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Mineradora brasileira é campeã em valorização na bolsa do Canadá

As ações da Aura Minerals (AURA33) lideraram o ranking da bolsa de valores de Toronto (TSX)

Por Daniel Rocha

15/09/2022 | 8:07 Atualização: 15/09/2022 | 9:25

Além de ser listada na bolsa de Toron, a Aura Minerals possui BDRs listados na B3 (Foto: Aura Minerals)
Além de ser listada na bolsa de Toron, a Aura Minerals possui BDRs listados na B3 (Foto: Aura Minerals)

Pelo segundo ano consecutivo, a mineradora brasileira Aura Minerals (AURA33) ficou em primeiro lugar no ranking TSX30, da Toronto Stock Exchange (TSX), maior bolsa de valores do Canadá. A lista reconheceu as 30 ações que tiveram a melhor performance de preço ajustado pelos dividendos no acumulado dos últimos três anos. A classificação analisou o desempenho das 3.500 companhias listadas na bolsa canadense entre os meses de junho de 2019 e junho de 2022.

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A valorização da Aura de 683% no acumulado deste período foi o grande responsável por levar ao topo mais uma vez a mineradora de ouro e cobre. Para Rodrigo Barbosa, CEO da Aura Minerals, o título reconhece o trabalho da companhia que conseguiu contornar as adversidades do cenário macroeconômico com alta de juros, inflação e cadeias de logísticas desestruturadas nos últimos dois anos.

“A nossa ação sofreu uma depreciação no primeiro semestre deste ano, porém foi uma oscilação menor do que nas outras empresas, por isso que a gente consegue ter esse nível de resultado”, ressaltou Rodrigo Barbosa, o CEO da Aura Minerals, em entrevista exclusiva ao E-Investidor. Já na edição do ano passado, a companhia apresentou uma alta de 1.125% no intervalo de junho de 2018 a junho de 2021.

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As principais razões para as boas performances são a capacidade da companhia em pagar dividendos robustos aos investidores. De acordo com Barbosa, no ano passado, o dividend yield da mineradora ficou na casa dos 13,5% e a tendência é que a distribuição siga no mesmo patamar nos próximos anos. Isso porque os recentes projetos que seguem em desenvolvimento da companhia não devem comprometer de forma significativa as margens da empresa.

“A gente tem uma combinação única de desenvolver projetos que possuem um payback (retorno) no curto prazo junto a uma geração de caixa robustas. Então, os projetos que temos desenvolvidos não devem consumir toda a nossa capacidade de alavancagem de crescimento”, garante o CEO.

Entre os projetos em desenvolvimento para a produção de ouro, estão os do município de Almas, no estado de Tocantins, e o de Matupá, em Mato Grosso. Os dois investimentos oferecem retornos bastante atrativos e com custos de operação menores do que os outros existentes. “Almas (TO) está entrando em operação em abril do ano que vem e tem uma rentabilidade de quase 100% por ano em dólar. Matupá (MT) ainda tem muito a ser desenvolvido, mas já temos retornos acima de 60%”, destaca.

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Somando com a Aura, oito mineradoras listadas na Toronto Stock Exchange entraram no ranking da edição deste ano e desse total quatro possuem atuação na América Latina. Para Guillaume Legare, head da Toronto Stock Exchange & TSX Venture Exchange na América Latina, o destaque para as empresas desse setor se deve às perspectivas dos investidores que enxergam oportunidades de investimentos diante das mudanças de troca na matriz energética no mundo.

“O sinal de setor teve um crescimento de mineração favorecido pela transição de energia limpa e isso é bem colocado entre os investidores. É um setor de crescimento para a nossa bolsa também”, ressalta Legare.

No entanto, foram as empresas da indústria do setor de óleo e gás que dominaram a lista com a presença de 14 companhias. Criada em 2019, o TSX30 é um programa anual da bolsa de Toronto que busca reconhecer as companhias de capital aberto que apresentaram excelentes resultados no longo prazo.

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