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Comportamento

O retrato da inadimplência no Brasil: da Geração Z aos Baby Boomers

Levantamento exclusivo mostra diferenças entre faixas etárias no padrão de consumo e no trato com as dívidas

Por Artur Scaff

02/05/2023 | 3:00 Atualização: 02/05/2023 | 8:26

De acordo com o Serasa, 70,1 milhões de brasileiros se encontram em situação de inadimplência. (Foto: Envato Elements)
De acordo com o Serasa, 70,1 milhões de brasileiros se encontram em situação de inadimplência. (Foto: Envato Elements)

Praticamente todas as pessoas vão se endividar em algum momento da vida. Seja em contas de luz, na compra de uma casa nova ou no cartão de crédito. E o Brasil tem números extremamente altos de população em situação de endividamento: há 70,1 milhões pessoas nessa situação, o equivalente a um terço da população que vive no País, de acordo com dados do Serasa.

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A inadimplência se apresenta de forma diferente em cada geração, considerando que as dívidas acumuladas se relacionam com as situações de cada fase de vida – sonhos de casa própria, filhos, compras e viagens exemplificam isso. Uma pesquisa encomendada pelo E-Investidor com o Serasa  mostra mostra um retrato da inadimplência em cada geração.

Os dados consideram a diferença entre o conceito de inadimplência e endividamento. Por consumidores endividados entende-se como os que possuem dívidas, mas ainda dentro do prazo de pagamento e com dinheiro para honrar a despesa, enquanto os inadimplentes são aqueles cujo o período de quitação já passou e ainda não cumpriram a obrigação financeira.

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O cartão de crédito se apresenta como o principal meio que leva a população à inadimplência. Somente os Baby Boomers, os nascidos entre 1947 e 1965, não têm o meio de pagamento como sua maior fonte de dívidas. Ainda assim, o cartão de crédito responde por pelo menos 26% da inadimplência em qualquer geração analisada.

  • Veja também: Como driblar a inadimplência ou sair dela? 

A falta de planejamento financeiro na hora de realizar compras justifica o alto índice de devedores com o cartão de crédito, mas também os valores dos juros cartão – que chegam aos 430% ao ano, segundo o Banco Central (BC) – podem levar o cliente a entrar em uma bola de neve de dívidas. Valéria Vieira, planejadora financeira CFP e especialista em mercado de capitais, destaca como a facilidade do uso do cartão de crédito e os altos juros no pagamento de dívidas funcionam como armadilhas para a população.

“Independente da geração, a inadimplência ocorre por falta de planejamento, ou seja, gastar mais do que ganha. A facilidade que o parcelamento no cartão de crédito proporciona no Brasil abre oportunidade para um descontrole do consumidor que passa a ter que decidir a prioridade de pagamento: pagar o que consumiu no cartão ou as despesas fixas?”, explicou Vieira.

Geração Z (de 18 a 25 anos)

A Geração Z é a que apresenta o menor número de inadimplentes dentre todas as analisadas pelo Serasa (12,8%). Isso ocorre porque o momento de vida desses jovens compreende, principalmente, gastos supérfluos, além de boa parte ainda viver com os pais e receber ajuda para pagar as contas.

O endividamento, que precede a inadimplência, da Geração Z tem como grande vilões o cartão de crédito e os bancos (37,67%) e logo em seguida aparecem as dívidas com o varejo (14,22%). É possível perceber a diferença nos gastos dessa geração pelos valores destinados às utilities – serviços essenciais como gás, energia elétrica e água –, que correspondem a apenas 6,74% do endividamento.

Patrícia Camillo, gerente do Serasa, explica que o momento de vida de cada uma das gerações faz toda a diferença nas decisões de compra e endividamento. “Os jovens até 25 anos estão começando a carreira no mercado de trabalho e, a partir daí, começa a necessidade de crédito”, disse.

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A Geração Z tem o maior nível de endividamento com o cartão de crédito dentre todas as gerações. Vieira explica que tal situação está relacionada à exposição dos jovens a um consumo fora do seu poder aquisitivo. “Com a onda de bancos digitais oferecendo cartão de crédito, foi aberta a oportunidade para consumo não calculado, como aquisição de celulares de alto valor, que muitas vezes tem preço incompatível com o poder aquisitivo deste consumidor”, afirmou Camillo.

Millenials (de 26 a 42 anos)

Os Millenials, por sua vez, formam a geração com o maior número de inadimplentes no País, com 35,2% do total – aproximadamente 24,7 milhões de pessoas. Uma das principais razões para este quadro está na apropriação das contas para o início da independência financeira. “É a faixa etária em que o jovem conquistar a independência. Então, há uma necessidade diferente, como a de adquirir moradia e todas as outras contas que vem com isso”, disse Camillo.

As principais dívidas dos millenials estão no cartão de crédito (33,17%) e nas utilities (15,84%). Vieira explica por que esses dois custos são os mais elevados para os Millenials. “Quando eles adquirem um bem mais elevado, os custos que possuem concorrem com a fatura do cartão, a exemplo de parcelas de financiamento, despesas como Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Podem, ainda, possuir despesas como aluguel e manutenção”, completa Valéria Vieira.

Geração X (de 43 a 57 anos)

A Geração X apresenta o segundo maior nível de inadimplência, com 34,2% entre os 70,1 milhões com contas em atraso. O aumento nas despesas obrigatórias em relação às demais gerações justifica o quadro – isso pode ser visto pelos níveis similares de endividamento com o cartão de crédito/bancos (28,03%) e com utilities (27,16%).

Vieira destaca que esse é um período da vida em que os gastos com água, saúde, gás, escola e filhos se tornam um dos maiores destinatários da renda familiar e quando há um aumento de gastos significativos. “A Geração X já possui um consumo mais elevado, as despesas envolvem educação de filhos, viagens familiares, já possuem bens com despesas fixas. Ou seja, precisam manter o equilíbrio entre despesas fixa e gastos diários, além de contar com imprevistos”, disse.

Baby Boomers (de 58 a 76 anos)

Os Baby Boomers têm a segunda menor faixa de inadimplência entre todas as gerações, em 17,7%. A maior razão para o endividamento dessa faixa etária, diferentemente das demais, se deve a utilities (40,23%), seguida pelo cartão de crédito/bancos (26,46%).

Isso ocorre, principalmente, por conta da forma com que essa geração usa o dinheiro, tendo em vista que os gastos de longo prazo, como imóveis, já não estão no horizonte dessa parcela da população e, por isso, gastam principalmente com o essencial. No entanto, o endividamento com o básico é extremamente alto comparado com as demais gerações, porque a inflação diminui o poder de compra na aposentadoria, como explica Vieira.

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“Essa é uma geração muito afetada pela inflação, pois a aposentadoria não acompanha mensalmente a correção dos preços e seu poder aquisitivo fica menor, levando ao endividamento. Muitas vezes eles também se endividam para ajudar filhos e netos”, disse Valéria Vieira.

Patrícia Camillo, da Serasa, destaca que os Baby Boomers se endividaram no decorrer da pandemia de Covid-19 tentando ajudar a família com crédito. “Aqueles com mais de 60 anos tiveram um aumento mais agressivo das dívidas do que as demais faixas etárias porque eles voltaram a ajudar as outras gerações no crédito. Então, as outras gerações passaram a fazer parte do orçamento da família”, explicou.

Confira os dados: 

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