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Mercado

Neo: alta da Selic exige que seleção de ações seja mais criteriosa

Para gestor da Neo Investimentos, é preciso balancear as carteiras para que os retornos acompanhem a inflação

Por Rebeca Soares

22/09/2021 | 18:45 Atualização: 22/09/2021 | 19:09

Mario Schalch, sócio e gestor multimercado da Neo Investimentos Foto: Divulgação
Mario Schalch, sócio e gestor multimercado da Neo Investimentos Foto: Divulgação

Com a nova Selic a 6,25% ao ano, divulgada nesta quarta-feira (22) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a perspectiva para as carteiras dos investidores pode ser influenciada pela alta dos juros. Apesar do movimento ter confirmado as expectativas, ele intensifica a necessidade de fazer escolhas mais seletivas.

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Mesmo com os ativos de renda fixa voltando ao foco, ainda é possível fazer escolhas em renda variável, desde que seja avaliado o perfil da empresa e dos setores, é o que recomenda Mario Schalch, sócio e gestor multimercado da Neo Investimentos. Outra classe de destaque, segundo ele, são os fundos que fazem a junção entre ativos de renda fixa e variável, os chamados multimercados.

Schalch conversou com o E-Investidor sobre o cenário de investimentos nacional, assim como a influência de ações políticas e as expectativas para o próximo ano.

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O gestor é responsável pelo fundo Neo Multiestratégia, composto por ativos atrelados a juros nacionais e internacionais, moedas e ações. O fundo acumula alta de 4,01% no ano. Em 2020, fechou com crescimento de 9,27%. Ao todo, o ativo possui R$ 6,2 milhões em patrimônio líquido. Desde o lançamento, o Neo Multiestratégia cresce 709,35%.

Confira os principais trechos da entrevista com Mário Schalch:

E-Investidor – A partir de que patamar a alta da inflação e da Selic pode ser uma preocupação para o mercado?

Mario Schalch – O mercado já tem um cenário ajustado antes da divulgação. A visão que temos levado em consideração em relação à Selic vai bem além da decisão desta quarta (22), com o aumento em um ponto percentual. O fato do mercado ter incorporado essa alta, já mostra consequências. Primeiramente, vemos o real se mantendo em uma performance ruim, seja contra o dólar ou com outras moedas emergentes.

Outro ponto que tem impacto direto é o de perspectivas para o mercado acionário. Voltamos ao patamar de taxa de juros que não se via desde 2016 e 2017. No curto prazo, em um passado recente, passamos a nos desacostumar. Por conta disso, vemos preços-alvo de diferentes papéis sendo ajustado para baixo.

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E-Investidor – Quais são as principais consequências desse crescimento acelerado dos juros para os investidores?

Schalch – O investidor pessoa física passa a ter incentivo menor para tomar risco. A probabilidade dos ativos de risco terem boa performance é menor com o cenário de juros mais altos. Por outro lado, o investidor volta a ter uma rentabilidade, que não é a solução, mas é um retorno que volta a ser atrativo em ativos de curto prazo na renda fixa, e nos quais ele não precisa tomar grandes riscos.

E-Investidor – Considerando o início do ano, quando a Selic estava a 2%, e hoje, a 6,25%, quais mudanças os investidores devem adotar com a carteira de investimentos?

Schalch – Essas decisões dependem do perfil do investidor, mesmo entre os individuais, existe um espectro amplo para tolerância de risco, tornando difícil uma generalização. O que o investidor deve olhar, com a taxa mais alta, é a seleção de ativos com perspectivas de retorno melhor para cobrir custos de oportunidade.

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Algumas alternativas em renda variável deixam de ser tão atraentes. Em linhas gerais, é um movimento que deve fazer o investidor questionar suas opções.

E-Investidor – 2020 foi um ano marcado pela renda variável, já que o retorno da renda fixa não estava atrativo. Podemos ver um movimento contrário a partir de agora?

Schalch – É difícil mensurar, mas a chance de ver um movimento contrário ao que vimos em 2020 é maior porque a probabilidade do investidor conseguir retornos maiores na Bolsa é mais difícil.

Ao mesmo tempo, ele tem uma alternativa de investimento em que ele não precisa fazer muito e não precisa tomar muito risco, ou seja, o dinheiro dele passa a ser remunerado de uma forma em que ele tem condições de pelo menos ganhar a inflação, e até com folga.

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E-Investidor – Considerando os ativos de renda fixa, o Tesouro prefixado 2031, alcançando os dois dígitos a 10,83%, pode ser uma boa aposta? Quais ativos o investidor deve acompanhar?

Schalch – O investidor não precisa comprar ativos de prazos muito longos para ter uma uma boa rentabilidade. Não é necessário aplicar em um papel prefixado de dez anos, sendo possível alocar recursos em papéis prefixados de dois ou três anos no Brasil, tempo no qual ele consegue ter taxas ao redor de 10% nominais.

Olhando para ativos atrelados à inflação, acontece o mesmo. O investidor não precisa alongar muito a carteira para ter um diferencial de rentabilidade. Seja prefixado, sejam títulos indexados à inflação, eu acredito que são boas alternativas de investimento.

Ressalto para o investidor que, em momento de tanta incerteza, inclusive por conta de uma eleição presidencial daqui a doze meses, não é aconselhável alongar demais a carteira. É possível conseguir bom retorno num período de dois ou três anos sem correr grandes riscos.

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E-Investidor – Onde estão as melhores oportunidades neste momento?

Schalch – Neste momento, a seleção de ativos em Bolsa precisa ser mais criteriosa. O que olhamos são empresas e setores que, de alguma forma, poderiam se beneficiar de um cenário de juros mais alto e uma perspectiva de crescimento que não é tão boa. Via de regra, quando os valores de juros estão mais altos, o setor que normalmente é beneficiado é o financeiro, sejam bancos, sejam seguradoras. Então esse é um filtro que pode ser usado.

Além disso, para ser mais específico, depende muito do conhecimento de cada empresa, especialmente da capacidade de gerar resultados operacionais bons, olhando o horizonte de seis a 12 meses que indicariam que as ações nos preços atuais estão baratas. Esse é um movimento, porém, que demanda um nível de conhecimento maior.

E-Investidor – Como montar uma carteira mais atrativa em tempos de crise?

Schalch – O investidor que não possui um grande conhecimento em relação ao mercado financeiro pode procurar um profissional que tenha esse conhecimento e possa recomendar a carteira. Um profissional que possa recomendar o que é mais adequado para esse momento, respeitando o perfil do investidor. Nós achamos que é muito difícil dar uma receita pronta.

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Além disso, é muito difícil que o investidor, em um curto período de tempo, possa se capacitar, sendo autodidata para conseguir entender e montar uma carteira realmente robusta, que possa trazer retornos diferentes nos variados cenários e situações.

O que é muito claro para nossa equipe é a direção na qual as carteiras deveriam estar apontadas: mais renda fixa e menos risco. Cabe ao investidor olhar o ponto de partida da carteira atual e fazer um questionamento se dentro do portfólio tem grandes oportunidades de investimento. Não é simplesmente trocar a renda variável por renda fixa. Eventualmente, com a carteira que ele tem hoje, não faz sentido fazer essa mudança.

E-Investidor – Qual o peso que os fundos multimercados devem figurar na carteira neste momento e quais as vantagens de investir nessa classe?

Schalch – Essa classe agrega bastante valor, até porque normalmente ela tem como objetivo superar o custo de carregamento, ou seja, o próprio CDI, por isso partimos de uma base mais alta. Primeiramente, as equipes que fazem gestão são compostas por profissionais que têm o conhecimento profundo nos mercados nos quais atuam. Então, quando existe a necessidade de entender mais a fundo um determinado setor ou empresa, essas equipes estão aptas a fazer isso.

Outro ponto que agrega bastante na parte de multimercado é a agilidade com que esses fundos podem fazer alterações na carteira. Em momentos de volatilidade, como o estamos vivendo, essa agilidade é importante porque a oscilação de preços também  é grande.

Capacidade de análise e de movimentação da carteira em função da mudança de cenário são os grandes diferenciais que o multimercado pode gerar.

E-Investidor – Qual é o impacto do atual conflito entre os poderes Executivo e Judiciário no mercado? O quanto esse tema pode afetar o mercado no próximo ano, com as eleições presidenciais?

Schalch – Entendemos que Brasília continuará sendo uma fonte de ruído muito grande para o mercado até a próxima eleição. O que vamos observar nos próximos 12 meses são momentos em que o ruído aumenta ou diminui. No início do mês, as influências estavam maiores, mas o impacto entre a relação com os poderes está amenizado, por enquanto.

Até março ou abril do ano que vem, enquanto a corrida eleitoral ainda não for tão clara, a chance dos ruídos afetarem o mercado é menor. Depois disso, acredito que há um potencial para ganhar mais intensidade.

E-Investidor – A postura antivacina do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode afastar os investidores estrangeiros?

Schalch – Olhando para o mercado brasileiro atualmente, a vacinação e a pandemia são preocupações menores. Mesmo com muito impasse, a vacinação diminuiu bastante o risco.

Além disso, vimos que nos países onde houve alto nível de imunização, não foi necessário o fechamento da economia por conta de novas variantes, o que é projetado também para o nosso País. É um cenário completamente diferente do que foi visto há cinco meses.

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