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Investimentos

“É um péssimo momento para tirar capital da Bolsa brasileira”, diz IP Capital

Os sócios da gestora dizem que bolsa brasileiraestá se tornando mais atraente graças às quedas recentes

Por Vinícius Pereira

24/06/2024 | 3:00 Atualização: 24/06/2024 | 14:11

Pedro Andrade, sócio da IP Capital (Foto: IP Capital)
Pedro Andrade, sócio da IP Capital (Foto: IP Capital)

Fundada em 1988 como a primeira empresa independente de gestão de recursos, a IP Capital busca gerar valor aos investidores por meio de um portfólio misto entre Brasil e EUA. O principal fundo da casa, por exemplo, possui uma carteira composta por 15 a 20 empresas brasileiras e estrangeiras e já rendeu 23.705% desde a criação do Plano Real – mais de sete vezes o Ibovespa no mesmo período.

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Neste ano, o fundo rende 2,8%, enquanto que o Ibovespa cai 9,9% e o CDI (Certificados de Depósitos Interbancários) vai a 4,4%. De acordo com Pedro Andrade, sócio e gestor da asset com R$ 3 bilhões sob gestão, principal razão de a cota não operar no campo negativo é o mix de atuação. “As posições no exterior estão performando muito bem, enquanto que a parcela brasileira do portfólio vem caindo. O que temos feito ao longo do ano é, gradualmente, ir adicionando mais exposição ao Brasil, sabendo que os ruídos pelo risco fiscal pode durar mais tempo, mas também querendo aproveitar os preços maravilhosos”, diz.

A busca da gestora é sempre por empresas que consigam entregar crescimento forte, com diferencial competitivo e com um time de gestores competentes. O preço, claro, entra nessa equação. Por isso, empresas dos EUA ficam com dois terços da carteira. “Com esses três pilares conseguimos derrubar o risco no portfólio e obter retornos melhores”, afirma Carolina Barbará, sócia da IP.

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Atualmente, as maiores posições da IP no Brasil estão em BTG, Energisa e Multiplan; nos Estados Unidos, as apostas estão concentradas em Google, Universal Music e TransDigm.  Confira os principais trechos da entrevista com Pedro Andrade, sócio e gestor, e Carolina Lamas Barbará, sócia e relações com investidores da IP Capital:

E-investidor – A indústria de fundos tem sofrido nos últimos anos. Segundo a Anbima, em 2023, os fundos terminaram o ano com resgates líquidos de R$ 109,6 bilhões. O que tem atrapalhado a indústria? 

Pedro Andrade – O que mais tem prejudicado é a prática governamental brasileira de achar que gastando mais é possível atingir os objetivos mais rápido, mesmo que isso traga juros altos e inflação. Governos de direita e de esquerda apostam nisso e, quando os juros estão altos, fica pouco interessante  tomar risco. Hoje é um excelente momento para alocar capital na Bolsa e é um péssimo momento para tirar o capital da Bolsa.

Carolina Barbará – Há uma questão do comportamento. O investidor brasileiro não encara a Bolsa como uma forma de poupar no longo prazo, mas como uma maneira de ficar rico rápido.

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Houve alguma mudança na estratégia dos fundos da casa em meio a essa crise da indústria?

Pedro: Não. A IP completa 36 anos de história, sendo que o nosso fundo mais antigo tem 30. Já vivemos muitas crises e organizamos uma cultura na empresa, do ponto de vista de filosofia de investimentos, levando em conta o fato de passar por esse tipo de ciclo. Então isso não é novidade.

Carolina: Explicamos para as pessoas que, na verdade, a volatilidade é uma certeza que vai balançar ao longo do tempo. As ações são instrumentos excelentes para acumular capital e ter retornos excepcionais ao longo do tempo, e a Bolsa brasileira é um ótimo mecanismo para fazer isso. Ao combinar com investimentos no exterior em outras empresas que são realmente excepcionais, você tem um um pacote ainda mais robusto.

Em relação ao ambiente macroeconômico, como a indefinição no cenário de juros nos EUA tem afetado a alocação de ativos? 

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Pedro: A nossa visão macroeconômica não busca ter previsões muito específicas sobre o que pode acontecer. Quando tentamos prever especialmente fatores macro, a chance de ser surpreendido é grande. A nossa estratégia é outra, de entender o que está acontecendo no macro e depois escolher os melhores negócios com segurança ao longo dos próximos anos. Dito isso, no campo macro, o que eu vejo é que saímos de juros zerados nos EUA para juros de mais de 5%. O esforço de controle da inflação está encaminhado, apesar de ser difícil adivinhar exatamente quando o Fed (o Banco Central americano) vai reduzir os juros, mas as expectativas claramente já se organizaram nos EUA. Podemos ter um pouco de atraso ou antecipação no processo de queda, mas dificilmente vai subir mais para resolver o problema da inflação. Estamos mais próximos da resolução, que permite que as empresas desabrochem e os resultados se manifestem nas ações.

E as eleições nos EUA podem alterar o cenário?

Pedro: Nos EUA, o impacto das eleições sobre a Bolsa costuma ser muito menor do que no Brasil. Por lá, você pode ter questões ligadas à taxação e o nível de impostos, mas a questão eleitoral não é algo que tem nos preocupado. Não temos cenários muito diferentes para caso Biden ou Trump for eleito. Vemos isso como uma mudança marginal que vai se manifestar no ambiente nas empresas investidas.

Falando um pouco de Brasil, os agentes do mercado têm questionado muito as escolhas políticas do governo com relação às contas públicas. Como os senhores vêem isso?  

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Pedro: O que estamos vivendo aqui é um ambiente de repressão da tomada de risco, considerando os juros altos e uma sinalização de que o fiscal não vai ser organizado. A curva de juros brasileira é crescente porque existe essa percepção de que o quadro fiscal está fora de controle e que isso vai gerar mais inflação e a necessidade de mais juros. Mas esse é um momento curioso. Se você tem como objetivo na Bolsa acumular patrimônio ao longo do tempo, essa fase é extremamente útil para montar posição porque o preço está maravilhoso. Agora, se você está querendo sair da Bolsa é muito ruim. Vemos os investidores vendendo ativos muito baratos para comprar pós fixados que vão subir previsivelmente, mas em taxas que, se você olhar anos à frente, provavelmente serão menores do que o rendimento de bons ativos na Bolsa, considerando os preços atuais.

O principal fundo da IP tem rentabilidade de 23.705% desde a criação do Plano Real, enquanto que o CDI rendeu quase 8.000% e o Ibovespa cerca de 3.200% no mesmo período. A que creditam essa rentabilidade?

Pedro: A nossa filosofia de investimento sempre foi cautelosa com relação ao risco e focada na qualidade dos ativos, que vão existir com grande solidez daqui a cinco ou dez anos. Buscamos empresas com motor de crescimento, escudo competitivo forte e uma equipe responsável e que saiba alocar o capital desse negócio. Olhamos para empresas inovadoras porque, quando você tem um excelente negócio, há tempo para pensar no futuro e não matamos um leão por dia para sobreviver. Portanto, procuramos encontrar esse pacote em preços que sejam atraentes.

Carolina: Essa seletividade já é um excelente ponto de partida para reduzir o risco brutalmente. Dessa forma, negociamos apenas com as melhores empresas e conseguimos os melhores retornos. Com essa estratégia, no Brasil, você rapidamente fica sem ativos suficientes para preencher a carteira porque o mercado é relativamente pequeno. Por isso, é fundamental, na nossa estratégia, ter flexibilidade de investir no exterior. Quando você investe no exterior você amplia brutalmente o seu leque de alternativas de empresas excepcionais e começa a participar de tendências de crescimento que não são acessíveis do Brasil, porque simplesmente as empresas daqui não participam.

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E quais são as principais posições do fundo, neste momento?

Pedro: No Brasil, as principais posições estão no setor de utilities, bancos e shoppings. Em utilities, investimos Energisa e Equatorial; em bancos Itaú Unibanco e BTG; em shoppings em Multiplan. Os preços estão tão baratos que você vai ser recompensado. Já no exterior, o Google ainda é um grande beneficiário do processo de digitalização do mundo. Tem ainda a história de Inteligência Artificial como um outro capítulo do processo de digitalização nas empresas.

Neste ano, porém, o fundo rende 2,8% enquanto que o CDI rende 4,4%. Por quê?

Pedro: Esse ano temos nossas posições no exterior performando muito bem, enquanto que a parcela brasileira do portfólio vem caindo. O que temos feito ao longo do ano é, gradualmente, ir adicionando mais exposição ao Brasil, sabendo que esse tipo de situação pode durar mais tempo, mas também querendo aproveitar os preços maravilhosos.

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Carolina: Esse é mais um ano em que dormimos melhor por termos empresas no exterior. Há várias formas de olharmos para o retorno deste ano. E obviamente não é pelo curto prazo;olhar para CDI faz pouco sentido. Quando olhamos o que está acontecendo com o mercado local e o Ibovespa, nos faz dormir muito melhor com o fato de que temos a possibilidade de investir nas empresas estrangeiras e aproveitar o saldão brasileiro para transferir parte desse patrimônio lá de fora para comprar empresas locais.  Se por um lado é doloroso a queda do mercado brasileiro, por outro temos fôlego para aproveitar as oportunidades.

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