• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

A Páscoa ficou mais cara? Chocolate e bacalhau explicam por que a conta pesa no bolso

Da crise do cacau ao câmbio, entenda o que está por trás da alta dos preços dos itens mais buscados nesta data

Por Igor Markevich

04/04/2026 | 5:30 Atualização: 03/04/2026 | 8:08

A Páscoa ficou mais cara? Dados mostram que chocolate e bacalhau acumulam altas relevantes, mesmo com queda recente da cesta. Entenda os fatores por trás dos preços. (Imagem: Adobe Stock)
A Páscoa ficou mais cara? Dados mostram que chocolate e bacalhau acumulam altas relevantes, mesmo com queda recente da cesta. Entenda os fatores por trás dos preços. (Imagem: Adobe Stock)

A Páscoa ficou mais cara? Para a maioria dos brasileiros, a resposta é direta e baseada na experiência recente de consumo. Basta uma ida ao supermercado para perceber que os ovos de chocolate já não ocupam o mesmo lugar no orçamento. Mas quanto, exatamente, essa alta representa? E, sobretudo, o que está por trás dessa conta que insiste em subir?

Leia mais:
  • Bacalhau está caro? Confira 5 alternativas ao peixe para fazer no almoço de Páscoa
  • Brasileiro quer guardar dinheiro, mas não consegue: cansaço e falta de rotina travam finanças em 2026
  • "A gente trabalhou só para pagar banco em 2025", diz CEO da Priner
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) mostra que a cesta de produtos típicos da Páscoa ficou mais barata nos últimos dois anos, com quedas de 6,77% em 2025 e 5,73% em 2026.

Essa cesta reúne itens tradicionalmente consumidos no período, como chocolates, bacalhau, pescados, azeite, ovos e acompanhamentos comuns das refeições da Semana Santa.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

O alívio recente, no entanto, não apaga a alta acumulada. Entre 2022 e 2026, o custo da mesma cesta ainda subiu 15,37%. No mesmo intervalo, a inflação geral medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – 10 (IPC-10) avançou 16,53%. Ainda que os preços pareçam ceder no curto prazo, eles ainda operam em um patamar elevado depois de anos de aumento.

A leitura correta, portanto, não é de queda, mas de desaceleração. E, principalmente, de composição. Nem todos os itens se comportam da mesma forma. Produtos mais baratos e voláteis ajudaram a puxar o índice para baixo recentemente, enquanto os itens mais caros e simbólicos da data, como chocolate e bacalhau, acumulam aumentos relevantes. O que ajuda a começar a explicar por que a Páscoa, na prática, está mais cara para o consumidor.

O que pesa no chocolate

Entre 2022 e 2026, bombons e chocolates acumulam alta de 49,26%, segundo a FGV IBRE. É o item com maior variação dentro da cesta.

“O Brasil é um grande produtor mundial, mas os preços são definidos pelo comportamento do mercado global”, afirma o professor Jefferson Mariano, economista e analista socioeconômico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Esse mercado sofreu retração em função da crise entre produtores africanos, o que pressionou as cotações.”

Embora o país produza cacau, o preço da matéria-prima é determinado no exterior. E, nos últimos anos, a oferta global foi afetada.

Publicidade

O continente africano concentra a maior parte da produção mundial. Problemas climáticos e estruturais reduziram a oferta e elevaram os preços internacionais. O Brasil, mesmo com produção estável, absorve esse choque e o câmbio completa o quadro. Como parte dos custos é dolarizada, a desvalorização do real encarece a produção.

Há ainda o fator da lei de oferta e procura. “No caso específico da Páscoa, há sem dúvida o componente da demanda. O aumento do consumo no período, associado à estrutura de custos, faz com que ocorram aumentos nos preços”, afirma Mariano.

Isso ocorre porque o pico de consumo reduz o espaço para descontos e incentiva o repasse de custos. Em um período curto e previsível, a indústria e o varejo operam com maior previsibilidade de venda e menor necessidade de estímulo via preço. Esse encadeamento mostra por que o preço não responde na mesma velocidade quando o cenário melhora.

Mesmo quando o custo do cacau começa a cair no mercado internacional, o alívio não chega imediatamente ao consumidor. A indústria opera com estoques adquiridos a preços mais altos, contratos firmados com antecedência e uma estrutura de custos que leva tempo para se ajustar.

