Apesar de trazer simplicidade para os contribuintes, é necessário prestar atenção e verificar se não há inconsistências com os dados preenchidos, já que o sistema se abastece a partir das informações disponibilizadas por terceiros, como instituições financeiras, planos de saúde e empregadores, que facilmente podem cometer erros. Mas quem se responsabiliza pelos equívocos é apenas o contribuinte, resultando na temida malha fina.
Os maiores erros na declaração pré-preenchida
Como mencionado, os principais erros incluem dados incompletos ou desatualizados, divergências na base de dados e falta de informações relevantes. Mas existem outros que precisam da atenção do contribuinte para evitar que se prologuem até o dia 29 de maio, prazo máximo para o envio das declarações. Confira abaixo quais os erros mais comuns com base no nível de risco de cair da malha fina:
Risco Crítico (Causas imediatas de retenção)
- Omissão de ganhos e proventos: esquecer de informar salários, lucros de investimentos ou aluguéis recebidos (a Receita já tem esses dados via fontes pagadoras).
- Irregularidades com dependentes: erros no CPF ou inclusão de pessoas que já declaram o próprio imposto ou não cumprem os requisitos legais.
- Deduções indevidas ou sem comprovante: lançar gastos com saúde e educação sem ter os recibos ou preencher valores maiores que o real.
- Inconsistências em convênios médicos: divergência entre o valor que você declara e o que a operadora de saúde informa ao Fisco.
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Risco Médio (Gera pedidos de esclarecimento)
- Discrepâncias em históricos financeiros: diferenças entre pagamentos e restituições de anos anteriores que não batem com o sistema atual.
- Lançamentos incorretos de investimentos: declarar rendimentos de fundos em fichas erradas (como fora de “Bens e Direitos”), o que confunde o processamento automático.
- Ajustes e abatimentos equivocados: erros ao tentar compensar impostos ou prejuízos em renda variável de forma manual.
Risco Baixo (geralmente causa multas ou retificações futuras)
- Ativos e propriedades omitidos: não declarar a posse de imóveis ou veículos (embora o risco de malha imediata seja menor, gera problemas em vendas futuras).
- Omissão de montantes em conta: esquecer de informar os saldos bancários exatos.
- Vínculos bancários desconhecidos: contas ativas que o contribuinte esqueceu que possuía e que aparecem no sistema do Banco Central.
Como corrigir os erros
Erros podem acontecer e são mais comuns do que imagina. Para corrigi-los é preciso cautela e atenção na hora de verificar e comparar corretamente os dados da pré-preenchida com documentos e informes em mãos. Dessa forma, as informações não passam em branco e as chances de cair em inconsistências fiscais, que podem ser submetidas na malha fina, caem consideravelmente.
Para corrigir tais erros é necessário acessar o programa da Receita Federal e localizar a aba correspondente à inconsistência para editar os campos manualmente. Caso existam valores duplicados ou equívocos, deve-se remover a informação incorreta diretamente da declaração.
Se a falha for a ausência de um item já informado anteriormente, utilize a função Importar Declaração Anterior para recuperar os dados do ano passado. Vale ressaltar que a Receita recomenda a exclusão de qualquer dado não reconhecido, pois só devem ser declaradas informações que o contribuinte possa comprovar.