• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Tesouro Direto: guerra, Copom e maior intervenção em 13 anos mexem com as taxas; o que fazer agora?

Com conflito no Irã e rumo ainda incerto da Selic, especialistas explicam como se posicionar nos títulos públicos

Por Beatriz Rocha
Editado por Geovana Pagel

20/03/2026 | 5:30 Atualização: 19/03/2026 | 16:54

Conflito no Oriente Médio, atuação do Tesouro e postura cautelosa do Copom mexem com a renda fixa;. Foto: Sergio - stock.adobe.com
Conflito no Oriente Médio, atuação do Tesouro e postura cautelosa do Copom mexem com a renda fixa;. Foto: Sergio - stock.adobe.com

Conflitos no Oriente Médio, decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) e intervenções do Tesouro Nacional: os últimos dias têm sido movimentados para os títulos do Tesouro Direto, o que exige cautela nas estratégias de investimento em renda fixa.

Leia mais:
  • IPCA + 8% e prefixados a 14%: taxas do Tesouro disparam apesar de corte da Selic e intervenção
  • Tesouro injeta R$ 42 bi em dois dias e faz maior intervenção em 13 anos
  • Copom corta a Selic e reforça cautela — o que fazer com seus investimentos agora
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Desde o início de março, quando a guerra no Irã explodiu, a volatilidade nas taxas do Tesouro se ampliou. Um levantamento da BGC Liquidez mostra que entre 2 de março – o primeiro pregão após o acirramento das tensões geopolíticas – e 13 de março, as NTN-Bs (Tesouro IPCA+) abriram 46,5 pontos-base. O maior impacto foi percebido nos títulos de vencimento intermediário, entre 2028 e 2035, que abriram 63,7 pontos-base.

Segundo a casa, choques de oferta de petróleo deveriam ser transitórios, mas o fato de as taxas longas manterem essa sensibilidade indica que o mercado teme efeitos secundários ou uma deterioração estrutural da inflação e do risco fiscal brasileiro diante de um cenário global mais hostil.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

O Tesouro tem procurado intervir. Nesta semana, realizou leilões de recompra e venda de títulos prefixados e atrelados à inflação por três dias consecutivos. De acordo com os cálculos da Warren Investimentos, a operação chega a R$ 47,35 bilhões, a maior do tipo em pelo menos 13 anos.

Ao mesmo tempo, o Tesouro cancelou parte dos leilões ordinários de títulos públicos previstos para esta semana. “Isso reduziu a injeção de novos títulos junto ao mercado, o que pressionaria ainda mais as taxas”, afirma Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research.

A possibilidade de recompra, por sua vez, deu saída para os investidores que queriam ajustar suas respectivas posições. “O efeito prático dessa operação foi a redução da percepção de risco, o fechamento da curva de juros e uma maior estabilidade no mercado de títulos públicos. O desfecho foi positivo”, avalia.

Agora, segundo ele, resta saber a duração e os efeitos do conflito no Oriente Médio, especialmente no que se refere à inflação e à condução da política monetária pelo Copom no Brasil. Almeida explica que o Tesouro não pode intervir por prazo longo, porque está utilizando o seu caixa para promover as recompras. “Caso o conflito se torne um processo mais alongado, o Tesouro pode comprometer a sua posição”, destaca.

Postura cautelosa do Copom

Na quarta-feira (18), o Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual para o patamar de 14,75% ao ano. A decisão levantava dúvidas do mercado: uma ala projetava uma redução mais agressiva, de 0,5 ponto percentual, e outra estimativa que a taxa de juros seria mantida em 15% ao ano.

Publicidade

Em seu comunicado, o Copom destacou a necessidade de “serenidade” e “cautela” na condução da Selic, de forma que os passos futuros possam incorporar novas informações mais claras sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio.

Para o mercado, o texto veio mais prudente. Especialistas apontam que o comitê não trouxe projeção para as decisões futuras e indicou postura mais dependente de dados. Ainda assim, novos cortes na Selic são possíveis, a depender dos rumos da guerra.

Outro ponto observado por economistas: os números do cenário de referência pioraram em relação a janeiro. A projeção da inflação para 2026 avançou de 3,4% para 3,9%, enquanto a do horizonte relevante – terceiro trimestre de 2027 – subiu de 3,2% para 3,3%.

Tesouro Selic, IPCA+ ou prefixado: onde investir agora?

Na visão de Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, o corte menor sinaliza que o Banco Central ainda teme o avanço da inflação e as consequências das tensões no Irã. Nesse cenário, o Tesouro Selic oferece um rendimento atrativo e representa um instrumento de proteção, por garantir liquidez diária e maior proteção contra oscilações.

Para quem deseja maior rentabilidade, o Tesouro IPCA+ se torna um aliado. “Se o Banco Central está cortando os juros devagar significa que ele ainda vê risco de a inflação continuar alta. É fundamental ter títulos que te protegem desse cenário”, diz.

Publicidade

Atualmente, o Tesouro IPCA+ com vencimento para 2032 oferece um retorno real próximo de 7,78%. Os títulos para 2040 e 2050, por sua vez, pagam IPCA + 7,18% e IPCA + 6,93%, respectivamente.

Do lado mais arriscado, Patzlaff aponta os títulos prefixados, especialmente em um momento de incerteza quanto à duração do ciclo de queda da Selic. “Se precisar resgatar o dinheiro antes do vencimento, o investidor pode acabar recebendo menos do que aplicou. Já ao manter o título na carteira, corre o risco de abrir mão de taxas mais atrativas”, alerta.

O Tesouro Prefixado com vencimento em 2029 paga hoje 13,86% ao ano. O vértice mais longo, com vencimento em 2032, oferece retorno de 14,11% ao ano.

Outro ponto de atenção envolve o prazo dos títulos do Tesouro. No cenário atual, alongar muito o prazo pode não ser a decisão mais prudente, segundo Lucas Cavalcante, especialista em investimentos e fundador da Gus Consultoria Financeira. “A estratégia que costuma fazer mais sentido é priorizar vencimentos intermediários, que ainda oferecem taxas interessantes, mas com menos exposição à volatilidade da parte mais longa da curva”, ressalta.

Publicidade

Ele lembra que, na renda fixa, o investidor muitas vezes erra mais pelo excesso de convicção do que pela falta dela. Alongar a carteira muito cedo, assumindo que o ciclo de queda da Selic será longo e linear, pode gerar frustração se o contexto mudar.

Como se posicionar no Tesouro em meio à guerra?

O principal impacto da guerra nos mercados, até aqui, ocorre nos preços do petróleo, diante do fechamento do Estreito de Ormuz, canal marítimo entre Irã e Omã por onde passa um quinto do óleo do mundo.

Na quinta-feira (19), o 20º dia da guerra, o petróleo voltou a rondar os US$ 120 por barril, uma nova rodada de alta que pressionou a curva de juros no Brasil e as taxas do Tesouro Direto, como mostramos aqui.

Para quem já está posicionado no Tesouro, a ideia de horizonte de investimento ganha importância agora. Se o investidor comprou títulos condizentes com seu prazo, a oscilação diária do preço não altera o fluxo de pagamento se ele levar até o vencimento. “Vender em meio ao estresse tende a cristalizar prejuízos de curto prazo”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil.

O especialista pontua que, em uma carteira bem estruturada, a gestão deve ser feita para rebalancear e não apenas reagir às oscilações por impulso. Quedas de preço dos títulos podem ser oportunidade para aumentar um pouco as posições, desde que isso não comprometa a liquidez e o perfil de risco da carteira.

Publicidade

Por outro lado, para quem deseja começar agora, a dica é realizar uma entrada parcelada, que reduz o risco de comprar no pico de estresse ou logo antes de uma nova reprecificação.

Araújo relembra a regra clássica de investimentos no Tesouro Direto: focar nos objetivos pessoais e alinhar cada título a uma meta concreta, como reserva de emergência, aposentadoria ou estudos. “Essa prática reduz a tentação de reagir à volatilidade de curto prazo, que hoje está mais ligada ao noticiário geopolítico do que a mudanças estruturais no Brasil”, afirma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Copom
  • Selic
  • Tesouro Direto
  • Tesouro IPCA
  • Tesouro Prefixado
  • Tesouro Selic
Cotações
20/03/2026 5h30 (delay 15min)
Câmbio
20/03/2026 5h30 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Copom corta a Selic e reforça cautela — o que fazer com seus investimentos agora

  • 2

    Tesouro injeta R$ 42 bi em dois dias e faz maior intervenção em 13 anos

  • 3

    Warren Buffett tem uma regra simples para a aposentadoria — e muita gente ignora

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda com expectativa por decisão de juros do Copom

  • 5

    Como investir em renda fixa com guerra no Irã e queda da Selic: CDI, prefixado ou IPCA+

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS: documentos que aposentados devem apresentar ao solicitar o saque
Logo E-Investidor
FGTS: documentos que aposentados devem apresentar ao solicitar o saque
Imagem principal sobre o Salário-maternidade: veja a duração do benefício em casos de adoção
Logo E-Investidor
Salário-maternidade: veja a duração do benefício em casos de adoção
Imagem principal sobre o Auxílio-reclusão: quem é considerado dependente?
Logo E-Investidor
Auxílio-reclusão: quem é considerado dependente?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (19/03)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (19/03)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 6 despesas para considerar ao escolher o modelo de declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 6 despesas para considerar ao escolher o modelo de declaração
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é o modelo de declaração completa?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é o modelo de declaração completa?
Imagem principal sobre o Salário-maternidade: veja a duração do benefício em casos de parto
Logo E-Investidor
Salário-maternidade: veja a duração do benefício em casos de parto
Imagem principal sobre o Bolsa Família: 4 situações que podem bloquear o seu benefício em 2026
Logo E-Investidor
Bolsa Família: 4 situações que podem bloquear o seu benefício em 2026
Últimas: Investimentos
IPCA + 8% e prefixados a 14%: taxas do Tesouro disparam apesar de corte da Selic e intervenção
Investimentos
IPCA + 8% e prefixados a 14%: taxas do Tesouro disparam apesar de corte da Selic e intervenção

Taxas voltaram a disparar com novo dia de aversão a risco e alta do petróleo no exterior; guerra no Oriente Médio fez curva do DI futuro abrir 90 pontos

19/03/2026 | 11h48 | Por Luíza Lanza
Nova poupança do investidor brasileiro? CDB ganha espaço, mas exige cuidados
Investimentos
Nova poupança do investidor brasileiro? CDB ganha espaço, mas exige cuidados

Número de recursos investidos em CDBs cresce em um ano, com alta rentabilidade do produto e ofertas em plataformas

19/03/2026 | 05h30 | Por Beatriz Rocha
Os CDBs mais recomendados por casas de análise; veja o que avaliar antes de investir
Investimentos
Os CDBs mais recomendados por casas de análise; veja o que avaliar antes de investir

Após caso Master, especialistas explicam como avaliar o banco emissor do CDB e comparar riscos entre instituições

19/03/2026 | 05h30 | Por Beatriz Rocha
Cenário de guerra faz cotas de fundos multimercados caírem até 10%
Investimentos
Cenário de guerra faz cotas de fundos multimercados caírem até 10%

No mês, índice Anbima registra queda de 4% por conta da eclosão do conflito entre EUA e Irã

18/03/2026 | 18h49 | Por Marília Almeida

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador