“É reflexo principalmente do aumento da demanda por esse ativo – impulsionado pela injeção de capital institucional proporcionada pela aprovação dos ETFs à vista de bitcoin – além da expectativa de queda nas taxas de juros globais e em relação ao halving. Essas variáveis são tendências positivas para o setor”, diz Fábio Plein, diretor regional da Coinbase. No entanto, ele alerta que o desempenho deve sofrer volatilidade e os movimentos de altas não devem ser lineares.
De todos os fatores, o halving deve ser o mais importante para um desempenho ainda maior da criptomoeda nos próximos meses. O evento, previsto para abril, ocorre a cada quatro anos e é responsável por reduzir pela metade as recompensas dadas aos mineradores das moedas digitais. Na prática, a medida limita ainda mais a criação de novos de bitcoin, o que pressiona os preços do ativo diante da queda da oferta no mercado.
Atualmente, a recompensa em cada bloco minerado é de 6,25 BTC. Após o halving deste ano, a recompensa cai para 3,125 BTC por bloco minerado – os cálculos matemáticos que registram as transações de criptomoedas na rede. “Nos três primeiros eventos de halving na história do bitcoin, em 2012, 2016 e 2020, vimos um aumento exponencial dos preços”, afirma Israel Buzaym, diretor de Comunicação do Bitybank.
O ether também acompanhou o movimento do bitcoin. O segundo maior ativo em valor de mercado subiu 2,2% nas últimas 24h e alcança uma cotação de US$ 4 mil.
Veja a performance das principais criptomoedas às 9h
| Criptomoeda |
Ticker |
Cotação |
Variação em 24h |
| Bitcoin |
BTC |
USD 72.109,66 |
▲ 2,76% |
| Ethereum |
ETH |
USD 4.048,32 |
▲ 2,2% |
| Tether USDt |
USDT |
USD 1,00 |
▼ 0,18% |
| BNB |
BNB |
USD 524,85 |
▼ 2,19% |
| Solana |
SOL |
USD 149,63 |
▲ 2,85% |
| Fonte: Portal do bitcoin |