No fechamento, o dólar à vista subiu 0,62% contra o real, a R$ 5,1659.
O câmbio acompanhou a valorização da moeda americana no exterior. O que ajudou a aliviar a pressão sobre o real foram as commodities, que fecharam em alta forte graças ao conflito.
Nesta tarde, o petróleo Brent subiu 6,68%, enquanto o WTI teve alta de 6,28%. Há temores de um possível fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, corredor marítimo entre o Irã e Omã por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
Jaqueline Neo, Especialista em Câmbio e Crédito da be.smart, explica que a guerra entre os EUA e o Irã recoloca o risco geopolítico na precificação global de ativos. Em cenários de conflito, o mercado reage com aumento de aversão a risco e realocação para ativos considerados seguros. “O primeiro impacto ocorre nas commodities, especialmente no petróleo. Qualquer risco à oferta pressiona preços, eleva expectativas de inflação global e pode alterar a trajetória de juros nas economias centrais. O segundo canal é cambial, o dólar se fortalece diante da busca por liquidez e proteção, enquanto moedas emergentes tendem a sofrer desvalorização.”