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Mercado

Ibovespa: Por que Suzano e Klabin foram as sobreviventes da semana

Na semana, apenas três empresas ficaram positivas na bolsa de valores

Fábrica da Suzano
Foto: Divulgação/Suzano Papel e Celulose/
  • Ambas, por serem empresas com foco em exportação, foram valorizadas com o aumento do dólar, que chegou a R$ 5,75
  • A KLBN11 sobe 4,18% e a SUZB3 tem valorização de 2,91%
  • Mesmo que outras empresas exportadoras do Ibovespa tenham grande fatia de exportação na receita, o aumento do preço da celulose contribuiu para o resultado positivo

Em uma semana de completa instabilidade no País refletida na Bolsa de Valores, apenas três empresas resistiram e ficaram com saldo positivo no Ibovespa: Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e Lojas Americanas (LAME4). Por serem empresas com foco em exportação, Suzano e Klabin foram valorizadas com o aumento do dólar, que chegou a R$ 5,75.

Com a queda acumulada de 7,19% na semana, o principal índice de ações da B3 fez com que o valor de mercado das empresas brasileiras caísse R$ 284 bilhões, segundo ranking da Economatica.

Neste cenário, as companhias do setor de papel e celulose Klabin e Suzano cresceram, ainda que timidamente. A KLBN11 sobe 4,18% e a SUZB3 tem valorização de 2,91% no período. No caminho de recuperação após queda brusca decorrente de mudança estrutural, a ação da Lojas Americanas (LAME4) figura entre a terceira maior alta da semana, com 1,88%.

Sandra Peres Komeso, analista da TradeMap, explica que a valorização da Suzano e da Klabin acontece por consequência da alta do dólar e instabilidade do cenário econômico, especialmente pelas dúvidas sobre o teto de gastos.

“Ou o investidor foca em empresas externas ou ele direciona para empresas com o foco no exterior, como é o caso das duas companhias. Como exemplo, cerca de 85% da receita da Suzano é exportação. Já na Klabin, o número é de 40%”, aponta Komeso.

A redução da alavancagem, calculada pela divisão entre dívida líquida e Ebitda, é outro fator apontada pela analista. Ela destaca que as empresas possuem dívidas em dólar menores do que o total em reais, o que permite menos pressão.

Para o balanço do terceiro trimestre, a analista aposta em resultados positivos para ambas empresas por conta do cenário positivo no exterior. “A demanda cresce, o que é favorável para as duas empresas. Além disso, o preço da celulose vinha em quedas fortes, mas estabilizou”.

Para a equipe de research da Ágora Investimentos, apesar da queda nos preços da celulose na China, as companhias devem apresentar resultados saudáveis no geral no 3T21, especialmente por influência de números de vendas sólidos e do aumento do preço da celulose na Europa.

Outros setores de exportação

Mesmo que outras empresas exportadoras do Ibovespa tenham grande fatia de exportação na receita, o aumento do preço da celulose contribuiu para o resultado positivo.

“As outras empresas exportadoras não subiram tanto quanto as duas porque os negócios são diferentes”, diz Komeso.

O minério de ferro, por exemplo, fechou em queda na semana, o que afetou a Vale (VALE3) e outras empresas siderúrgicas exportadoras que também poderiam ter sido beneficiadas com o aumento do dólar.

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