• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

Operação Carbono Oculto: o que fazer se sua gestora virou alvo da Polícia Federal

Saiba como cotistas e aplicadores podem se proteger diante de investigação sobre fundos e fintechs

Retrato de busto sob fundo azul escuro.
Por Leo Guimarães
Editado por Wladimir D'Andrade

01/09/2025 | 11:09 Atualização: 01/09/2025 | 11:19

Operação Carbono Oculto pode bloquear até R$ 1,4 bilhão de fundos de investimentos. (Foto: Foto Werther Santana/Estadão)
Operação Carbono Oculto pode bloquear até R$ 1,4 bilhão de fundos de investimentos. (Foto: Foto Werther Santana/Estadão)

Separar fato de boato é o primeiro passo para quem acordou com a notícia de que sua gestora ou fundo está entre os alvos da Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro via fundos de investimentos e fintechs. Para os investidores, resta manter a tranquilidade e tentar entender o alcance do problema. “Uma operação da Polícia Federal (PF) não significa culpa formada, mas pode gerar efeitos práticos no dia a dia dos fundos”, diz Jeff Patzlaff, planejador financeiro.

Leia mais:
  • Mercado financeiro na mira: 7 perguntas e respostas sobre os impactos da Operação Carbono Oculto
  • Carbono Oculto expõe brechas no setor financeiro; veja como fundos de investimento foram usados em fraudes
  • Na alta renda, número de assessores salta 400%, mas todos disputam o mesmo dinheiro
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A ação das autoridades atingiu mais de 30 fundos de investimento e pelo menos dez instituições financeiras, entre administradoras, gestoras e fintechs de pagamento, segundo informações que circularam após a deflagração da operação, na última quinta-feira (28).

  • Operação Carbono Oculto: veja a lista dos fundos suspeitos de lavagem de dinheiro do PCC

O que checar primeiro: CVM, site do fundo e comunicados

Patzlaff recomenda que o investidor busque informações oficiais, no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na página do próprio fundo, onde devem ser divulgadas comunicações obrigatórias. Em paralelo, é fundamental confirmar posição e custódia fora do ambiente da gestora.

A ferramenta mais segura é a Área do Investidor da B3, que mostra um extrato consolidado de ativos. “É um espelho oficial independente do relatório da gestora”, diz Patzlaff. Se houver divergência, o investidor deve registrar, documentar com prints e abrir protocolo de atendimento.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

É importante também compreender o risco jurídico e operacional. O patrimônio do fundo fica separado do caixa da gestora, pilar que protege o investidor no Brasil. Ainda assim, ordens judiciais podem atingir ativos em casos específicos, o que torna importante o acompanhamento dos comunicados, regulamentos e avisos recentes do fundo.

  • Saiba mais:  Bloqueios em fundos de investimentos podem chegar a R$ 1,4 bilhão

A própria indústria de fundos também mantém ferramentas de proteção dos cotistas, como o fechamento para resgates ou a criação de “side pockets“. O primeiro serve para evitar corrida e liquidação forçada de ativos em momentos de pânico, enquanto os segundos são usados para isolar ativos problemáticos. Ou seja, quando há estresse de mercado, o fundo cria uma “carteira separada” (o side pocket) onde coloca esses ativos de risco para que o restante continue operando normalmente.

O investidor deve também acionar o seu assessor ou consultor de investimentos para tirar dúvidas, além dos serviços de atendimento ao consumidor (SAC) e ouvidorias dos administradores. Se houver suspeita de irregularidade, vale registrar reclamação nos canais da CVM.

Resgatar agora ou esperar? Sinais objetivos para decidir

A visão de que o cotista precisa ser proativo na sua relação com fundos, gestoras e bancos é corroborada por Fábio Galvão, advogado e ex-superintendente de processos sancionadores da CVM.

“O investidor não pode se contentar apenas com os comunicados da gestora. É preciso ir atrás das informações públicas já disponíveis na CVM e em outras plataformas”, afirma o advogado Galvão.

No caso de falhas em corretoras ou distribuidoras – como ordens não executadas ou apropriação indevida – há ainda o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos supervisionado pela B3. Para quem precisa de caixa de curto prazo, Patzlaff sugere manter recursos fora do ecossistema da gestora sob incerteza, até que o quadro se estabilize.

  • Metanol: saiba como não cair no golpe do combustível adulterado e evitar prejuízos

E em um momento de incertezas como agora, é melhor resgatar ou esperar?

A resposta depende do grau de impacto da investigação. Se há sinais de falhas operacionais, a prioridade está em reduzir exposição tática, o que pode significar resgatar parte dos recursos líquidos. Mas sempre há o risco de decisões precipitadas. “Evite desinvestir às cegas só por manchete”, diz Patzlaff .

  • Carbono Oculto expõe brechas no setor financeiro: veja como fundos foram usados em fraudes

Uma saída prática consiste em resgatar parte e manter outra, acompanhando fatos objetivos. No médio prazo, é manter a estratégia de diversificação com diferentes gestores e administradores.

O problema para todos nós

Viaturas durante a Operação Carbono Oculto, que investiga operações do crime organizado na economia formal do País.
Agentes se concentraram na região da Av. Faria Lima na madrugada da última quinta-feira (28) em São Paulo para darem início a operação Carbono Oculto. (Foto: Divulgação Receita Federal)

A dimensão do problema, no entanto, vai além do investidor individual que eventualmente possui patrimônio numa das instituições investigadas. Eduardo Silva, presidente do Instituto Empresa, reforça que este tipo de incidente tem uma característica sistêmica.

“Ninguém está completamente imune. O que se revela são teias negociais complexas, arranjos em vários formatos e sociedades inusitadas”, diz Silva, do Instituto Empresa.

Silva acredita que os pequenos investidores hoje têm pouco acesso a informações dos fundos, que publicam suas carteiras de investimento com um atraso de pelo menos três meses. “A luz do dia é o melhor detergente”, diz.

Por outro lado, Gustavo Rabello, sócio de Mercado de Capitais do SouzaOkawa, avalia que o sistema financeiro brasileiro tem um dos arcabouços mais avançados do mundo, mas que o o risco trazido pela Carbono Oculto é reputacional. “Quando surgem investigações criminais, a tendência é que todo o setor sofra um abalo de confiança”, diz.

Publicidade

A indústria de fundos soma mais de 35 mil veículos e R$ 9,5 trilhões em patrimônio.

  • Veja mais: Fundos da Reag investigados na Carbono Oculto movimentaram mais de R$ 1,2 bi em títulos do Banco Master

Se houver dolo ou culpa grave, lembra Rabello, os investidores podem buscar reparação judicial, já que a CVM prevê que administradores e gestores respondam por prejuízos em caso de violação da lei ou do regulamento.

Procurada, a CVM afirmou apenas que “acompanha e analisa informações e movimentações relacionadas ao mercado de valores mobiliários, tomando medidas cabíveis, sempre que necessário”. “A autarquia não comenta casos específicos”, afirma.

Arthur Longo Ferreira, sócio do Henneberg Ferreira e Linard Advogados, destaca que a separação patrimonial protege o cotista de perdas diretas ligadas à gestora, mas não elimina riscos de confiança.

Já o advogado Luís Garcia lembra que, se comprovado que a gestora se beneficiou ou foi negligente em práticas ilícitas, cabem ações de indenização individuais ou coletivas. Em casos graves, como gestão fraudulenta ou temerária, a lei tipifica como crime contra o sistema financeiro.

“No âmbito das operações Carbono Oculto e Quasar, se ficar demonstrado que houve omissão ou benefício, os cotistas terão base sólida para acionar judicialmente em busca de transparência e ressarcimento”, afirma o advogado.

Descoberta da fraude é positiva para o sistema

Fábio Galvão diz que o episódio também mostra que os órgãos de fiscalização estão atuando. Ele ressalta que a operação envolveu Polícia federal (PF), Banco Central (BC), Receita Federal e Ministério Público em um esforço conjunto para fechar brechas no sistema.

Publicidade

O ex-superintendente acredita que o caso trará mudanças regulatórias, especialmente no uso de contas-bolsão por fintechs, que concentram recursos sem identificar o beneficiário final.

“No longo prazo, isso tende a reforçar a higidez do mercado. É um ‘lessons learned‘ (lições apreendidas) que aponta para a necessidade de fortalecer CVM e Banco Central”, avalia o ex-superintendente.

Além da Carbono Oculto – que envolve ainda o Ministério Público de São Paulo –, as autoridades também colocaram nas ruas as operações Quasar, da PF – mais focada no Primeiro Comando da Capital (PCC) – e a Tank – também da PF, que tem como alvo uma rede de lavagem de dinheiro no Paraná.

  • Confira ainda: Como Raízen, Ultrapar e Vibra ganham com o desmantelamento do PCC na Carbono Oculto?

As três diligências desarticularam esquemas bilionários de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis. Envolveram PF, Receita Federal e Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com 400 mandados judiciais, 14 prisões e bloqueio de R$ 3,2 bilhões.

Segundo as autoridades, esses esquemas movimentaram R$ 140 bilhões ilicitamente, com uso de fintechs e fundos para ocultar recursos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Fundos de investimento
  • operação carbono oculto
  • proteção ao investidor
Cotações
17/01/2026 10h19 (delay 15min)
Câmbio
17/01/2026 10h19 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

  • 2

    Ações para dividendos em 2026: as mais citadas nas carteiras e o porquê

  • 3

    Reag em liquidação: o que acontece agora com os investidores e fundos?

  • 4

    FGC paga quem perdeu na liquidação da Reag?

  • 5

    ITCMD: novas regras do "imposto da herança" entram em vigor em 2026

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Logo E-Investidor
Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Imagem principal sobre o Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Imagem principal sobre o FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Logo E-Investidor
FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Imagem principal sobre o Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Logo E-Investidor
Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Imagem principal sobre o Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Logo E-Investidor
VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Imagem principal sobre o Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o IPVA 2026: veja as datas de vencimentos das parcelas para veículos com placa final 3 em SP
Logo E-Investidor
IPVA 2026: veja as datas de vencimentos das parcelas para veículos com placa final 3 em SP
Últimas: Educação Financeira
5 cursos gratuitos da B3 para você organizar as finanças e investir melhor em 2026
Educação Financeira
5 cursos gratuitos da B3 para você organizar as finanças e investir melhor em 2026

Plataforma de educação financeira oferece aulas online com certificado, que vão do controle do orçamento aos primeiros passos em investimentos

17/01/2026 | 06h00 | Por Camilly Rosaboni
Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento
Educação Financeira
Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento

Juros altos e ano eleitoral pressionam o orçamento. Confira 10 dicas para organizar as finanças

17/01/2026 | 05h30 | Por Leo Guimarães
CadÚnico Pé-de-Meia 2026: como evitar atraso no pagamento e garantir o benefício
Educação Financeira
CadÚnico Pé-de-Meia 2026: como evitar atraso no pagamento e garantir o benefício

Estudantes da rede pública ainda recebem parcelas do programa até março; dados desatualizados no CadÚnico podem impedir o crédito do benefício

16/01/2026 | 10h46 | Por Camilly Rosaboni
Promessa para antecipar dinheiro do FGC é segura? Veja como evitar golpes
Educação Financeira
Promessa para antecipar dinheiro do FGC é segura? Veja como evitar golpes

Fundo esclarece que não autoriza nenhuma instituição a oferecer negociações para o recebimento dos valores garantidos

15/01/2026 | 18h05 | Por Beatriz Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador