Os preços dos pacotes de figurinha aumentaram 100% em relação ao período do último mundial. Já o valor do álbum subiu 16,5%, a cerveja 18,4% e a carne para churrasco 79%, em média.
Quem quiser ver os jogos em um bar terá que gastar 15% a mais para comprar cerveja e 20% a mais para água e refrigerante. “A inflação é levemente menor em comparação à compra no supermercado, mas vale lembrar que, na média, consumir fora do domicílio é 15% mais caro”, lembra a economista Tatiana Nogueira, responsável pelo levantamento.
Caso o brasileiro queira uma nova TV maior e melhor para acompanhar os jogos, terá que desembolsar em média 17% a mais do que na copa anterior. Nogueira afirma que este é o único item da lista a registrar quedas consistentes de preço desde 2006, por conta dos ganhos de produtividade e mudança rápida na tecnologia. “Com os efeitos da pandemia, porém, o aumento da demanda e o setor severamente impactado pela disrupção da cadeia global de suprimentos, os preços passaram a subir”, explica.
Quem quiser adquirir uma camisa oficial da seleção brasileira precisa desembolsar R$ 349,99, preço do site oficial da Nike, 40% acima do valor pago pelo mesmo produto em 2018, e bem acima da inflação acumulada no período (26,8%).
“Em relação a isso, é importante lembrar que o setor de vestuário vem batendo seus recordes para variação em 12 meses – a maior desde 1995, em meio ao Plano Real – e chegou a alcançar 16,66% em julho em decorrência de dois fatores: desajustes nas cadeias que fornecem matéria prima para o setor, forçando o repasse do aumento de custos para os consumidores e retomada do consumo com a reabertura da economia em meio ao motivo anterior. Por fim, o aumento e volatilidade do câmbio tem parte nisso, dado que o produto é tabelado (tem o mesmo valor em dólares para todo o mundo)”, ressalta Nogueira.