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Criptomoedas

Por que estamos em um bom momento para investir em bitcoin?

De janeiro a julho deste ano, a criptomoeda acumula alta de 58%

Por que estamos em um bom momento para investir em bitcoin?
O bitcoin é a moeda digital de maior valor de mercado entre os criptoativos (Foto: Envato Elements)
  • Desde janeiro, o bitcoin segue em um movimento de recuperação mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador
  • Para analistas, há alguns fatores que devem influenciar na performance do BTC, mas enxergam a possibilidade do ativo chegar a US$ 40 mil em 2023
  • Com essa perspectiva, o momento se torna atrativo para quem deseja se posicionar na maior criptomoeda em valor de mercado

O bitcoin (BTC) está em um movimento de valorização ao ponto de ser considerado o investimento mais rentável de 2023, até o momento. Segundo dados do TradeMap, de janeiro até julho, a maior criptomoeda em valor de mercado subiu 58%. A alta torna-se expressiva em relação aos índices acionários da B3, como o BDRX e o índice de SmallCaps, que acumulam uma rentabilidade positiva de 17,6% e 16,8%, respectivamente, no mesmo período.

A conquista do BTC em novas faixas de preço sinaliza ao investidor que a moeda digital segue em recuperação após a queda de 60% em 2022. No entanto, engana-se quem acredita que a perspectiva de ganhos chegou ao fim. Segundo analistas, o BTC ainda tem espaço para entregar rentabilidades ainda mais altas. Ou seja, ainda há oportunidades de lucrar com a classe de ativos.

Segundo Vinícius Bazan, analista de criptoativos da Empiricus Research, o BTC pode chegar até o fim do ano em US$ 40 mil. Levando em consideração a cotação no fim da tarde e terça-feira (8), quando o ativo estava sendo negociado a US$ 29.968,54 mil, as estimativas do especialista projetam um “upside” de aproximadamente 33%. “Joga a favor a melhora dos indicadores econômicos dos Estados Unidos, a proximidade do halving (redução planejada nas recompensas que os mineradores recebem) em 2024, a evolução de protocolos importantes do mercado e o crescimento do ambiente de finanças descentralizadas”, afirma Bazan.

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Além desses fatores, a continuidade de uma alta consistente do bitcoin nos próximos meses também vai depender dos desdobramentos da análise da Securities and Exchange Commission (SEC), a CVM dos EUA, em relação aos pedidos de ETF de bitcoin à vista nos Estados Unidos. A BlackRock, maior gestora de ativos e de investimentos do mundo, é uma das empresas interessadas nesta aprovação, já que entrou com um pedido em junho deste ano para utilizar o bitcoin à vista como seu fundo de índice (ETF, na sigla em inglês).

“É uma ferramenta importante para a entrada de capital dos investidores institucionais. Então, esse é o principal ponto que observamos no momento para condicionar em uma tendência de alta”, diz Felipe Medeiros, analista de criptomoedas e sócio da Quantzed Criptos. O especialista, assim como Bazan, cita a melhora do cenário macroeconômico como outro fator decisivo para a continuidade da recuperação do BTC e do mercado de criptomoedas.

Como esses investimentos são considerados de alto risco, a tendência é que os investidores priorizem os ativos de renda fixa em períodos de juros altos. No entanto, o mercado acredita que o ciclo de aperto monetário está próximo do fim nos mercados globais, em especial nos EUA. Segundo Medeiros, já existe um consenso no mercado que o Federal Reserve (FED), banco central norte-americano, não realize novos aumentos na taxa de juros nas próximas reuniões. ”Provavelmente, estamos no melhor momento do mercado porque há uma projeção de melhora, mas não há um cenário de piora nos próximos meses”, acrescenta o especialista.

As criptomoedas que mais se valorizaram em julho

Outras criptomoedas também conseguiram se destacar no curto prazo e entregar ao mercado rentabilidades bastante expressivas no acumulado de julho. Segundo um levantamento, realizado pelo Mercado Bitcoin, a criptomoeda XRP foi a que mais se destacou no mês passado com uma valorização de 47,35%. O principal motivo está na decisão da justiça norte-americana favorável à criptomoeda ao afirmar que o ativo não deve ser considerado um valor mobiliário.

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Rony Szuster, analista do time de Research do MB, explica que o processo judicial se arrasta há anos e representa mais uma batalha da SEC contra o mercado de criptoativos. “A Ripple já gastou mais de US$ 200 milhões na batalha judicial. Então, o preço reagiu muito por causa dessa decisão”, diz o analista. A Maker (MKR) e a Stellar (XLM) apareceram logo em seguida com as maiores valorizações do mercado em julho. No acumulado mensal, as duas moedas encerraram o mês com altas de 47,11% e de 42,9%, respectivamente. Já o bitcoin fechou o período com uma queda de 4,4%.

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