• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Dólar encerra outubro no maior patamar em três anos; veja o que impactou o câmbio

Moeda rondou os R$ 5,79: risco fiscal, exterior e taxa Ptax influenciam a cotação

Por Luíza Lanza

31/10/2024 | 13:20 Atualização: 31/10/2024 | 19:47

Foto: Karolina Kaboompics | Pexels
Foto: Karolina Kaboompics | Pexels

A indefinição em relação ao pacote do governo de corte de gastos continua a pesar sobre o mercado brasileiro. Na esteira do risco fiscal, o dólar manteve nesta quinta-feira (31) a trajetória de alta que já vinha de pregões anteriores. Nesta quinta-feira (30), a moeda americana terminou o dia em valorização de 0,31% a R$ 5,7811, depois de variar entre máxima a R$ 5,7940 e mínima a R$ 5,7540, renovando novamente o recorde de encerramento do ano. Este é o maior patamar para o dólar desde março de 2021.

Leia mais:
  • Risco fiscal: qual é o ‘número mágico’ para acalmar os ânimos do mercado?
  • IFIX tem o pior mês de outubro da sua história
  • Barsi revela que ação está comprando e diz por que ela pode subir mais
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No exterior, a divulgação de um dos dados de inflação mais importantes dos Estados Unidos, o núcleo da inflação de consumo (PCE), também ajuda na tendência de dólar forte. Os números mostraram que a economia americana ainda está resiliente, o que pode atrasar o processo de corte de juros no país, iniciado em setembro.

Por ser o último dia do mês, o câmbio sofre com volatilidade extra, causada pela disputa para a formação da taxa Ptax. A taxa de câmbio de referência do dólar é utilizada como base em muitas operações ligadas à divisa americana. Isso significa que o valor deste dia 31 servirá de norte para os contratos de câmbio do próximo mês – por isso, ao longo do pregão, há uma “briga” entre comprados e vendidos, que deixa a cotação mais volátil.

Por que o dólar está em alta?

O câmbio brasileiro tem tudo para encerrar o mês de outubro com uma desvalorização mensal de 5%. Dados levantados pela Economatica mostram que o dólar tem em 2024 a 3ª maior alta registrada nos últimos 15 anos, com uma valorização acumulada de 19,0% desde o início de janeiro. A alta só não é maior do que a registrada no mesmo período de 2015, quando o dólar subiu 45,28% no auge da crise que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT); e em 2020, primeiro ano da pandemia da covid-19, quando o dólar subiu 43,20% nos 10 primeiros meses daquele ano.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

O estresse no câmbio reflete uma combinação de fatores. Lá fora, a incerteza em relação ao resultado da eleição presidencial mais disputada dos últimos tempos nos Estados Unidos pressiona a cotação da moeda americana. Nos últimos dias, o mercado tem se posicionado em linha com uma vitória do ex-presidente Donald Trump, ainda que as pesquisas de intenção de voto mostrem uma disputa acirrada com a candidata democrata Kamala Harris. Esse “Trump trade” joga a favor de um dólar mais forte, com a expectativa se que, se eleito, o republicano adote uma política protecionista na economia americana.

  • Entenda por que o dólar está em alta global apesar das expectativas de queda nos juros do Fed

Mas não é só isso. Especialistas apontam que, apesar das incertezas no ambiente global, é o cenário doméstico o protagonista da pressão sobre o câmbio. A percepção de risco em relação ao fiscal se agravou nos últimos dias, enquanto o mercado aguarda o anúncio de um pacote de medidas voltadas ao corte de gastos por parte do governo. O entendimento é de que, se não revisar as despesas, o Executivo não será capaz de entregar as metas de resultado primário estabelecidas pelo arcabouço fiscal; um cenário que levaria ao descontrole das contas públicas e volta da inflação.

Enquanto o governo não dá sinais claros e nem anuncia as tão aguardadas medidas de contenção de despesas, investidores exigem mais prêmio para tomar risco no Brasil. É algo que tem causado impacto não só no câmbio, mas também na curva de juros brasileira; como mostramos aqui.

“No Brasil, a incerteza fiscal se destaca como um dos principais vetores de pressão no câmbio”, explica Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T Câmbio. “Enquanto o mercado aguarda sinais claros de ajuste nas contas públicas, as negociações entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Lula sobre potenciais cortes de gastos ainda carecem de definições concretas. Sem um plano claro e prazos estabelecidos, a confiança do investidor segue contida, acentuando a aversão ao risco e a valorização do dólar.”

  • Leia também: Risco fiscal: qual é o ‘número mágico’ para acalmar os ânimos do mercado?

O dólar vai chegar a R$ 6?

O câmbio já vem bastante pressionado ao longo de 2024, mas há muitos fatores no radar que ainda podem mexer com a cotação do dólar – para cima e para baixo. A edição mais recente do Boletim Focus mostra que a mediana do mercado para a moeda americana ao final de 2024 é de R$ 5,45. Para chegar a esse patamar, o dólar precisaria cair cerca de 5% nos dois meses finais do ano.

Publicidade

José Alfaix, economista da Rio Bravo, explica que, dado o cenário extremamente volátil, é difícil dizer para qual direção vai o câmbio. “Parte importante da performance do dólar frente ao real se deve às questões fiscais do Brasil, há muito ‘ruído’ derivado do ceticismo dos investidores por parte do comprometimento do governo. Caso aconteça um ajuste das contas públicas, de forma crível e disposta a analisar os problemas do crescimento crônico das despesas obrigatórias, certamente observaríamos uma apreciação relevante do real”, destaca.

O problema é que, até agora, o mercado não sabe se o ajuste realmente vai acontecer, nem em que medida. Se a incerteza fiscal continuar, com as eleições presidenciais pressionando a moeda nos EUA, o câmbio pode continuar a subir.

Para chegar a R$ 6, o dólar precisaria subir mais 4%. Um cenário que não é impossível, na visão de Volnei Eyng, CEO da gestora Multiplike. “O dólar subiu mais de 15% em 2024, apesar da queda nos juros dos EUA, por causa de incertezas sobre as contas públicas brasileiras e pela fuga de dinheiro do País. Esse movimento pode se intensificar se o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, vencer as eleições, pois ele defende políticas que limitam o comércio com países emergentes, o que afetaria as exportações do Brasil”, diz. “Se o governo brasileiro não melhorar essa situação fiscal, o dólar pode sim chegar a R$ 6.”

Nesta outra reportagem, mostramos as projeções de 5 casas para o dólar ao final de 2024 e início de 2025. Boa parte delas tem mais de um cenário para a evolução do câmbio, justamente devido à incerteza dos eventos que hoje estão pressionando o desempenho da moeda americana. A menor projeção é de R$ 5,25; a maior, de R$ 6.

Vale a pena comprar agora?

Acertar o melhor momento para comprar dólar, seja para investimentos, seja para quem tem viagem ao exterior, é sempre um tarefa ingrata. A recomendação geral dos especialistas é de usar a estratégia de aportes graduais, ir comprando aos poucos para fazer um “preço médio” em dias que pareçam de maior oportunidade.

Publicidade

“Para quem já tem o seu dinheiro investido no exterior está ganhando com a alta do dólar. Para quem ainda irá investir, sugiro que aguarde as eleições presidenciais norte-americanas. Para quem já tem viagem marcada, recomendo que realize sua compra de forma fracionada, a fim de fazer uma média, já que o mercado está muito volátil”, resume Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas.

A melhor decisão vai depender do perfil de risco do investidor. Mas, como o ambiente econômico continua volátil e não há como prever a direção do dólar no curto prazo, o objetivo da aquisição da moeda também pode ditar a urgência do aporte. É o que explica Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T Câmbio.

“Para aqueles com viagens programadas ou que pretendem realizar investimentos no exterior, pode ser vantajoso comprar a moeda estrangeira no presente, especialmente considerando que a volatilidade do mercado pode aumentar com as incertezas fiscais e as pressões externas que vem afetando o real, como a aproximação das eleições americanas”, pontua Costa. “Se a compra de dólares não for imediata, esperar por uma eventual correção na cotação pode ser uma estratégia eficiente. Não é comum que tantas variáveis continuem convergindo negativamente de forma persistente por um período prolongado.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Dolar
Cotações
15/01/2026 18h32 (delay 15min)
Câmbio
15/01/2026 18h32 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Reag em liquidação: o que acontece agora com os investidores e fundos?

  • 2

    FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?

  • 3

    Caso Master expõe riscos de CDBs, coloca FGC sob pressão inédita e dá lição a investidor

  • 4

    Dois meses de espera por pagamento do FGC transformam CDB do Master em 99% do CDI

  • 5

    Caso Banco Master reacende debate sobre regras do FGC; veja o que pode mudar para o investidor

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Saiba quais famílias podem receber acréscimo de R$ 150 no pagamento do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Saiba quais famílias podem receber acréscimo de R$ 150 no pagamento do Bolsa Família
Imagem principal sobre o Quantas vezes posso solicitar o saque calamidade?
Logo E-Investidor
Quantas vezes posso solicitar o saque calamidade?
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem se beneficiar pelos novos descontos do IR?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem se beneficiar pelos novos descontos do IR?
Imagem principal sobre o 2 informações que você deve atualizar no CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
2 informações que você deve atualizar no CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o Saldo retido do FGTS: saiba quem tem direito ao saque
Logo E-Investidor
Saldo retido do FGTS: saiba quem tem direito ao saque
Imagem principal sobre o A renda familiar mudou? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
A renda familiar mudou? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o Bolsa Família: veja condições para receber o acréscimo de R$ 150
Logo E-Investidor
Bolsa Família: veja condições para receber o acréscimo de R$ 150
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Últimas: Mercado
Vibra (VBBR3) troca CFO: veja como o mercado avalia o novo comando financeiro da maior distribuidora de combustíveis do Brasil
Mercado
Vibra (VBBR3) troca CFO: veja como o mercado avalia o novo comando financeiro da maior distribuidora de combustíveis do Brasil

Nomeação de Mauricio Teixeira surpreende analistas, mas XP destaca experiência diversificada e vê continuidade na estratégia financeira da Vibra (VBBR3)

15/01/2026 | 12h06 | Por Isabela Ortiz
FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?
Mercado
FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?

Fundo garantidor esclarece que Reag não emitia produtos bancários; clientes são cotistas de fundos, não credores da instituição

15/01/2026 | 11h30 | Por Isabela Ortiz
O que é uma liquidação extrajudicial e o que leva o Banco Central a retirar uma instituição do mercado?
Mercado
O que é uma liquidação extrajudicial e o que leva o Banco Central a retirar uma instituição do mercado?

Decisão do Banco Central que retirou a CBSF (ex-Reag DTVM) do mercado reacende discussões sobre o regime de resolução, seus efeitos práticos e o papel do regulador na contenção de riscos sistêmicos

15/01/2026 | 09h58 | Por Isabela Ortiz
Distensão entre EUA e Irã impulsiona bolsas globais e derruba petróleo
CONTEÚDO PATROCINADO

Distensão entre EUA e Irã impulsiona bolsas globais e derruba petróleo

Patrocinado por
Ágora Investimentos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador