Na sequência, o dólar ocupa o segundo lugar, com valorização de 9,93% frente ao real. Vale lembrar que 2021 iniciou com a moeda norte-americana cotada a cerca de R$ 5,19 e fecha dezembro na casa de R$ 5,68.
Na contramão aparece o Ibovespa na décima posição, com queda de 10,30% no ano.
Ativos de proteção
Após os dois ativos ligados a mercados externos e dolarização, aparecem no ranking três ativos de caráter conservador. São eles CDI, a poupança e o Índice de Hedge Funds da Anbima, o IHFA. Os três ativos valorizaram, respectivamente, 3,95% 2,99% e 1,98%.
Enquanto CDI e poupança são atrelados à Selic, a taxa básica de juros que passou de 2% a 9,25% ao longo do ano, o Índice da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais é uma referência para fundos multimercado de gestão ativa, com aplicações em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento, segundo a Anbima.
Ouro nem tão reluzente
Apesar de ainda ficar no positivo, o ouro aparece na sexta colocação com uma alta de 1,25% no acumuladoano. Embora o ativo não tenha uma função de gerar renda, o valor intrínseco é o que dá relevância ao ouro.
Euro
Enquanto a moeda norte-americana ocupou o segundo lugar comparada à valorização com o real, a moeda da Zona do Euro europeia registrou alta de apenas 0,79% em 2021. No início do ano, a moeda estava cotada a R$ 3,38, enquanto finaliza precificada a R$ 6,40.
Vale ressaltar que, assim como o Brasil, outras nações também foram impactadas pelo aumento da inflação decorrente das oscilações de commodities e outras variáveis ao longo da pandemia.
Inflação
Em sétimo lugar está o Índice de mercado ANBIMA – série B (IMA-B), índice formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional – Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), de acordo com descrição da Anbima. O IMA-B recuou 0,42% em 2021.
Perdas na renda variável nacional
Nas duas últimas posições ficaram ativos relacionados à renda variável nacional. O Índice de Fundo Imobiliário (IFIX) e o Ibovespa, principal índice acionário, caíram 7,02% e 10,30%, respectivamente.
O resultado indica uma maior aversão ao risco já que os ativos de renda variável estão bastante ligados ao sentimento econômico nacional.
Impactando o setor imobiliário e empresas do setores de varejo, tecnologia, educação e turismo, por exemplo, a inflação e o aumento de juros diminuem a atratividade de investimento nas companhias, o que faz com que as ações sejam desvalorizadas e, consequentemente, derrube o Índice.
Confira o ranking de rentabilidade dos ativos em 2021
| Ranking |
Ativo |
Código |
Retorno no ano |
| 1º |
Bitcoin – Mercado Bitcoin |
BTC |
79,32% |
| 2º |
Dólar Ptax Venda |
DOLOF |
9,93% |
| 3º |
CDI |
CDI Acumulado |
3,95% |
| 4º |
Poupança |
poupanlahibrida |
2,99% |
| 5º |
Índice de Hedge Funds ANBIMA (IHFA) |
IHFA |
1,98% |
| 6º |
Ouro |
OZ1D |
1,25% |
| 7º |
Euro Real |
EUROBR |
0,79% |
| 8º |
Ima-B Tot |
IMA-B |
-0,42% |
| 9º |
Indíce de Fundo Imobiliário |
IFIX |
-7,02% |
| 10º |
Ibovespa |
IBOV |
-10,30% |
| Fonte: Economatica. Dados até 14 de dezembro de 2021 |