anos o total de bitcoin será determinado por uma fórmula, será que é possível calcular quanto ele deve valer nos próximos anos?

Há inúmeras projeções e cálculos dos mais loucos por aí, mas, na minha visão, o mercado é soberano, então por que não utilizar a mesma “matemática” de hoje para projetar o preço futuro?

Hoje há aproximadamente US$ 900 trilhões em ativos globais em diversas classes pelo mundo, sendo mais ou menos:

30% em títulos (bonds)
30% em imóveis (real estate)
13% em moeda (“money”)
12% em ações
E apenas 0,2% em Bitcoin.

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Considerando um crescimento médio de 6% da riqueza global ao ano, podemos projetar que esse valor deve sair de US$ 900 trilhões para US$ 1,2 quatrilhão (sim, está certo).

A questão agora é… será que o percentual alocado em bitcoin aumentará, diminuirá ou permanecerá o mesmo?

Para ser dos “otimistas”, eu vou considerar que a exposição global ao bitcoin vai dobrar de tamanho, saindo de 0,2% para 0,4% ao longo dos próximos quatro anos. Além disso, precisamos considerar também o total de bitcoin em circulação para chegar nessa conta, certo?

Utilizando a inteligência artificial para me ajudar na matemática, temos a seguinte resposta:

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“Assumindo os números fornecidos: ativos globais em 2030 = US$ 1,2 quatrilhão, BTC a 0,4% disso = US$ 4,8 trilhões de market cap. Fornecimento circulante de BTC em 2030 ≈ 20,56 milhões (projeção baseada em mineração). Preço por BTC: ~US$ 233.500.” – Grok

Trabalhando com esse número e com o preço médio dos últimos dias do bitcoin em mais ou menos US$ 85.000, temos uma relação de retorno de 174% em quatro anos, caso o bitcoin atinja a matemática que fizemos acima.

Entendendo essa matemática, fica mais fácil eu decidir a minha alocação em bitcoin para ser revista ano a ano, com base no meu perfil e no percentual que decidi ter desde o começo.

O cenário é claro para mim: pode dar tudo errado e ir a US$ 0,00 ou posso multiplicar, em quatro anos, por quase três vezes o meu capital.

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Pensando assim, a relação me parece muito boa para um prazo tão pequeno e um ativo que vem se provando que veio para ficar, independentemente do percentual em um ano ou outro.

Gostou? Nos próximos dias vou compartilhar um conteúdo no meu Instagram @vmiziara sobre as melhores projeções que vi. Segue lá e bora investir juntos em 2026!

 

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