O levantamento, realizado “a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da Boa Vista por empresas”, apontou que o indicador avançou 1,5% na comparação interanual e isso fez com que o resultado acumulado no ano desacelerasse ainda mais, passando de 8,5% em junho para 7,4% em julho. Essa tendência também foi mantida na análise de longo prazo, medida pela variação acumulada em 12 meses, uma vez que o crescimento passou de 9,1% para 8,3% no mesmo período.
“A taxa de juros mais alta esfria um pouco o ímpeto do consumidor no momento da contratação de crédito, da mesma forma que o aumento na inadimplência também deve tornar o processo de concessão de crédito mais rigoroso”, explica o economista da Boa Vista, Flávio Calife.
As aberturas do indicador apresentaram comportamentos bem diferentes em julho. No mês foi observada alta de 3,8% no segmento “não financeiro”, enquanto o segmento “financeiro” caiu 0,8%. Na comparação interanual vimos o contrário, queda no segmento “não financeiro”, de 9,5%, e alta de 17,8% no segmento “financeiro”.