• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Estamos diante do fim da Petrobras?

Mudanças fizeram Petrobras negativar 10% no ano

Por Vitor Miziara

28/06/2022 | 7:45 Atualização: 28/06/2022 | 13:01

Receba esta Coluna no seu e-mail
(Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)
(Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

Cinco presidentes em pouco mais de um ano e meio! Esse é o retrato da Petrobras que volta ao cenário político depois de alguns anos tranquilos e da impressão de que a interferência política na empresa poderia ter ficado para trás.

Leia mais:
  • Miziara: “Desde que abriu capital, Twitter não deu lucro ao acionista”
  • Bons números e tensão política: entenda a crise da Petrobras
  • Duda Rocha: “Nunca estaria vendido em Petrobras”
Cotações
18/05/2026 23h49 (delay 15min)
Câmbio
18/05/2026 23h49 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Não vou me estender explicando quem foram e quem é o atual presidente da Petrobras porque isso tem a rodo na internet e porque as mudanças estão acontecendo de forma tão rápida na empresa que esse artigo poderia durar menos do que a passagem do último presidente que não completou três meses.

A situação atual da Petrobras teve início em fevereiro de 2021 quando o mercado mundial começava a se levantar da pandemia e a economia dava sinais de recuperação em “V” – ou seja, uma alta tão rápida quanto foi a queda. Quando falamos em economia necessariamente estamos falando em energia, o básico para tudo que temos hoje. E apesar do avanço do ESG (sigla para governança ambiental, social e corporativa, em inglês), o petróleo ainda é o centro de tudo.

Publicidade

Quem poderia imaginar que o barril de petróleo que chegou a custar -US$15,00 (negativo mesmo por conta do custo de frete e estocagem) chegaria a subir para mais de US$120 em apenas um ano!? O resultado todos sabemos: inflação mundial.

A grande vitória da Petrobras, que hoje é alvo em palanques políticos, foi a adoção da “Política de Paridade Internacional” em 2016 no governo Temer, que deu à empresa a liberdade de praticar preços internos de acordo com o do cenário internacional. Nada mais justo para uma empresa que aquilo que ela vende internamente tenha alguma comparação com o mercado internacional, certo?

Temos que entender e lembrar sempre que a Petrobras é uma empresa público-privada, ou seja, tem a União como majoritária, mas também tem outros investidores privados, que investem na empresa em busca de lucros e que colocaram dinheiro na estatal quando ela precisou para planos de investimentos como, por exemplo, na época do pré-sal.

De 2016 para cá a empresa melhorou a relação de dívida, melhorou a gestão interna e, consequentemente, todos seus resultados. Somente no início desse ano a empresa distribuiu mais de R$31 bilhões à União em forma de dividendos, fora o que o governo já arrecadou com impostos sobre lucro e outros. Não me parece nada ruim certo?

Publicidade

A questão é que a inflação disparou no mundo todo e, claro, também no Brasil. Hoje um dos maiores “custos” dessa inflação são custos de combustíveis – gasolina e diesel. A culpa do aumento é da Petrobras que segue o mercado internacional? Não! O alto custo de combustíveis é culpa do governo? Também não! O petróleo no mundo está mais caro, há falta de gasolina e diesel por conta de mais demanda do que as refinarias conseguem refinar e a conta chegou para todos, do Brasil aos Estados Unidos, que também estão sofrendo com aumentos de preços em combustíveis.

A diferença entre o atual cenário dos norte-americanos e dos brasileiros é que aqui temos uma única grande empresa que ao mesmo tempo é pública e privada – então, há uma pressão popular em relação aos preços praticados pela companhia, como se fosse obrigação da Petrobras se importar ou controlar a inflação do País.

O fim da Petrobras como conhecemos hoje se dará porque daqui pra frente a empresa não será mais a mesma e isso é fato.

Entre os cenários mais prováveis está o fim da paridade internacional de preços. É visível a mudança do governo na troca do comando da empresa, nos membros do Conselho Administrativo e até no Ministério de Minas e Energia. Tudo para que todos os membros atuais estejam alinhados para o fim da paridade. Ruim para empresa por pressão, interferência política e também pelos resultados operacionais, já que se o petróleo continuar subindo ela não poderá elevar os preços.

Publicidade

Mesmo supondo que o governo não consiga acabar com a fórmula de paridade internacional, o estrago já foi feito! A constante troca de comando na estatal mostrou que o governo ainda interfere na empresa de forma à alinhar com seus interesses macro econômicos ou palanque político.

O impacto é visível nas ações que estavam em alta de quase 40% no ano e agora estão com uma performance pouco abaixo de 20% considerando fechamento de sexta-feira, dia 24/06.

Alguns ainda falam na possível privatização da Petrobras no próximo mandato do governo atual se reeleito. Esse cenário é o mais difícil na minha visão se a gente comparar com o processo de privatização da Eletrobras que demorou quase 6 anos para ser concluído e não tem 1/3 do tamanho da Petrobrás.

Quer usar a empresa para segurar inflação ou controlar preços artificialmente? Não tem problema, mas então que o governo recompre as ações que estão no mercado e torne a empresa 100% pública, assim não prejudica os investidores que aportaram dinheiro todas as vezes em que a empresa precisou.

Publicidade

A empresa pode continuar dando lucro e performando bem mesmo com o fim da paridade internacional? Sim! Mas o estrago está feito! Depois de 6 anos podemos lembrar que a empresa é do governo e sofrerá interferência sempre que o governo, não importa a ideologia, quiser usar a “público-privada” (não só Estatal para ficar claro), como ferramenta de economia/política.

Canso de ver analistas comentando sobre o desconto que há nas ações da Petrobras quando comparadas a outras petrolíferas. Acho que o texto deixa claro o que o mercado precifica!

Me segue lá no @vmiziara no Instagram pra acompanhar às últimas notícias e análises da Petrobras e outras!

Um abraço!

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ações
  • Brasil
  • Dívida
  • Investidores
  • Petrobras
  • Petróleo

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem segredo: como a alta renda protege o patrimônio — e o que o investidor pode aprender com isso

  • 2

    O novo comportamento da alta renda: como a concentração de riqueza mudou os gastos dos mais ricos

  • 3

    46 fundos multimercados ignoram crise da categoria e rendem até 388% do CDI

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda com petróleo a US$ 112 e baixa da Vale (VALE3); dólar cai a R$ 4,99

  • 5

    Fundos multimercados de gestores “estrelas” perdem protagonismo nos últimos três anos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Vitor Miziara em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: alunos podem investir em outro título do Tesouro Direto, além do Tesouro Selic? Entenda
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: alunos podem investir em outro título do Tesouro Direto, além do Tesouro Selic? Entenda
Imagem principal sobre o Idosos superendividados: entenda como renegociar dívidas com conta de gás
Logo E-Investidor
Idosos superendividados: entenda como renegociar dívidas com conta de gás
Imagem principal sobre o Idosos devem ter esta idade para receber desconto na conta de água
Logo E-Investidor
Idosos devem ter esta idade para receber desconto na conta de água
Imagem principal sobre o Restituição do Imposto de Renda 2026: esta é a data do último lote do pagamento
Logo E-Investidor
Restituição do Imposto de Renda 2026: esta é a data do último lote do pagamento
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como famílias sem internet podem consultar o vale? Veja dicas
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como famílias sem internet podem consultar o vale? Veja dicas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: herdeiros são obrigados a declarar? Entenda a influência do valor da herança
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: herdeiros são obrigados a declarar? Entenda a influência do valor da herança
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: este é o horário limite para enviar a declaração sem atrasos
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: este é o horário limite para enviar a declaração sem atrasos
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos que investem no exterior devem declarar; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos que investem no exterior devem declarar; entenda como funciona
Últimas: Colunas
Reação do mercado ao caso Flávio levanta debate sobre trade eleitoral
Erich Decat
Reação do mercado ao caso Flávio levanta debate sobre trade eleitoral

Novas notícias envolvendo Flávio podem gerar reações no mercado, assim como pesquisas tendem a ganhar peso crescente na formação de expectativas eleitorais

18/05/2026 | 14h12 | Por Erich Decat
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk
Ana Paula Hornos
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk

Se máquinas produzirem tudo, o que restará do trabalho, da autonomia e do sentido de existir humano?

16/05/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação
Carol Paiffer
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação

Quando investidores internacionais olham para o País, eles enxergam oportunidade financeira, criatividade aplicada aos negócios e inovação cultural

15/05/2026 | 09h30 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro

Como apostas online viraram fonte de receita para governo, empresas e futebol — e o impacto disso no consumo e no endividamento

14/05/2026 | 12h00 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador