O dia de maior alta foi nesta sexta-feira (28), com variação positiva de 1,51%. No pregão, o índice foi influenciado para cima com investidores aliviados pela chance de acordo entre ministro da economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro sobre as últimas parcelas do auxílio emergencial e o fôlego que a equipe econômica ganhou para discutir o Renda Brasil.
Na outra ponta, o pior pregão foi na quarta-feira (26), com desvalorização de 1,46%, após um dia marcado pelo conflito entre Bolsonaro e Guedes, que aumentou as preocupações dos investidores sobre os desdobramentos a respeito de um eventual descontrole das contas públicas.
Nesta semana, quem se deu melhor foram as ações da Eletrobras (ELET3 e ELET6) e Magazine Luiza (MGLU3).
Confira a seguir o que influenciou o desempenho desses três papéis.
Eletrobras (ELET3): 10,04%
Com valorização de 10,04%, as ações da empresa encerraram a semana com a maior alta do período, cotadas a R$ 37,49. No período, o papel da estatal foi impulsionado pela notícia de que Guedes deve anunciar, em breve, as privatizações que havia prometido.
“É um movimento muito volátil, sobe no boato e cai no fato. Então, precisamos ver o que de sólido será anunciado para ter uma posição melhor na empresa”, disse Igor Cavaca, analista da Warren, ao Broadcast.
No mês, as ações da empresa têm valorização de 1,49% e no ano desvalorização de 0,82%.
Eletrobras (ELET6): 8,77%
Com alta de 8,77%, os papéis da companhia encerraram a semana com a segunda maior valorização, cotadas a R$ 37,56. Assim como o outro grupo de ações da companhia, a ELET6 foi puxada pela notícia da possível privatização.
No mês, as ações da empresa têm desvalorização de 2,31% e no ano de 1,78%.
Magazine Luiza (MGLU3): 8,28%
Com variação positiva de 8,28%, as ações da empresa fecharam o top 3 das maiores altas da semana, cotadas a R$ 94,58. O papel da varejista foi beneficiado no período pelo anúncio que a varejista fez sobre um programa de recompra de até 10 milhões de ações ordinárias, representando 1,49% dos papéis em circulação.
Ao Broadcast, Cavaca afirmou que o movimento demonstra bons sinais de governança da Magazine Luiza, pois indica que a empresa está monitorando a liquidez das ações. “Sempre que uma empresa anuncia programa de recompra os preços tendem a subir porque o investidor precifica uma queda na oferta de papéis.”
No mês, as ações da empresa têm valorização de 17,18% e no ano de 99,16%.
*Com Estadão Conteúdo