• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

A visão do mercado sobre Campos Neto no Roda Viva e o reflexo na Bolsa

Tom apaziguador utilizado pelo presidente do Banco Central deve ser bem recebido pela Bolsa nesta terça-feira

Por Jenne Andrade

14/02/2023 | 9:28 Atualização: 14/02/2023 | 18:40

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central desde 2019. (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central desde 2019. (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou do programa Roda Viva (TV Cultura) na noite da última segunda-feira (13). A entrevista era bastante aguardada pelo mercado, já que há pelo menos duas semanas a gestão dele à frente da autoridade monetária vem sendo criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Leia mais:
  • Schwartsman: "Não há o menor espaço para o BC cortar juros"
  • “O governo não precisa ser bom para atrair o estrangeiro”, diz Louise Barsi
  • Arcuri fala sobre os rumos da Me Poupe!: "Não somos uma ONG"
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Lula já classificou a independência do BC como “bobagem”, chamou a taxa Selic de 13,75% de “vergonha” e sinalizou o desejo de elevar as metas de inflação. Em resumo, o atual chefe do Executivo culpa a autarquia pelos juros altos e acusa Campos Neto de atuar politicamente – mesmo que o ciclo de aperto monetário (subida da taxa Selic) tenha se iniciado na gestão de Jair Bolsonaro (PL).

É neste contexto em que acontece a sabatina. De acordo com especialistas ouvidos pelo E-Investidor, o tom apaziguador adotado por Campos Neto foi lido como positivo e deve trazer algum “frescor” para o pregão de hoje. Ele explicou a atuação da autoridade monetária, se posicionou contra a mudanças nas metas de inflação e ainda disse que esperava conseguir se aproximar do governo.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

“As falas da entrevista foram bem diplomáticas, quase que um acordo de paz”, afirma Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil. “O que não impede que o governo volte a ‘bater’ no BC.”

Antonio van Moorsel, estrategista-chefe e sócio da Acqua Vero ressalta que Campos Neto ministrou uma “aula gratuita” no Roda Viva. Entretanto, o discurso mais técnico pode ter dificultado para que o público leigo entendesse todos os argumentos. “Não esqueçamos que é um economista debatendo economia”, diz.

Leia as opiniões na íntegra:

Acilio Marinello, coordenador do MBA em Digital Banking da Trevisan Escola de Negócios

Logo na abertura, Campos Neto demonstrou um tom bastante apaziguador. Destacou o papel do Banco Central, que é um órgão de Estado, apartidário, que não está a serviço de um governo específico. Disse também que quer estar mais próximo do governo Lula e defendeu a autonomia do BC.

Ele fez questão de se esquivar das perguntas relacionadas a ter ido votar com a camisa do Brasil e se isso sinalizaria alguma ideologia política. Nas respostas, Campos Neto isolou a pessoa física do papel dele como presidente do Banco Central, limitando qualquer desvio da entrevista para essa questão ideológica.

Publicidade

Além disso, explicou tecnicamente qual é a atuação do Banco Central, do presidente e dos diretores. Deu ênfase que as decisões são colegiadas, ou seja, que ele não é o único responsável por tomá-las. Portanto, a independência do BC não cabe apenas ao presidente da autarquia, mas a toda a diretoria.

Comentou também que está se aproximando do ministro da economia, Fernando Haddad, justamente para deixar claro o arcabouço de práticas do Banco Central. Inclusive, vai acontecer esta semana a primeira reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta nova formação, vai ser um evento importante para acompanharmos.

Outro ponto positivo de Campos Neto foi ter ressaltado que é impossível querer bem estar social com inflação descontrolada. Isto é, as ações do Banco Central no combate à inflação (elevando juros) são um instrumento de política social.

O mercado deve receber bem esse posicionamento e agora é aguardar a resposta do governo. O impacto é bastante positivo, deve refletir em uma abertura mais calma do pregão.

Antonio van Moorsel, estrategista-chefe e sócio da Acqua Vero

Campos Neto ministrou uma aula gratuita ontem no programa Roda Viva. De fato, seu discurso mais técnico dificultou o entendimento, por parte do público mais leigo, dos argumentos apresentados para defender o posicionamento do Banco Central, todavia não esqueçamos que é um economista debatendo economia.

Publicidade

Na entrevista, com clima de polarização eleitoral, o presidente do BC fez outro aceno (mais de uma vez) ao governo, indicando que gostaria de aproximar a autarquia e trabalhar em harmonia, reconheceu que o ministro da Fazenda (Fernando Haddad) está bem-intencionado e concorda integralmente com o chefe da pasta sobre a harmonização das políticas monetária e fiscal.

Campos Neto defendeu a condução da política monetária, se posicionou contra a mudança da meta de inflação e se mostrou distante das ideias econômicas heterodoxas do governo Lula. Desempenhando seu papel com maestria, sinalizou que as metas são definidas pelo governo e que a autonomia operacional do Banco Central significa cumpri-las com as ferramentas disponíveis.

Ademais, o presidente da autarquia aproveitou a oportunidade para esclarecer que, embora o juro real no Brasil seja alto, o juro é precificado pelo mercado, considerando a perspectiva de riscos à frente.

O mercado deve digerir positivamente as afirmações de Campos Neto, sobretudo por negar que tenha sinalizado apoio à mudança da meta de inflação, conforme notícias veiculadas na semana passada, indicando que “aumentar a meta para ganhar flexibilidade terá o efeito contrário”. Por outro lado, a despeito do tom conciliador, o assunto está longe de ser enterrado, por duas razões principais: primeiro, surgiu o tema do “aprimoramento da meta”, desconhecido pelo mercado, e segundo, o presidente do BC se mantém de um lado e o governo Lula de outro.

Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil

Roberto Campos Neto disse que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para se aproximar do governo e se possível ajudar, só que a pressa do governo sobre os juros acaba queimando etapas e gerando pressão sobre o Banco Central e ruído de comunicação.

Publicidade

O fiscal “anterior” dava condições para o BC se preocupar só com o controle da inflação, salvo momentos como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios, ou PEC Kamikaze, que aumentavam os gastos e eram pauta nas atas do Copom (Comitê de Política Monetária). Assim, ele vinha conseguindo o controle até essa mudança de postura para uma política de mais gasto público, o que colocou várias preocupações no radar, em especial o aumento do prêmio de risco e da elevação da expectativa de inflação.

Houve um incômodo no anúncio da reunião e depois na ata, pelo apontamento dos riscos, e por isso o governo “devolveu” com críticas, em especial pelo não reconhecimento do esforço fiscal que o governo vem fazendo para controle dos gastos.

Campos Neto entende que essa “polêmica” já foi superada, até em conversa com o Haddad, que externalizou a insatisfação. O presidente do BC justificou que não tinha como ser tão detalhista em poucos parágrafos. Na prática, o governo vai ficar cobrando até que os juros comecem a cair ou o Banco Central e ele realmente se entendam, o que aparentemente ainda não vai acontecer.

A fala do presidente do BC foi muito na direção do alinhamento de expectativas e da comunicação até para tentar dar previsibilidade nas tomadas de decisão da política monetária por parte do BC e na fiscal por parte do governo. As falas da entrevista foram bem diplomáticas, e quase que um acordo de paz, o qual pode se bem visto pelo mercado, em um caminhar “juntos” das instituições, o que não impede que o governo volte a “bater” no BC, só que por hora podemos ver uma lua de mel, o que pode refletir positivamente no pregão de hoje.

Sidney Lima, analista da Top Gain Research

Logo na abertura o presidente do Banco Central já se posicionou como tem demonstrado de forma mais pacífica, em relação às críticas recebidas do presidente e da ala mais firme do PT. Falas ficaram em destaque como “o Banco Central não gosta de juro alto” e “bem estar social com inflação controlada”, além de ter deixado claro o porque a inflação tem um impacto maior para a classe com poder aquisitivo menor.

Publicidade

Em linha com a característica de pacificador da situação, Campos Neto disse que o BC é uma instituição de Estado e que o Banco Central está sempre aberto a colaborar. Um ponto importante ficou nas entrelinhas sobre o assunto relacionado à possibilidade de alteração da meta de inflação, deixando ele claro que não é tão favorável a essa alteração, porém ele não define isto sozinho

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Conteúdo E-Investidor
  • Inflação
  • Roberto Campos Neto
  • Taxa Selic
Cotações
15/04/2026 22h19 (delay 15min)
Câmbio
15/04/2026 22h19 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para a Bolsa?

  • 3

    Resgates de crédito privado somam R$ 12,3 bi em 3 semanas — e acendem alerta no mercado

  • 4

    Ibovespa bate novo recorde com falas de Trump, dólar abaixo de R$ 5 e petróleo perto de US$ 100

  • 5

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Logo E-Investidor
IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Imagem principal sobre o O que é um feriado forense?
Logo E-Investidor
O que é um feriado forense?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Últimas: Mercado
Ibovespa hoje: MBRF (MBRF3) tomba 10,38% e Iguatemi (IGTI11) sobe 3,10%
Mercado
Ibovespa hoje: MBRF (MBRF3) tomba 10,38% e Iguatemi (IGTI11) sobe 3,10%

Bolsa brasileira interrompe sequência de recordes com tensão externa, enquanto dólar segue abaixo de R$ 5 e petróleo tem leve alta no mercado internacional

15/04/2026 | 19h21 | Por Ana Ayub
Estrangeiro segue confortável em manter exposição ao real e às ações do Brasil, diz BofA
Mercado
Estrangeiro segue confortável em manter exposição ao real e às ações do Brasil, diz BofA

Em relatório, banco aponta que os rendimentos são considerados atrativos, porém flexibilização monetária é um empecilho para a progressão dos investimentos

15/04/2026 | 15h12 | Por Mateus Fagundes
Banco do Brasil (BBSA3) lidera entre as ações do Ibovespa mais compradas por pessoas físicas
Mercado
Banco do Brasil (BBSA3) lidera entre as ações do Ibovespa mais compradas por pessoas físicas

Estatal enfrenta alta inadimplência na carteira de crédito há um ano, mas mantém a base de investidores e uma política consistente de dividendos

15/04/2026 | 15h09 | Por Daniel Rocha
Tesouro volta ao mercado europeu após 12 anos e capta recorde de 5 bilhões de euros, segundo fontes
Mercado
Tesouro volta ao mercado europeu após 12 anos e capta recorde de 5 bilhões de euros, segundo fontes

Grande sucesso se dá pelo Brasil não ter aparecido nesse mercado por um longo período

15/04/2026 | 15h05 | Por Cynthia Decloedt

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador