Fachada do Banco Central, em Brasília: Copom define a taxa Selic a cada 45 dias e orienta a política monetária do país. (Foto: Adobe Stock)
As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) já têm datas definidas para 2026 e voltam a concentrar as atenções do mercado financeiro. É nesses encontros que o Banco Central (BC) decide o rumo da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, principal instrumento de controle da inflação.
As reuniões do Copom ocorrem ao longo de dois dias, e a decisão sobre os juros é divulgada ao final do segundo dia. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, após o colegiado manter a taxa inalterada nas últimas quatro reuniões de 2025.
A primeira reunião do Copom em 2026 está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. Para esse encontro, o mercado projeta manutenção da Selic em 15%, diante do tom ainda duro adotado pelo Banco Central em seus comunicados recentes, sem sinais claros de flexibilização da política monetária ou de cortes de juros no curto prazo.
O Copom é responsável por definir, a cada 45 dias, a taxa básica de juros da economia, a Selic. Em geral, as reuniões ocorrem às terças e quarta-feiras. Em 2026, os encontros ocorrerão nos seguintes dias:
27 e 28 de janeiro;
17 e 18 de março;
28 e 29 de abril;
16 e 17 junho;
4 e 5 de agosto;
15 e 16 de setembro;
3 e 4 de novembro;
8 e 9 de dezembro.
As atas das reuniões são divulgadas em até quatro dias úteis após o encerramento dos encontros. Geralmente, o documento sai na terça-feira seguinte à decisão, às 8h (de Brasília).
Além do comunicado e da ata, o Banco Central divulga trimestralmente o Relatório de Política Monetária, documento que analisa a conjuntura econômica e apresenta projeções, com foco especial na dinâmica da inflação.
Em algumas ocasiões, as reuniões do Copom coincidem com as do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Nessas datas ocorre a chamada “Super-Quarta”, quando as decisões de juros do Brasil e dos EUA são divulgadas no mesmo dia. A seguir, confira um vídeo que explica essa coincidência.
O que é o Banco Central
O Banco Central (BC) é a autoridade monetária do Brasil, uma autarquia federal com autonomia, responsável por garantir a estabilidade de preços, controlar a inflação, zelar pelo bom funcionamento do sistema financeiro e emitir a moeda nacional, o real. Na prática, atua como o “banco dos bancos” e como guardião da estabilidade econômica do país.
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Para cumprir esse papel, o BC executa a política monetária definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão responsável por estabelecer as diretrizes das políticas monetária e de crédito.
Como funcionam as reuniões do Copom
As reuniões do Copom seguem um processo estruturado para embasar a decisão sobre os juros. Inicialmente, os membros do comitê recebem apresentações técnicas elaboradas pelo corpo funcional do Banco Central, que abordam a evolução recente e as perspectivas da economia brasileira e internacional, além das condições de liquidez e do comportamento dos mercados financeiros.
Na sequência, ocorre a fase deliberativa, restrita aos membros do colegiado, quando são discutidos o cenário macroeconômico e os principais riscos. Todos os integrantes votam, e os votos são divulgados publicamente.
(Foto: Divulgação/BC)
As decisões do Copom têm como objetivo manter a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em linha com a meta estabelecida pelo CMN. A decisão é anunciada no mesmo dia do encerramento da reunião, por meio de um comunicado oficial publicado pelo Banco Central.