“Com mais disposição para buscar resultados de longo prazo, os jovens podem optar por investir em ativos mais voláteis, como as ações, por exemplo. Assim, o conhecimento agregado ao fator tempo pode trazer resultados muito positivos à construção do patrimônio”, diz Fábio Macedo, diretor comercial da Easynvest by Nubank.
Além da bolsa, que é a escolha de 28% dos que decidem alocar seus recursos em ações, outros investimentos também chamam a atenção: os CDBs, escolha de 18%, e os Fundos Imobiliários, escolha de 9%. O Tesouro Direto também ganhou mais adeptos: o interesse fez o número de investidores jovens no ativo saltar de 5,9% para 12,9%.
Os dados mostram que os jovens estão mais interessados em investir, seja pela busca de alternativas de rendimento, que foi acentuada pela pandemia da covid-19, quanto pelo aumento de informações por meio dos conteúdos on-line de educação financeira.
Segundo Macedo, os dados trazidos pelo do levantamento são extremamente positivos para a educação financeira no Brasil, pois mostra que os jovens estão ligados na importância do saber lidar com o dinheiro. “Investimento e a cultura de poupar são hábitos, é o mesmo que ir para academia ou acordar cedo para ir à aula. Quanto antes você começar, melhor”, diz.
A tendência não é só local. Nos Estados Unidos, o mercado de ações também atrai cada vez mais jovens, segundo uma pesquisa realizada pela Yahoo Finance Harris no ano passado.