• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

Os bastidores de um circuit breaker: o que acontece quando a Bolsa para?

Entenda como profissionais do mercado financeiro agem

Por Thiago Lasco

30/03/2020 | 0:10 Atualização: 08/12/2023 | 17:37

Quando acontece um circuit breaker, bolsa alerta para momentos de grande estresse no mercado. (Rahel Patrasso/Reuters)
Quando acontece um circuit breaker, bolsa alerta para momentos de grande estresse no mercado. (Rahel Patrasso/Reuters)

As más notícias do dia trazem nervosismo ao mercado financeiro. Na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, a ordem do momento é abandonar o barco antes que ele afunde: os investidores em pânico correm para se desfazer de suas posições o mais rápido possível. Com isso, o preço das ações começa a derreter.

Leia mais:
  • As ações para ficar de olho com a queda da Bolsa
  • Mara Luquet: as 3 dicas financeiras para enfrentar a crise
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No enorme painel que domina a sala do pregão, o gráfico com o índice Bovespa começa a cair, cair, cair… até que uma estridente sirene irrompe no salão. No mesmo instante, todos os operadores se entreolham assustados e viram seus rostos para o painel, enquanto balões vermelhos despencam sobre eles. O mecanismo de segurança da Bolsa dispara e é como um alarme convocando a brigada de incêndio para apagar aquele fogo.

Se essa é a imagem que você tem de um circuit breaker, caro leitor, sinto estragar sua fantasia: a vida real não é tão cinematográfica assim. Até porque os pregões não são mais presenciais há muito tempo – eles passaram a ser eletrônicos em 2005 na Bovespa e em 2009 na antiga BM&F.

O que é circuit breaker?

O circuit breaker é um mecanismo de segurança que a Bolsa de Valores aciona em momentos de grande estresse no mercado.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Quando o índice Bovespa (composto pelos 64 principais papéis da Bolsa, portanto uma referência importante do preço médio das ações ali comercializadas) atinge uma queda de 10% em relação ao fechamento do dia anterior, esse gatilho interrompe as negociações por 30 minutos.

Ao impor um freio forçado nos investidores, ele evita que o pânico puxe o preço das ações ainda mais para baixo e resulte em perdas graves. Quando as negociações são retomadas, se a queda do Ibovespa persistir e atingir 15%, será feita nova parada, desta vez de uma hora.

Em casos extremos, em que nem esse segundo balde de água fria aplaca o pânico e a queda chega a 20%, um terceiro circuit breaker determina a suspensão das negociações por tempo indeterminado – em geral, a Bolsa só retoma as atividades no dia seguinte.

É isso o que ocorre em linhas gerais. “Quando os indicadores futuros apontam queda maior que 10%, o mercado pode abrir em circuit breaker, mesmo que as negociações ainda não tenham iniciado e algumas ações não tenham nem chegado a abrir”, diz Everton Ribeiro, superintendente de trading da Ágora Investimentos. “Por outro lado, se o mercado cair 9,99% e depois essa queda se reverter, a Bolsa não chega a parar.”

Medida de segurança

Vale observar que o circuit breaker não é disparado pela queda das ações de uma única empresa, por mais relevante que ela seja, e sim por algo que abale a Bolsa como um todo. “Quando um índice formado por 64 papéis tem uma oscilação de 10%, isso não pode ser normal: é algo macro, e não micro”, explica o head de renda variável da Veedha Investimentos, Rodrigo Moliterno.

Publicidade

A economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto, conta que esse mecanismo é resultado das finanças comportamentais. Em um momento de caos, o indivíduo não pensa racionalmente. O circuit breaker ajuda o investidor a retomar a consciência.

“O investidor em pânico quer fazer liquidez a qualquer custo, mesmo quando o preço das ações cai abaixo do valor patrimonial, em uma bola de neve que deteriora o valor de mercado das empresas”, diz Simone.

De acordo com a economista, as pessoas são movidas pelo que se chama de fear of missing out ou medo de ficar de fora: por que todo mundo está vendendo suas ações e eu não?!. “O circuit breaker dá um tempo para pensar. É como um tapa na cara no meio do surto.”

Como funciona o Circuit Breaker

É claro que um circuit breaker coloca todo mundo em alerta. Afinal, ele costuma estar cercado de fatos graves, capazes de causar um impacto agressivo no patrimônio dos investidores. Mas essa tempestade não pega ninguém de surpresa. Como as corretoras e gestoras de investimentos estão sempre monitorando o mercado, elas já conseguem ver quando chegam as primeiras nuvens negras e o tempo começa a fechar.

“Acompanhamos o mercado em tempo real e ficamos de olho nos índices das Bolsas mundiais, como Nasdaq, Dow Jones e Standard & Poor. As notícias e os indicadores futuros nos ajudam a prever cenários”, explica a head de assessoria e mesa de operações da Toro Investimentos, Andréa Abreu. “Quem mais vivencia isso é a mesa de operações. Ela vê a queda brusca dos índices e avisa: estamos chegando perto do sinal vermelho.”

Publicidade

Essa informação é transmitida rapidamente para as outras áreas da corretora. Não raro, aqueles clientes que estão mais expostos a risco, pela própria composição de suas carteiras, também são alertados diretamente.

“O dia que ficou conhecido como Joesley Day [17 de maio de 2017, quando vazaram conversas dos irmãos Joesley e Wesley Batista, do frigorífico JBS, com o então presidente Michel Temer, provocando caos no mercado], já tinha um cenário pronto para o circuit breaker“, diz Simone Pasianotto, da Reag.

Ela ressalta que essas previsões também já eram esperadas em outros momentos históricos, como a queda das bolsas chinesas em novembro de 1997 e a moratória da Rússia em setembro de 1998. “No fundo, todos sabem os motivos daquela parada. Só pelo contexto, já sabemos quando vai parar”, diz.

Mesmo acostumados com essas turbulências, os operadores do mercado financeiro nunca se tornam indiferentes a um circuit breaker.  Simone relata que, no dia 12 de março [terceiro dia de parada devido à pandemia do coronavírus], ela estava na porta do edifício da B3 quando todos que estavam na rua correram para ver o telão no saguão. “Parecia um jogo de futebol”, conta.

Circuit breaker: Bolsa para, está todo mundo no mesmo barco

Quando o gatilho do circuit breaker entra em ação, todas as negociações são congeladas. É como um disjuntor que, diante de uma sobrecarga ou curto-circuito, interrompe a circulação da energia, protegendo a rede elétrica.

Publicidade

“O sistema simplesmente trava. O investidor tenta colocar uma ordem e não consegue. Fala com o amigo, que também não consegue. E então liga para cá: ‘o que está acontecendo?’. Aí a gente explica para ele”, diz o analista Márcio Lórega, da Ativa Investimentos.

Iniciada a parada, operadores e gestores tratam de entender o que está acontecendo, para depois fazer as correções de estratégia necessárias. O primeiro passo é buscar informações que possam jogar luz sobre os fatos que detonaram o circuit breaker, confirmar ou dissipar temores e sugerir qual será o caminho a seguir. Noticiários e serviços de broadcast (de informações econômicas em tempo real) são aliados indispensáveis.

“Enxergamos o cenário político e econômico: a evolução dos casos de coronavírus, os projetos de estímulo às economias pelos bancos centrais, as relações do governo com o Congresso. Os indicadores futuros, os movimentos das commodities e as projeções para o dia”, enumera Lórega.

Nessa hora, vale também trocar ideias com analistas e operadores de outras casas de investimentos. Um ajuda o outro, como em uma comunidade. “Acionamos outros agentes de mercado para entender o que eles estão vendo. É uma troca generalizada para entender a situação”, conta Moliterno, da Veedha.

Publicidade

O head de renda variável lembra que, nesses momentos, estão todos no mesmo barco, ninguém é concorrente. “Em uma fase de grande estresse, dificilmente alguém está ganhando.”

Relacionamento com o cliente

Ao mesmo tempo em que tentam trocar figurinhas com colegas de mercado, analistas e operadores são bombardeados por ligações de clientes. A ordem do momento é explicar o que está acontecendo e qual será o possível impacto na carteira de cada um.

Como era de se esperar, muitos deles, assustados, só pensam em se livrar logo das ações que sofreram queda. Cabe a quem cuida da carteira ajudá-los a controlar os impulsos e tomar uma decisão com mais calma.

“Nesses casos, eu sempre digo: não venda!”, diz Simone, da Reag. “Se você não precisa do dinheiro imediatamente, não tem motivo para vender e gerar uma perda para o seu patrimônio. Não faz sentido você colocar suas posições à venda no estresse e perder dinheiro.”

Outros clientes, com mais apetite, sabem que as crises também trazem boas oportunidades. Para eles, pode ser a chance de engordar o portfólio com ações de boas empresas que sofreram descontos. “Para não perder o timing, eles querem comprar assim que o circuit breaker acaba, antes que o mercado retome com mais fôlego e os preços voltem a subir”, diz Ribeiro, da Ágora.

Publicidade

Mesmo para os mais corajosos, algum comedimento sempre é bem-vindo, e cabe a quem está do outro lado fazer o contraponto necessário. “Também orientamos os mais arrojados, que gostam de risco, para ponderarem se a estratégia deles está coerente com o momento”, diz Andréa, da Toro.

Márcio Lórega, da Ativa, orienta os clientes a aproveitar o momento de baixa e comprar aos poucos, escolhendo empresas que valem a pena. “Vender ao som de violinos e comprar ao som de canhões: essa é a métrica que a gente utiliza”, descreve. “Vamos com cautela. A queda pode ter sido forte, a empresa está descontada, mas ela ainda é sólida e preserva seus fundamentos de longo prazo.”

Depois de 30 minutos, a Bolsa entra em dinâmica de leilão de abertura. Cinco minutos mais tarde, as negociações dos papéis são retomadas. “Os 30 minutos do circuit breaker passam bastante rápido. Quando você vê, já foi”, diz Rodrigo Moliterno.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • b3sa3
Cotações
07/01/2026 1h57 (delay 15min)
Câmbio
07/01/2026 1h57 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dividendos em 2026: 14 ações protegidas de juros altos, eleições e mais impostos

  • 2

    Como ganhar R$ 5 mil por mês com o investimento que virou febre do mercado em 2025

  • 3

    Prisão de Maduro deve derrubar o petróleo e mudar o jogo do setor, dizem XP, Itaú e Genial

  • 4

    Nem Venezuela, nem eleições: Ibovespa deve ignorar incertezas e chegar a 192 mil pontos em 2026, diz Ágora

  • 5

    Revenda de bolsas de luxo esfria e muda planos da Geração Z; entenda

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Veja estas três categorias que podem ser disponibilizadas pela Previdência Social
Logo E-Investidor
Veja estas três categorias que podem ser disponibilizadas pela Previdência Social
Imagem principal sobre o Bolsa Família: quando é possível atualizar dados pelo aplicativo do CadÚnico?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: quando é possível atualizar dados pelo aplicativo do CadÚnico?
Imagem principal sobre o Tenho direito ao saldo retido do FGTS? Veja como tirar a dúvida por telefone
Logo E-Investidor
Tenho direito ao saldo retido do FGTS? Veja como tirar a dúvida por telefone
Imagem principal sobre o Saiba como baixar o aplicativo CAIXA Tem para movimentar dinheiro do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Saiba como baixar o aplicativo CAIXA Tem para movimentar dinheiro do Bolsa Família
Imagem principal sobre o Quais feriados de 2026 terão ponto facultativo?
Logo E-Investidor
Quais feriados de 2026 terão ponto facultativo?
Imagem principal sobre o Quem pode se inscrever no Programa Bolsa Família?
Logo E-Investidor
Quem pode se inscrever no Programa Bolsa Família?
Imagem principal sobre o INSS: como solicitar a pensão para filhos nascidos com Zika vírus?
Logo E-Investidor
INSS: como solicitar a pensão para filhos nascidos com Zika vírus?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: como funciona o calendário escalonado
Logo E-Investidor
Bolsa Família: como funciona o calendário escalonado
Últimas: Comportamento
Revenda de bolsas de luxo esfria e muda planos da Geração Z; entenda
Comportamento
Revenda de bolsas de luxo esfria e muda planos da Geração Z; entenda

Prêmio de revenda da Birkin encolhe, marca o fim do superciclo do luxo e frustra a aposta da Geração Z em bolsas como investimento

04/01/2026 | 06h30 | Por Sasha Rogelberg, da Fortune
Poucos investidores copiam minha estratégia de investimento “porque ninguém quer enriquecer lentamente”, diz Warren Buffett
Comportamento
Poucos investidores copiam minha estratégia de investimento “porque ninguém quer enriquecer lentamente”, diz Warren Buffett

Às vésperas da aposentadoria, o megainvestidor explica por que o investimento em valor exige paciência e vai na contramão da era do enriquecimento instantâneo

02/01/2026 | 09h39 | Por Sydney Lake, da Fortune
Como os ricos continuam ricos? Conheça a vida discreta dos milionários
Comportamento
Como os ricos continuam ricos? Conheça a vida discreta dos milionários

De Warren Buffett a empreendedores anônimos, milionários explicam por que gastar menos e viver de forma simple é a parte central da construção de patrimônio

01/01/2026 | 06h30 | Por Eleanor Pringle, da Fortune
175 anos de Eufrásia Teixeira Leite: a engenharia financeira por trás da primeira investidora brasileira
Comportamento
175 anos de Eufrásia Teixeira Leite: a engenharia financeira por trás da primeira investidora brasileira

Do romance com Joaquim Nabuco à gestão de ativos em 19 países, aristocrata rompeu barreiras para construir império diversificado e autônomo

31/12/2025 | 07h30 | Por Luísa Giraldo

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador