Do ponto de vista global, as notícias relacionadas ao lado real da economia ainda inspiram cautela, especialmente por conta do aumento do número de novos casos diários da Covid-19 na China, o que levou a capital Pequim e o centro financeiro Xangai apertar as restrições a partir de amanhã.
Nesse ambiente, as principais bolsas da Europa exibem ganhos modestos, enquanto os índices futuros de Nova York rondam a estabilidade. Em outros mercados, os contratos futuros do petróleo operam em alta nesta manhã, enquanto mais cedo os preços futuros do minério de ferro encerraram a sessão em baixa de 0,41%, cotados ao equivalente a US$ 102,35/tonelada.
No mercado global de moedas, o índice DXY, que mede as variações do dólar frente a um conjunto de moedas fortes, tem leve viés de baixa.
No Brasil, a perspectiva de início de tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição no Senado deve ajudar aliviar as incertezas, embora ainda existam diversas partes no texto que estão sendo discutidas, como por exemplo a retirada do Auxílio Brasil do teto de gastos por quatro anos, com valores que poderiam chegar a quase R$ 160 bilhões.
Agenda econômica
Brasil: Entre os eventos previstos para o dia, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala em evento (12h30). Mais cedo foi divulgada a terceira prévia do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), mostrando alta de 0,65% no período, contra um avanço de 0,70% na segunda leitura do indicador. Ainda hoje, saem os números semanais de fluxo cambial (14h30).
EUA: Os dados de auxílio-desemprego (10h30), as encomendas de bens duráveis (10h30), os Índices de Gerente de Compras (PMIs) às 11h45, e o sentimento do consumidor e expectativas inflacionárias da Universidade de Michigan (12h) serão divulgados antes da ata do Fed (15h).
Europa: No Reino Unido, o ministro das Finanças, Jeremy Hunt, testemunha perante o Comitê do Tesouro (12h) e o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, discursa (16h).
Mais cedo, o PMI composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 45,1 em outubro para 46,4 em novembro, atingindo o maior nível em três meses, segundo leitura preliminar divulgada pela S&P Global.
O PMI composto da zona do euro subiu de 47,3 em outubro a 47,8 em novembro – contrariando a previsão de queda a 47,0 do mercado e atingindo seu maior nível em dois meses.