Em entrevista exclusiva ao Broadcast, Daniel Lobo, vice-presidente da BlackRock Brasil, conta que os produtos chegam tanto para atrair novos clientes quanto para suprir uma demanda dos investidores da gestora. “Dois fundos são para responder a esses pedidos: o ICLN – que acompanha empresas do setor de energia limpa -, por causa da temática sustentável, que sempre traz muito interesse, e o URTH – que acompanha empresas de mercados desenvolvidos -, porque segue o índice MSCI World, muito usado pelos fundos de pensão como benchmarking dos investimentos internacionais”, diz Lobo.
Além desses dois BDRs de ETFs, a gestora lança fundos para o OEF, que acompanha empresas do S&P 100, e para o IXG, com ações globais do setor financeiro. As informações estão compiladas na tabela a seguir:
| BDRs de fundos de índice |
| Ticker do BDR |
Nome do ETF |
Código do ETF |
| BOEF39 |
iShares S&P 100 ETF |
OEF |
| BIXG39 |
iShares Global Financials ETF |
IXG |
| BICL39 |
iShares Global Clean Energy ETF |
ICLN |
| BURT39 |
iShares MSCI World ETF |
URTH |
Fonte: BlackRock
Lobo afirma que a proposta com os novos BDRs de ETFs é oferecer uma “alocação internacional” consistente para os investidores – por enquanto, apenas os qualificados, mas em processo para abertura ao varejo. “E não vamos parar por aí, tem mais coisa no forno”, adianta o executivo. Em junho, o Broadcast já havia antecipado essa movimentação.
Custos de aplicar em BDRs de ETFs
Os produtos não têm taxa de performance e não há taxa de administração na estrutura brasileira, apenas na estrangeira, explica a BlackRock. As taxas de administração desses ETFs é de 0,20% para o BOEF39; 0,43% para o BIXG39; 0,42% para o BICL39; e 0,24% para o BURT39.
A gestora também ressalta que o Banco B3, que é o emissor dos BDRs, cobra tarifas em dois momentos: quando as corretoras criam ou resgatam cotas dos BDRs – taxa paga pelas corretoras, incluída por elas no custo de negociação do BDR – e quando o BDR distribui dividendos.