Bitcoin volta a subir e agora mira os US$ 80 mil; veja o que esperar do BTC em maio
Com alta de 14% em abril e entrada bilionária em ETFs à vista, criptomoeda se recupera após liquidações recentes e testa o apetite do mercado por ativos de risco
O bitcoin é a maior criptomoeda em valor de mercado; investidores miram os US$ 80 mil em maio de 2026. (Foto: Adobe Stock)
O bitcoinvoltou ao radar dos investidores: dados da Bitget mostram que, em abril, o maior ativo digital em valor de mercado avançou 14%, sendo negociado a US$ 75 mil. O movimento consolida uma recuperação parcial do preço do BTC, iniciada em março, após a forte onda de liquidações nos meses de novembro de 2025 e fevereiro deste ano, em um cenário de instabilidade para o mercado financeiro, mas renova esperanças para maio.
Desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã, o mercado adotou cautela com o temor dos efeitos dos conflitos sobre a economia global. Mas os acordos de cessar-fogo entre Washington e Teerã, embora fragilizados diante do impasse nas negociações, trouxeram alívios pontuais e resgataram parte do apetite a risco, sobretudo entre os investidores institucionais.
Dados da plataforma cripto SosoValue mostram que os ETFs de bitcoin à vista – fundos de índice negociados em bolsa de valores – acumulam uma entrada líquida de US$ 2,09 bilhões em abril, o dobro do volume registrado no mês anterior.
“O rali não foi impulsionado pelo varejo especulativo, mas foi liderado por institucionais com baixa alavancagem acumulando, o que indica uma base mais sólida do que em ciclos anteriores”, diz Matias Part, analista da Bitget.
No campo macroeconômico, os dados do mercado de trabalho e de consumo dos Estados Unidos não apontaram uma deterioração sistêmica. Os números do índice de preços ao consumidor do país (CPI, na sigla em inglês) vieram em linha com o consenso do mercado financeiro, enquanto os da inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) surpreenderam positivamente.
Além disso, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) da última quarta-feira (29) ocorreu sem grandes surpresas: a autoridade monetária norte-americana manteve as taxas de juros inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, como previa o mercado.
O que esperar do bitcoin em maio
Com esse pano de fundo, o comportamento do bitcoin em maio não deve ser muito diferente ao das últimas semanas. O viés de alta deve sustentar o ativo na faixa dos US$ 75 mil, enquanto investidores aguardam o desfecho dos conflitos no Oriente Médio. “Apesar de momentos de cessar-fogo, o ambiente continua tensionado e pode gerar movimentos relevantes em ambas as direções para os ativos”, destaca Rony Szuster, Head de Research do MB.
Por isso, a visão dos analistas é que o principal desafio do BTC no curto prazo será romper a resistência dos US$ 80 mil e esse movimento dependerá de novos catalisadores tanto no ambiente geopolítico quanto no cenário macroeconômico. “Se houver manutenção dos fluxos positivos nos ETFs, sinais de alívio nos juros norte-americanos e ausência de nova escalada no Oriente Médio, o BTC deve buscar novas altas”, afirma Paulo Aragão, economista e analista cripto.
Do contrário, o ativo digital poderá sofrer com uma realização de lucro no curto prazo e perder os atuais suportes de preços.
Quais criptomoedas estão no radar?
Apesar dos riscos, o bitcoin continua sendo o ativo mais indicado pelo mercado, mas os analistas citam outras altcoins que, na avaliação deles, merecem a atenção do investidor. No Mercado Bitcoin (MB), além do BTC, a corretora recomenda exposição em Solana (SOL), Ethereum (ETH), Chainlink (LINK) e Avalanche (AVAX).
A Foxbit, por sua vez, não traz recomendações, mas sinaliza quais ativos precisam estar no radar dos investidores. Para maio, a exchange cita Solana (SOL) e Ethereum (ETH). Na lista aparecem ainda Render (RNDR), token ligado à inteligência artificial (IA), e Uniswap (UNI), exchange que não conta com a presença de intermediários.
Já a Bitso destaca XRP (XRP), devido à sua relevância nos meios de pagamentos e liquidação internacional, e Avalanche (AVAX), que se posiciona como uma alternativa estratégica dentro da tese de infraestrutura cripto e tokenização.