Publicidade

O resultado é um descompasso entre a matéria-prima e o produto final. Em 2026, por exemplo, enquanto o cacau já acumulava queda relevante no mercado global, os preços de bombons e chocolates ainda subiram 16,71% ao consumidor, segundo a FGV.

O chocolate mudou, e não é só impressão

O rearranjo de custos afeta também, por muitas vezes, a qualidade do produto final. Comer, anos depois, um chocolate que adoçou a infância raramente entrega a mesma experiência. Nem tudo fica por conta da nostalgia e da memória afetiva. O produto está de fato diferente.

“Basta olhar as embalagens para perceber alterações importantes nos ingredientes”, diz Renato Benedito Vieira, docente de gastronomia e alimentação do Senac. “O principal deles, o teor de cacau, tem aparecido em menor quantidade, e quanto mais baixo esse teor menor será a qualidade do chocolate.”

Segundo ele, muitas formulações passaram a incluir mais açúcar e gorduras vegetais. O resultado é um produto mais doce, mais oleoso e com sabor menos intenso.

Há, portanto, um movimento duplo em que o chocolate reduz sua qualidade ao mesmo tempo que fica mais caro. A mudança de composição funciona como estratégia de redução de custos, mas altera a experiência do consumidor.

Publicidade

Vieira ressalta ainda que atributos como origem do cacau e sustentabilidade vêm sendo incorporados ao produto, o que também eleva o preço. Nesse cenário, o ovo de Páscoa se distancia do consumo cotidiano e se aproxima de um item de maior valor agregado.

Toda a discussão sobre preço e qualidade ganhou um novo capítulo no Congresso. A Câmara dos Deputados aprovou, em março de 2026, um projeto que estabelece regras mais claras sobre o teor de cacau nos produtos.

A proposta exige que o percentual da commodity seja informado de forma visível na embalagem e define parâmetros mínimos para diferentes tipos de chocolate.

Se parte do encarecimento convive com mudanças na composição, tornar essa informação explícita permite ao consumidor entender melhor o que está pagando. Além dos casos em que as distribuidoras não mais poderão chamar de chocolate aquilo que não cumprir o percentual mínimo de determinados ingredientes.

Bacalhau, tradição e custo

O bacalhau ocupa esse lugar por tradição. A presença do peixe na mesa está ligada ao costume religioso da Semana Santa, quando parte das famílias substitui a carne vermelha por pescados. O problema é que essa tradição tem um custo cada vez mais alto.

“A quase totalidade do bacalhau consumido no Brasil é importada”, afirma Jefferson Mariano.

Isso significa que o preço começa a ser definido fora do país. Câmbio, tarifas de importação e custos logísticos entram diretamente na conta. Mas há um elemento adicional que pesa justamente no momento de maior consumo.

“Nos últimos anos, o elevado consumo do produto no período explica a rigidez no comportamento dos preços”, diz o economista.

Na prática, muito parecido com o fenômeno que atua sobre os ovos de chocolate, quando a demanda se concentra em poucas semanas, o mercado ganha menos margem para oferecer descontos. O preço sobe com mais facilidade e recua com mais lentidão.

Publicidade

Entre 2022 e 2026, por exemplo, o bacalhau acumulou alta de 31,21%, segundo a FGV.

A cesta da Páscoa em números

Variação percentual dos preços por ano e acumulado no período, com base no IPC-10.

Item 2023 2024 2025 2026 4 anos
Chocolates 11,02% 3,28% 11,54% 16,71% 49,26%
Bacalhau 11,16% -1,91% 9,50% 9,90% 31,21%
Azeite 7,99% 45,47% 11,69% -23,20% 34,74%
Cesta total 13,16% 16,73% -6,77% -5,73% 15,37%
Inflação geral (IPC-10) 4,64% 3,50% 4,29% 3,18% 16,53%

Fonte: FGV IBRE

Para traduzir esses números em termos práticos, uma cesta de Páscoa que custava R$ 100 em 2022 passaria a custar cerca de R$ 115 em 2026.

O problema é que os itens mais relevantes para a data subiram bem mais do que isso. Um chocolate que custava R$ 100 pode hoje estar próximo de R$ 149. Já o bacalhau, que partia do mesmo patamar hipotético de R$ 100, teria passado para cerca de R$ 131.

Quando fica mais barato?

