Com a captação, o KNCR11 se torna o primeiro FII a superar os R$ 10 bilhões em patrimônio líquido (PL) – o total está em R$ 10,9 bilhões. A expectativa da taxa média da carteira após a emissão é de Certificado de Depósito Interbancário (CDI) + 2,04% ao ano.
Focado na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários indexados ao CDI, o fundo da Kinea tem na carteira concentrada sobretudo em escritórios e shoppings, mas mantém ainda exposição aos setores de logística e residencial. Com os novos recursos, quer ampliar gradualmente o portfólio de ativos logísticos e operações estruturadas maiores.
Segundo a Kinea, a maior parte dos recursos captados já está comprometida com operações em fase avançada de estruturação, incluindo transações relevantes nos segmentos de logística e shopping centers. Entre elas, estão CRIs destinados ao financiamento de aquisições de galpões logísticos e operações ligadas a ativos consolidados no varejo regional.
“O fundo atravessou diferentes momentos de mercado mantendo sua proposta de crédito imobiliário pós-fixado, com foco em ativos de qualidade, parceiros robustos e baixo nível de alavancagem”, afirma Flávio Cagno, sócio e gestor da Kinea.
Desde 2012, quando foi lançado, o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) não enfrentou nenhum evento de inadimplência relevante ou precisou executar garantias. “Mesmo em um cenário de possível queda de juros, seguimos em um ambiente ainda atrativo para o crédito atrelado ao CDI, com spreads consistentes e um ambiente mais saudável ao setor. Menos juros estimulam os negócios, isso é positivo para todos”, diz o gestor do maior FII listado na B3.