• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Guerra no Oriente Médio muda rumo do dólar e pressiona o Brasil; cotação pode chegar a R$ 5,50

Escalada do conflito no Oriente Médio eleva a aversão ao risco, fortalece a moeda americana e pode reverter o fluxo estrangeiro para mercados emergentes como o Brasil

Por Daniel Rocha

04/03/2026 | 5:30 Atualização: 03/03/2026 | 19:48

Escalada do conflito no Oriente Médio pode pressionar com mais força os mercados emergentes, como o Brasil, e reverter o fluxo de dólar estrangeiro direcionado ao País nos últimos meses. (Foto: Adobe Stock)
Escalada do conflito no Oriente Médio pode pressionar com mais força os mercados emergentes, como o Brasil, e reverter o fluxo de dólar estrangeiro direcionado ao País nos últimos meses. (Foto: Adobe Stock)

A escalada da guerra no Oriente Médio mudou completamente a trajetória do dólar, que vinha em uma sequência de perdas, e elevou o sentimento de aversão ao risco nos mercados globais. Desde segunda-feira (2), com a intensificação do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, a moeda americana voltou a ganhar força como principal ativo de proteção em meio à deterioração do cenário geopolítico.

Leia mais:
  • Escalada da guerra contra o Irã pode desacelerar corte da Selic pelo Copom; veja projeções do mercado
  • Quem é o investidor estrangeiro que banca o rali do Ibovespa rumo aos 200 mil pontos
  • Guerra no Oriente Médio: faz sentido adotar alguma estratégia de proteção do portfólio?
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na sessão de terça-feira (3), a cotação do dólar chegou a disparar mais de 3%, impulsionado pelos novos ataques dos EUA e Israel contra o prédio da Assembleia de Especialistas, órgão responsável por eleger o líder supremo do Irã. Segundo o jornal The Times de Israel, a reunião teria a presença de 88 aiatolás, mas ainda não se sabe quantos deles estavam no local no momento do ataque. Veja os detalhes nesta reportagem.

A ofensiva de Israel e EUA contra o Irã começou no último sábado (28) e resultou no assassinato do líder supremo do regime iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

“O mercado passa a precificar um conflito mais longo, riscos fiscais crescentes e potencial instabilidade regional mais ampla, aumentando a volatilidade e reduzindo o apetite por ativos de maior risco”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Emergentes sob pressão

Esse novo pano de fundo tende a pressionar com mais força os mercados emergentes, como o Brasil, tradicionalmente vistos como mais arriscados, e pode reverter o fluxo de capital estrangeiro direcionado ao País nos últimos meses. Como mostramos nesta reportagem, a bolsa brasileira vinha sendo beneficiada com a entrada do fluxo estrangeiro. Dados da B3 mostram que, em 2025, os gringos alocaram no Brasil cerca de R$ 26,8 bilhões. Em 2026, esse volume é de R$ 41,8 bilhões.

  • Saiba mais: Quem é o investidor estrangeiro que banca o rali do Ibovespa rumo aos 200 mil pontos

O apreço pelo mercado brasileiro refletia um movimento de rotação dos portfólios, com os investidores reduzindo suas alocações nos Estados Unidos e redirecionando para mercados financeiros emergentes, como o Brasil. Esse fluxo ajudou na depreciação do dólar em mais de 10% nos últimos 12 meses e na alta de 49% do Ibovespa no mesmo período.

Agora, no entanto, o cenário pode mudar. Segundo Shahini, os investidores podem reduzir posições de carry trade (mecanismo utilizado para tentar obter lucros com base na diferença entre a taxa de juros de dois países), desmontar posições em bolsa de valores e diminuir exposição a ativos locais à medida que os conflitos se estendam.

“Países emergentes tendem a ser mais sensíveis, como tem sido o caso do real, do peso chileno e do peso mexicano, que, por serem mercados mais líquidos, são mais sensíveis aos movimentos de estresse”, afirma André Valério, economista sênior do Inter.

Na sessão desta terça-feira (3), os mercados refletiram bem esse movimento. O dólar fechou a 1,92%, cotado a R$ 5,2652, enquanto o Ibovespa sofreu um tombo de 3,28%. O Índice DXY – que mede a força da moeda norte-americana contra outras principais divisas do mundo – também subiu, mas uma alta de menor magnitude: 0,68%.

Até onde o dólar pode chegar?

O último Boletim Focus projeta o dólar a R$ 5,42 no fim do ano, abaixo dos R$ 5,45 estimados na semana anterior, antes dos ataques contra o Irã. A revisão das projeções, porém, vai depender da magnitude e da extensão do conflito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a afirmar nesta semana que a ofensiva contra o Irã pode durar entre quatro e cinco semanas e que a sua “maior onda de ataques” ainda estaria por vir.

  • Do tarifaço às guerras: em pouco mais de um ano, Trump redefiniu o risco nos mercados globais

Apesar das falas, Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, explica que o mercado não se preocupa tanto com os eventos militares em si, mas com a generalização da guerra. “A grande dúvida é se teremos apenas um conflito mais interno entre Estados Unidos, Irã e Israel ou se teremos algo mais generalizado, atingindo outras regiões do Golfo, como Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes e como essas regiões podem reagir”, cita Sung.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

O comportamento do petróleo é outra peça-chave desse contexto. Caso o fechamento do Estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de 20% do fluxo global da commodity, supere o tempo de tolerância do mercado, o problema deixa de ser geopolítico e alcança níveis macroeconômicos. “Isso pode gerar um aumento de inflação em todas as cadeias globais e a falta de produto em diversos países que dependem daquela rota para chegar até o consumidor final”, diz Danilo Coelho, economista e especialista em investimentos.

  • Guerra, petróleo e juros: o risco que pode bagunçar o plano econômico dos EUA, do Brasil e do mundo

Nesse cenário, a Nomad avalia que o câmbio pode voltar a ser cotado novamente entre R$ 5,30 e R$ 5,50. Em caso de uma estabilização, a tendência é de reversão das altas recentes.

Entre as casas consultadas pelo E-Investidor, a maior projeção do câmbio para 2026 é da Ágora Investimentos, que estima a moeda americana em R$ 5,5 no final deste ano. Itaú e Banco Inter trabalham com o dólar a R$ 5,4 em 2026, enquanto o BTG Pactual e o Banco Pine têm a menor estimativa para o período, de R$ 5,2.

O que o investidor deve fazer agora?

Diante da elevada incerteza, a orientação da Associação Nacional das Corretoras de Valores (Ancord) é que os investidores aguardem os desdobramentos do conflito geopolítico antes de realizar qualquer mudança no portfólio.

“O investidor deve evitar decisões precipitadas baseadas apenas no noticiário do dia. É fundamental contar com profissionais certificados, manter disciplina e estratégia e avaliar se a carteira está adequada aos objetivos de longo prazo”, afirma Pablo Spyer, economista e conselheiro da instituição.

Publicidade

*Colaborou Beatriz Rocha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Dólar em alta
  • Donald Trump
  • Estados Unidos
  • Investidores
Cotações
04/03/2026 5h30 (delay 15min)
Câmbio
04/03/2026 5h30 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje sobe, petróleo dispara e juros avançam com guerra no Oriente Médio; Petrobras ganha mais de 4%

  • 2

    Ibovespa hoje derrete 3,2% e dólar sobe quase 2% em meio à guerra no Oriente Médio

  • 3

    Quem é o investidor estrangeiro que banca o rali do Ibovespa rumo aos 200 mil pontos

  • 4

    "O mercado não é mais de oportunidade geral, é de seleção de papéis”, diz Dalton Gardimam, da Ágora

  • 5

    Guerra no Oriente Médio: faz sentido adotar alguma estratégia de proteção do portfólio?

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IPVA SP 2026: vencimento não caiu em dia útil, o que fazer?
Logo E-Investidor
IPVA SP 2026: vencimento não caiu em dia útil, o que fazer?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como consultar a situação do vale de recarga pelo Portal Cidadão CAIXA
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como consultar a situação do vale de recarga pelo Portal Cidadão CAIXA
Imagem principal sobre o Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (03)?
Logo E-Investidor
Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (03)?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS: nascidos em janeiro têm até este dia para retirar valores em 2026
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS: nascidos em janeiro têm até este dia para retirar valores em 2026
Imagem principal sobre o IPVA SP 2026: quais são as consequências do atraso no pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA SP 2026: quais são as consequências do atraso no pagamento?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não confirmadas?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não confirmadas?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não dedutíveis?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não dedutíveis?
Imagem principal sobre o Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (02)?
Logo E-Investidor
Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (02)?
Últimas: Investimentos
Auren divulga seu balanço hoje: surpresa nos dividendos ou decepção renovada?
Investimentos
Auren divulga seu balanço hoje: surpresa nos dividendos ou decepção renovada?

Analistas projetam cenários para endividamento e impacto na remuneração dos acionistas; veja o que fazer com a ação

03/03/2026 | 10h18 | Por Katherine Rivas
Escalada da guerra contra o Irã pode desacelerar corte da Selic pelo Copom; veja projeções do mercado
Investimentos
Escalada da guerra contra o Irã pode desacelerar corte da Selic pelo Copom; veja projeções do mercado

Alta do petróleo e do dólar após ataques contra Irã eleva a incerteza sobre o Copom de março; extensão do conflito pode pressionar os preços na economia brasileira

03/03/2026 | 05h30 | Por Leo Guimarães
Guerra no Oriente Médio: faz sentido adotar alguma estratégia de proteção do portfólio?
Investimentos
Guerra no Oriente Médio: faz sentido adotar alguma estratégia de proteção do portfólio?

Escalada do conflito entre EUA e Irã coloca mercado no modus operandi de aversão a risco, mas especialistas acreditam que é preciso maior clareza do cenário antes de mexer na carteira

02/03/2026 | 16h51 | Por Luíza Lanza
Dólar hoje fecha em alta com guerra no Oriente Médio entre EUA e Irã
Investimentos
Dólar hoje fecha em alta com guerra no Oriente Médio entre EUA e Irã

Risco geopolítico reacende aversão a risco global nesta segunda-feira (2); moeda americana subiu assim como as commodities

02/03/2026 | 10h31 | Por Luíza Lanza

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador