• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Petróleo volta ao centro da geopolítica global após ação dos EUA na Venezuela: o que muda nos mercados

Invasão americana reacende debate sobre commodities, enquanto investidores monitoram efeitos no Brasil e nos países emergentes

Retrato de busto sob fundo azul escuro.
Por Murilo Melo
Editado por Wladimir D'Andrade

15/01/2026 | 5:30 Atualização: 15/01/2026 | 21:27

Ações de petroleiras dos EUA avançam com possível exploração de reservas da Venezuela (Foto: Adobe Stock)
Ações de petroleiras dos EUA avançam com possível exploração de reservas da Venezuela (Foto: Adobe Stock)

A ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela recolocou na mesa uma relação marcada por sanções, disputas políticas e interesse direto no petróleo. A invasão, associada ao presidente norte-americano Donald Trump, mirou estruturas estratégicas do país e elevou a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, em um movimento que Washington enquadra como ação de segurança e combate a ilícitos. Na prática, o episódio reacende a discussão sobre o futuro das reservas venezuelanas, as maiores do mundo, em um momento de reorganização do mercado global de energia.

Leia mais:
  • Petróleo e Petrobras: por que a operação dos EUA na Venezuela derrubou ações da estatal e impulsionou petroleiras dos EUA
  • O que pode levar a Vale a novas máximas em 2026 após ação subir 40%?
  • Dois meses de espera por pagamento do FGC transformam CDB do Master em 99% do CDI
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

  • Ações de petroleiras para investir na era pós-Maduro: quem sai na frente e o efeito da Venezuela nos mercados

Mesmo com o aumento da tensão diplomática e registros de mortes, os mercados financeiros reagiram sem sobressaltos. Em Nova York, os principais índices acionários avançaram de forma moderada, com investidores concentrando posições em empresas de energia e bancos. A leitura predominante dos especialistas aponta para um evento político localizado, inserido em um histórico já conhecido de atritos entre os dois países.

O petróleo oscilou para cima em alguns momentos, influenciado tanto pelo risco geopolítico quanto por anúncios sobre a possível entrega de até 50 milhões de barris venezuelanos aos EUA.

Os indicadores de volatilidade confirmaram esse tom. O VIX (Volatility Index), conhecido como índice do medo, subiu de forma limitada e permaneceu distante dos níveis observados em crises internacionais de maior escala. No Brasil, o Ibovespa variou pouco, enquanto o dólar apresentou ajustes discretos frente ao real.

Ainda assim, ouro, metais e ações do setor de defesa ganharam espaço nas carteiras dos investidores, sinalizando uma postura de cautela seletiva diante de um conflito que segue no radar e depende dos próximos passos de Washington e Caracas.

  • Leia mais: Exxon, Chevron e ConocoPhillips ganham US$ 31 bilhões após operação dos EUA na Venezuela

Para Gerson Brilhante, analista da Levante Inside Corp, a sinalização vinda de Trump aponta para uma política externa guiada por negociações pontuais, com menor peso das instituições tradicionais. Esse tipo de condução amplia a imprevisibilidade em torno de regras, sanções e alianças, o que leva investidores a buscar proteção em ativos defensivos e hard assets, como ouro, petróleo, metais e outros ativos reais usados como reserva de valor.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Mesmo assim, diz ele, o mercado ainda não revisou suas projeções centrais para a economia global.

O que esperar no médio e longo prazo

Na visão de médio prazo, Natalie Verndl, delegada do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon SP), avalia que o rumo político da intervenção passa a ser determinante para os mercados. Se a Venezuela conseguir se estabilizar e voltar a negociar com outros países, o movimento pode destravar investimentos em energia e infraestrutura. Isso tende a gerar efeitos positivos em cadeias ligadas a commodities em toda a América Latina.

Em outra direção, uma atuação prolongada dos EUA, marcada por tensão contínua, costuma trazer mais cautela aos investidores, com pressão sobre o dólar, encarecimento do dinheiro externo e maior sensibilidade das ações brasileiras.

