A concessão reúne cerca de 735 quilômetros de rodovias entre Minas Gerais e Bahia, passando por 26 municípios e conectando corredores relevantes para o escoamento regional. O contrato tem prazo de 30 anos e prevê investimentos de aproximadamente R$ 13,1 bilhões, sendo R$ 7,3 bilhões destinados a obras. O projeto também contempla a adoção de pedágio sem barreiras físicas, modelo que pode antecipar receitas e reduzir custos operacionais.
Na avaliação do Citi, o desfecho do leilão é positivo, ainda que o desconto ofertado e o volume de investimentos inicialmente tenham gerado cautela. O banco entende que as sinergias com concessões já operadas pela companhia tendem a compensar o capex (despesas de capital; investimento) mais elevado e sustentar a rentabilidade do ativo. Pelas estimativas da instituição, o projeto apresenta valor presente líquido positivo, equivalente a cerca de 8,5% do valor de mercado da empresa, com taxa interna de retorno real próxima de 18,7%.
A administração da Ecorodovias trabalha ainda com projeções de tráfego cerca de 8,1% superiores às estimativas oficiais, com base em dados mais recentes, e indica que o projeto demandará baixo aporte de capital próprio, com perfil de fluxo de caixa compatível com a estrutura da companhia.
Após uma reação inicial mais contida no anúncio, o mercado passou a ajustar a leitura ao longo da quarta-feira. As ações da Ecorodovias (ECOR3) fecharam o dia em alta de 6,29%, desempenho superior ao do Ibovespa, refletindo a incorporação das premissas de retorno e das sinergias apontadas pelo Citi. O banco mantém recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 11,60, o que indica espaço adicional de valorização conforme a tese do projeto ganhe tração entre investidores.
Com informações da Broadcast