A avaliação é de especialistas que participaram de painel no Anbima Summit, promovido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) na tarde de quinta-feira (28).
“O mercado brasileiro se sofisticou bastante nos últimos anos em relação a produtos e endereçou bastante o tema para o investidor iniciante de todas as classes. Mas ainda é uma questão de abordagem [dos profissionais e instituições do setor]. Tem que ensinar o investidor como ele se organiza; parte de onde, caminha para onde e com qual objetivo. É um trabalho não trivial ao longo do tempo e o desafio está aí”, avalia Romildo Valente, chefe de investimentos no C6 Bank.
Michelli Gobi, gerente de Planejamento e Compliance na Unidade de Captação e Investimentos no Banco do Brasil, concorda que ainda há tabus a serem rompidos – como de que “só investe quem já tem muito dinheiro” -, especialmente para investidores iniciantes de classes menos favorecidas.
Para ela, o profissional de investimentos que quer chegar a essas pessoas precisa ter o foco na educação financeira. Mais que isso, como acrescenta Bia Santos, CEO da Barkus Educacional, é necessário que o profissional ofereça um bom serviço levando em consideração que as pessoas têm realidades distintas. “É preciso entender as dificuldades de cada um e fazer a comunicação acontecer mesmo assim, com linguagem acessível e personalização no atendimento”, afirma Santos.