“Além disso, vai haver, pelo menos no médio e no longo prazos, a necessidade de que esses investidores comecem a precificar um risco de maior intervenção americana, recalibrando suas expectativas para as políticas econômicas em termos regionais não somente no Brasil, mas em toda a América Latina”, afirma Verndl.

Essa leitura ajuda a entender a análise de Gabriel Stievano Giannoni, diretor de produtos e operações do Mêntore. Para ele, o primeiro efeito aparece nos preços, que passam a oscilar mais, especialmente em commodities e ativos ligados ao crédito. Esse ambiente costuma levar parte dos investidores a buscar proteção.

Com o tempo, se houver mais previsibilidade, o mercado de energia pode se reorganizar, abrindo espaço para oportunidades ligadas à dívida venezuelana e mudando o jogo para países exportadores de matérias primas, como o Brasil.

  • Confira: As ações você deve comprar (ou evitar) em 2026, um ano eleitoral e com Selic menor

José Carlos de Souza Filho, professor da FIA Business School, chama atenção para um movimento mais silencioso, porém relevante. Ele explica que, nesse cenário, a percepção de risco sobre países emergentes tende a subir, principalmente quando há distanciamento político em relação aos Estados Unidos. No caso brasileiro, ele afirma que esse efeito costuma aparecer primeiro no câmbio. No setor de energia, o País vive uma situação dupla: a alta do petróleo ajuda as exportações, enquanto a importação de derivados pesa no bolso da economia doméstica.

Tensão geopolítica: o que acontece com o petróleo e outras commodities

Mãos em concha com petróleo; invasão nos EUA na Venezuela pode ser tentativa de controlar mercado da commodity.
Invasão americana na Venezuela pode indicar tentativa de Donald Trump para ampliar o controle sobre a oferta de petróleo do Hemisfério Ocidental. (Foto: Adobe Stock)

Apesar de concentrar grandes reservas, a Venezuela perdeu relevância na produção mundial de petróleo, o que limita sua capacidade de influenciar preços, afirmam especialistas ouvidos pela reportagem do E-Investidor. Para Souza Filho, esse espaço tende a ser ocupado por outros produtores. Ele lembra que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ainda dispõe de instrumentos para ajustar a oferta e sustentar os preços, caso seja necessário.

  • Saiba também: Prisão de Maduro deve derrubar o petróleo e mudar o jogo do setor, dizem XP, Itaú e Genial

Já outras commodities venezuelanas, como gás natural e níquel, podem enfrentar mais ruído, a depender de como avancem as negociações para a regularização do país, um movimento que pode levar governos a reforçar políticas de segurança energética e investimentos estratégicos.

Essa linha ajuda a relativizar a ideia de que o petróleo voltou ao centro da geopolítica global. Para Nicolas Lippolis, pesquisador do Centro de Política Energética Global e da Escola do Clima da Universidade Columbia, os tempos mudaram. Os Estados Unidos já atingiram autossuficiência em petróleo, enquanto a China reduz sua dependência do combustível com a eletrificação.

Publicidade

Segundo ele, parte do mercado interpreta as ações americanas como uma tentativa de ampliar o controle sobre a oferta de petróleo do Hemisfério Ocidental, criando mais margem para uma política externa assertiva sem pressionar o preço interno dos combustíveis. Ainda assim, Lippolis vê pouca chance de movimentos semelhantes contra grandes produtores que abastecem a China, como Rússia e países do Oriente Médio, com uma possível exceção no caso do Irã.

“Os minerais raros já detêm maior importância no contexto atual, mas não prevejo uma alteração nessas tendências em decorrência das recentes ações na Venezuela”, diz o pesquisador.

Na prática, o protagonismo do petróleo tende a ser mais concentrado no curto prazo, ao menos é o que projeta Giannoni, do Mêntore. Ele avalia que o aumento do risco geopolítico ligado à intervenção americana na Venezuela eleva a atenção dos investidores e sustenta movimentos de alta nos preços.

Com o passar do tempo, essa centralidade só se mantém se a produção de petróleo na Venezuela conseguir se recuperar e voltar ao mercado internacional de forma estável. Esse processo, segundo ele, depende de reconstrução, entrada de capital e acordos comerciais, fatores que exigem tempo e mantêm o tema sob observação constante.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • EUA
  • Investimento
  • Petróleo
  • venezuela
Cotações
10/04/2026 5h14 (delay 15min)
Câmbio
10/04/2026 5h14 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Após Raízen e GPA: as empresas que mais preocupam o mercado financeiro hoje

  • 2

    Cessar-fogo derruba dólar ao menor nível em dois anos — pode ficar abaixo de R$ 5?

  • 3

    32 fundos imobiliários de crédito estão baratos; veja como aproveitar sem cair em armadilhas

  • 4

    Ibovespa acompanha euforia global com cessar-fogo e renova recorde histórico

  • 5

    Petróleo despenca 16% com trégua — Petrobras cai mais de 4%

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Imagem principal sobre o FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Logo E-Investidor
FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as inconsistências em convênios médicos na pré-preenchida?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as inconsistências em convênios médicos na pré-preenchida?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as deduções indevidas ou sem comprovantes na pré-preenchida?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as deduções indevidas ou sem comprovantes na pré-preenchida?
Imagem principal sobre o Aplicativo do FGTS: 4 funcionalidades que você talvez não saiba que ele tem
Logo E-Investidor
Aplicativo do FGTS: 4 funcionalidades que você talvez não saiba que ele tem
Imagem principal sobre o Posso alterar o saque-aniversário para saque-rescisão a qualquer momento, após a antecipação?
Logo E-Investidor
Posso alterar o saque-aniversário para saque-rescisão a qualquer momento, após a antecipação?
Imagem principal sobre o Ressarcimento de desconto INSS: o que acontece se não for apresentada uma resposta?
Logo E-Investidor
Ressarcimento de desconto INSS: o que acontece se não for apresentada uma resposta?
Últimas: Mercado
Ibovespa hoje fica atento a números do IPCA e notícias sobre tensão no Oriente Médio
Mercado
Ibovespa hoje fica atento a números do IPCA e notícias sobre tensão no Oriente Médio

Após renovar recorde pela 15ª vez no ano, índice da B3 inicia sessão com foco na inflação no Brasil, enquanto monitora volatilidade do petróleo e desdobramentos do cessar-fogo

10/04/2026 | 04h30 | Por Ana Ayub
Ibovespa hoje: Usiminas (USIM5) sobe 6,08%, com volta da valorização global do petróleo; Totvs (TOTS3) cai 3,20%
Mercado
Ibovespa hoje: Usiminas (USIM5) sobe 6,08%, com volta da valorização global do petróleo; Totvs (TOTS3) cai 3,20%

Ibovespa renova máxima histórica pela 15ª vez no ano, com avanço do petróleo e petroleiras impulsionando o índice acima dos 195 mil pontos.

09/04/2026 | 19h10 | Por Ana Ayub
Ações da Petrobras (PETR3;PETR4) avançam com alta do petróleo e revisão do Citigroup
Mercado
Ações da Petrobras (PETR3;PETR4) avançam com alta do petróleo e revisão do Citigroup

Recuperação vem após tombo histórico, enquanto mercado avalia novas tensões geopolíticas e ruídos políticos

09/04/2026 | 11h55 | Por Daniel Rocha e Vinícius Novais, do Broadcast
Petrobras (PETR3; PETR4) alerta que combinação de ingerência política e transição energética gera incerteza
Mercado
Petrobras (PETR3; PETR4) alerta que combinação de ingerência política e transição energética gera incerteza

Em seu relatório anual, a companhia listou fatores que podem impactar diretamente receitas, margens e fluxo de caixa

09/04/2026 | 11h42 | Por Amélia Alves

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador