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Investimentos

Facebook redesenha a Libra, a criptomoeda do Zuckerberg

Ajustes anunciados nesta quinta-feira buscam evitar restrições de órgãos regulatórios

Evento sobre a Libra, do Facebook
Lançamento da Libra, do Facebook, em setembro de 2019: revisões na criptomoeda para não esbarrar em regulações nem perder novos parceiros. (Fabrice Coffrini/ AFP)
  • Libra terá uma versão espelhada da moeda física de cada país em que atuar
  • Problemas regulatórios e risco de uso ilegal atrasaram planos e fizeram parceiros de peso deixar o projeto
  • Facebook espera relançar a Libra ainda em 2020

(Kurt Wagner e Olga Kharif, Bloomberg) – O Facebook e seus parceiros disseram que seu projeto de criptomoeda Libra agora oferecerá suporte a várias versões das moedas digitais, a maioria das quais será apoiada por moedas fiduciárias individuais como o dólar americano, como parte das mudanças feitas para apaziguar os órgãos reguladores em todo o mundo. A Associação Libra, o órgão que supervisiona o projeto proposto, redesenhou a moeda e fez outras mudanças em resposta aos reguladores financeiros envolvidos, pois o esforço poderia minar o poder e o controle dos bancos centrais.

O grupo anunciou nesta quinta-feira (16) que planeja apoiar várias versões de moedas estáveis (stablecoins) Libra, cada uma funcionando como uma versão digital da moeda existente em um país. A organização também iniciou negociações com os reguladores suíços para obter uma licença de pagamentos e espera se registrar no FinCEN, a Rede de Repressão a Crimes Financeiros dos EUA, como uma “empresa de serviços financeiros”, de acordo com Dante Disparte, chefe de política da Libra Association.

“Estamos trabalhando em direção a um cronograma de preparação para o final de 2020” para lançar a rede Libra, acrescentou Disparte.

Quando o Facebook lançou a Libra, há 10 meses, pretendia criar uma moeda global única que seria atrelada a uma cesta que incluísse moedas fiduciárias, como o dólar e o euro, e títulos como tesouros. Esse plano enfrentou críticas de políticos e reguladores preocupados com o fato de Libra poder usurpar um pouco de poder dos bancos centrais, que usam a criação de dinheiro como uma ferramenta para influenciar e proteger os mercados. Também havia o temor comum a criptomoedas de a Libra ser usada ​​para fins ilegais, como lavagem de dinheiro.

Após meses de discussões, a Associação Libra recuou nesses planos iniciais, embora ainda espere criar uma versão da moeda Libra formada por “um composto digital de algumas das moedas stablecoins em moeda única”, escreveu a organização em comunicado publicado nesta quinta-feira.

O Facebook disse que não lançará o Libra sem a aprovação regulatória, mas não está claro se as mudanças agradarão os críticos e autoridades financeiras. “Qual moeda será adotada e usada variará de acordo com os casos de uso”, disse Christian Catalini, economista-chefe da divisão Calibra do Facebook, que criou o projeto.

Ele sugeriu que, ao enviar dinheiro através das fronteiras, a Libra combinada a várias moedas poderia ser uma opção melhor, enquanto as stablecoins de moeda única fariam mais sentido para as compras diárias no país de origem do consumidor.

Visa, Mastercard e PayPal já abandonaram o projeto

As mudanças podem potencialmente abrir caminho para mais empresas ingressarem na associação como membros, talvez diminuindo o risco de reação dos reguladores. Muitos dos participantes de alto nível originais deixaram a organização antes de assinar um acordo, incluindo Visa Inc., Mastercard Inc. e PayPal Holdings Inc.

Também foram incluídas na atualização mudanças na blockchain Libra. No ano passado, o grupo disse que planejava eventualmente deixar alguém participar da administração de sua rede – não apenas membros – da maneira que qualquer pessoa pode participar da rede Bitcoin. Agora, Libra está recuando ao dizer que quem quiser verificar transações na rede precisará obter determinadas aprovações. O processo exato de aprovações ainda está sendo elaborado.

A associação Libra, que foi oficialmente formada em outubro, ainda está tomando forma, disse Disparte. O grupo adicionou dois novos membros desde a conclusão do contrato, incluindo a Shopify Inc., que fornece ferramentas de comércio eletrônico, e agora possui 22 membros no total.

A empresa também espera contratar um diretor executivo até o final do segundo trimestre. As empresas associadas contribuíram financeiramente para pagar as operações da associação, disse Disparte, acrescentando que o Facebook, o maior membro e o fundador do projeto, está fornecendo menos de 10% desse dinheiro.

Ainda assim, isso significa que provavelmente está pagando mais do que alguns dos outros 21 membros da associação. Um porta-voz da associação se recusou a explicar o porquê.

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