No Brasil, o foco recai sobre a inflação ao consumidor, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além da produção industrial, que indica o ritmo das fábricas, e da balança comercial, que mostra o saldo entre exportações e importações e o fluxo de dólares no País. Esses dados ajudam a calibrar o pulso da economia no início de 2026.
No exterior, ganham protagonismo os Índices de Gerentes de Compra (PMIs) do Instituto de Gestão de Suprimentos (sigla ISM, em inglês), pesquisas que captam a percepção de empresários sobre a atividade na indústria e nos serviços nos Estados Unidos, o relatório ADP, uma prévia da criação de empregos no setor privado, e o payroll, principal retrato mensal do mercado de trabalho americano.
Também entram no radar os números de inflação da China e da Europa, enquanto o petróleo é monitorado por meio dos estoques semanais nos EUA, um sinal do equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de energia.
Calendário econômico da semana
Segunda-feira, 5 de janeiro
Brasil
IPC-S de dezembro (variação mensal e em 12 meses)
Estados Unidos
12h00 – PMI Industrial ISM (dezembro)
Terça-feira, 6 de janeiro
Brasil
IPC-Fipe de dezembro (mensal, em 12 meses e 3ª quadrissemana)
Balança comercial de dezembro
Estados Unidos
11h45 – PMI de Serviços (dezembro)
Quarta-feira, 7 de janeiro
China
05h00 – Reservas internacionais (dezembro)
Zona do Euro
07h00 – IPC anual de dezembro
Estados Unidos
10h15 – Criação de empregos no setor privado (ADP)
12h00 – PMI ISM de Serviços (dezembro)
12h00 – Ofertas de emprego JOLTS (novembro)
12h30 – Estoques semanais de petróleo bruto
Quinta-feira, 8 de janeiro
Brasil
09h00 – Produção industrial de novembro (mensal e anual)
Estados Unidos
10h30 – Pedidos iniciais de seguro-desemprego
China
22h30 – IPC (mensal e anual) e IPP de dezembro
Sexta-feira, 9 de janeiro
Brasil
09h00 – IPCA de dezembro (mensal e acumulado em 12 meses)
Estados Unidos
10h30 – Relatório de emprego (payroll não agrícola)
10h30 – Taxa de desemprego
10h30 – Ganho médio por hora trabalhada
Mesmo sem decisões de política monetária no radar imediato, o calendário econômico da semana serve como um aquecimento para 2026, oferecendo os primeiros sinais concretos sobre inflação, crescimento e emprego, ingredientes essenciais para a precificação dos mercados logo no início do ano.