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Investimentos

Fundo imobiliário consegue liminar de despejo contra WeWork após atraso de aluguel

O FII RCRB11 informou que a empresa de escritórios não pagou os alugueis de maio, junho e julho; WeWork diz que desconhece liminar

Por Daniel Rocha

17/09/2024 | 16:28 Atualização: 18/09/2024 | 8:50

A WeWork é uma rede de escritório compartilhado e está inadimplente em outros FIIs (Foto: Envato Elements)
A WeWork é uma rede de escritório compartilhado e está inadimplente em outros FIIs (Foto: Envato Elements)

O fundo imobiliário Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) conseguiu na Justiça uma liminar de despejo contra a WeWork. A empresa de escritórios compartilhados é locatária de um imóvel do fundo localizado na Vila Madalena, na cidade de São Paulo, e possui três aluguéis em atraso referentes aos meses de maio, junho e julho. Ao E-investidor, a empresa informou que desconhece a liminar de ordem de despejo e que a empresa segue operando em sua totalidade em todos os prédios no Brasil.

Leia mais:
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  • Leia também: FII alcança quase 100% de ocupação de imóveis em 30 meses; conheça a estratégia

Segundo a Rio Bravo Investimentos, gestora responsável pelo FII, a WeWork foi notificada sobre a decisão e tem 15 dias para quitar todas as pendências financeiras. Caso contrário, será despejada do imóvel. Antes de ingressar com a medida na Justiça,  a gestora fundo informou em comunicado à imprensa que tentou negociar os valores em aberto com a WeWork. No entanto, a proposta da empresa que incluía redução nos valores do aluguel não foi aprovado pelo fundo e pelos outros co-proprietários do imóvel.

“A equipe de gestão do Fundo, em conjunto com os demais proprietários, iniciou conversas com empresas interessadas na locação de imóveis na região, bem como tem mantido conversas com os representantes da WeWork. Manteremos o mercado informado sobre os próximos passos, tempo estimado de execução e impactos potenciais na distribuição de resultados do Fundo”, informou a Rio Bravo em fato relevante publicado nesta terça-feira (17).

A WeWork informou que segue operando normalmente em todos os prédios no Brasil e busca acelerar as conversas com os proprietários dos imóveis para encontrar soluções para os problemas relacionados à rede de escritórios. “Nossas ações temporárias têm o objetivo de acelerar as conversas para chegar a resoluções que sejam do melhor interesse de todo o nosso ecossistema, mutuamente benéficas e que estejam mais bem alinhadas com as condições atuais do mercado. As negociações já estão resultando em acordos com locadores e seguimos comprometidos em prestar o excelente serviço que nossos membros esperam”, informou a empresa em comunicado ao E-Investidor. 

Inadimplência da WeWork afeta outros FIIs

A inadimplência da WeWork atinge outros fundos imobiliários. O Vinci Offices (VINO11), por exemplo, informou que também conseguiu uma liminar na justiça no último dia 4. A empresa de escritórios compartilhados é locatária de um imóvel do fundo localizado na Rua Oscar Freire, também na capital paulista, mas segue com os aluguéis atrasados referentes aos meses de maio, junho e julho deste ano.

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Assim como a Rio Bravo, a gestão do fundo está em conversa com potenciais novos locatários para ocupar o espaço caso a WeWork não regularize a situação. Já os fundo Torre Norte (TRNT11) e Multi Renda Urbana (VVMR11) conseguiram receber os valores dos aluguéis atrasados pela We Work. A regularização do status financeiros da empresa foi comunicada ao mercado no último dia 5 e 13 de setembro, respectivamente.

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