Há momentos de alívio, mas eles são pontuais e concentrados fora do pico de consumo. “Passado o período da Páscoa, tende a ocorrer uma leve queda nos preços”, afirma Mariano. “Se observarmos os pescados, há sempre uma variação maior justamente no mês da celebração.”

Isso significa que os preços costumam subir no período imediatamente anterior e durante a Páscoa, quando a demanda se intensifica, e recuam depois, com o fim do pico de consumo. Em 2025, por exemplo, março e abril concentraram altas bem acima da média para esses produtos, refletindo exatamente esse movimento sazonal.

Além disso, a Páscoa não é uma data flexível. Para muitas famílias, o feriado ocupa um espaço simbólico, religioso e cultural importante demais para que sequer exista a possibilidade de adiar o consumo em busca de preços melhores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • bacalhau
  • chocolate
  • Fundação Getúlio Vargas (FGV)
  • mercado
  • páscoa
  • precos
Cotações
04/04/2026 5h31 (delay 15min)
Câmbio
04/04/2026 5h31 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Carteiras recomendadas: com R$ 53 bilhões de fluxo, estrangeiros ditam o tom da Bolsa brasileira em abril

  • 2

    Banco do Brasil sofre com agro, mas guerra no Irã pode virar o jogo; e os dividendos?

  • 3

    Inédito: Estadão lança treinamento virtual que alia inteligência fiscal na prática à construção de patrimônio

  • 4

    Ibovespa hoje encerra estável ante incertezas; ameaça de Trump ao Irã faz petróleo disparar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: relembre quantas apostas ganharam no ano passado
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: relembre quantas apostas ganharam no ano passado
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: valor do prêmio aumenta; veja quanto
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: valor do prêmio aumenta; veja quanto
Imagem principal sobre o Onde solicitar o seguro-desemprego?
Logo E-Investidor
Onde solicitar o seguro-desemprego?
Imagem principal sobre o Bolsa Família bloqueado: quanto tempo a família tem para resolver o problema?
Logo E-Investidor
Bolsa Família bloqueado: quanto tempo a família tem para resolver o problema?
Imagem principal sobre o Bolsa Família bloqueado? Entenda o que acontece se situação não for resolvida no prazo
Logo E-Investidor
Bolsa Família bloqueado? Entenda o que acontece se situação não for resolvida no prazo
Imagem principal sobre o O número do PIS não apareceu na Carteira de Trabalho Digital? Entenda o que pode ser
Logo E-Investidor
O número do PIS não apareceu na Carteira de Trabalho Digital? Entenda o que pode ser
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: quais alunos do ensino médio podem sacar R$ 1.000 no fim do ano?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: quais alunos do ensino médio podem sacar R$ 1.000 no fim do ano?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: por quanto tempo o benefício pode ficar bloqueado?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: por quanto tempo o benefício pode ficar bloqueado?
Últimas: Educação Financeira
Imposto de Renda 2026: E-Investidor lança guia gratuito para ajudar na declaração
Educação Financeira
Imposto de Renda 2026: E-Investidor lança guia gratuito para ajudar na declaração

Tenha acesso a um checklist exclusivo para não cair na malha fina e ainda aumentar a sua restituição

03/04/2026 | 08h00 | Por Bruna Canellas
O que o governo faz com o seu Imposto de Renda? Do desconto na fonte ao destino no orçamento público
Educação Financeira
O que o governo faz com o seu Imposto de Renda? Do desconto na fonte ao destino no orçamento público

Entre arrecadação robusta e o retorno em serviços, o caminho do dinheiro ajuda a explicar um incômodo persistente do contribuinte brasileiro

03/04/2026 | 06h15 | Por Igor Markevich
Sexta-feira Santa fecha bancos e Bolsa; veja o que funciona hoje (3) e no domingo de Páscoa
Educação Financeira
Sexta-feira Santa fecha bancos e Bolsa; veja o que funciona hoje (3) e no domingo de Páscoa

Feriado fecha agências, interrompe pregão e adia compensações; PIX segue como alternativa imediata

03/04/2026 | 05h00 | Por Igor Markevich
Imposto de Renda 2026: o que pode ser deduzido na declaração e como pagar menos imposto dentro da lei
Educação Financeira
Imposto de Renda 2026: o que pode ser deduzido na declaração e como pagar menos imposto dentro da lei

Saúde, educação, dependentes e previdência entram no cálculo — mas a escolha do modelo de declaração pode anular tudo

02/04/2026 | 10h54 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador