O Ibovespa hoje fechou em alta de 0,33%, aos 155.277,56 pontos. Nesta segunda-feira (24), as atenções do mercado estiveram nas novas previsões do Boletim Focus e na valorização das commodities.
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O Ibovespa hoje fechou em alta de 0,33%, aos 155.277,56 pontos. Nesta segunda-feira (24), as atenções do mercado estiveram nas novas previsões do Boletim Focus e na valorização das commodities.
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O tom positivo dos índices de ações em Nova York e o ganho de 0,44% do minério de ferro na China ajudaram a impulsionar o IBOV. O petróleo também subiu, com o barril do tipo Brent fechando em alta de 1,25%.
O bom humor do mercado ganhou força com o alívio nas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano e do seguinte no Boletim Focus, e para a Selic de 2026 — confira nesta matéria. Segundo o economista André Perfeito, trata-se de quedas discretas, mas que reiteram que o esforço do Banco Central pode estar compensando após meses de taxas fortemente contracionistas.
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Além disso, investidores monitoraram os desdobramentos da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Apimec Brasil, a notícia gera alguma instabilidade nos mercados, mas sem grandes influências, dado que as atenções recaem para o pleito de 2026.
No câmbio, o dólar hoje fechou em queda de 0,21% a R$ 5,395 na venda. Mais cedo, o Banco Central vendeu a oferta integral de US$ 2 bilhões em um leilão de linha (venda com compromisso de recompra) realizado nesta segunda-feira entre 10h30 e 10h35. O objetivo era rolar o vencimento de 5 de janeiro de 2026, data na qual será liquidada a operação de venda.
A agenda desta semana está repleta aqui e nos Estados Unidos e impõe cautela. Ficarão no foco principalmente o IPCA-15 de novembro, dados do mercado de trabalho brasileiro e o PCE, índice de preços predileto do Federal Reserve (Fed), que poderão ajudar a calibrar as expectativas para juros no Brasil e nos EUA.
Nesse cenário, em meio à falta de grandes catalisadores e ao feriado nos EUA na quinta-feira, a tendência é que o mercado de renda variável na B3 opere “de lado”, estima o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus. Essa expectativa ocorre antes de uma série de indicadores aqui e nos EUA que poderá ajustar apostas para as respectivas políticas monetárias, em meio a renovadas preocupações fiscais.
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Outro ponto é que, conforme ele, o mercado viu a retirada de 40% das tarifas a alguns produtos brasileiros como um fortalecimento do governo, o que desagrada. “Ou seja, não é o cenário maravilhoso para Brasil neste momento e a Bolsa está esticada”, diz.
Os índices de NY fecharam em alta após uma semana volátil, com atenção aos sinais do varejo em meio à menor liquidez por feriados no Japão (hoje) e de Ação de Graças (quinta-feira).
As principais Bolsas da Europa encerraram sem direção única. Em Londres, o FTSE 100 terminou o pregão em queda de 0,05%, a 9.534,91 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,7%, a 23.253,10 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve baixa de 0,29%, a 7.959,67 pontos. Em Milão, o FTSE MIB perdeu 0,85%, a 42.298,17 pontos. Em Madri, o Ibex 35 avançou 0,92%, a 15.967,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,04%, a 8.052,29 pontos.
O índice DXY do dólar finalizou a sessão em baixa de 0,03% aos 100,142 pontos. O indicador compara o desempenho da moeda americana com o de seis pares relevantes.
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 261,908 bilhões em outubro, informou a Receita Federal. O montante ficou pouco abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 264,5 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 216,5 bilhões a R$ 275,4 bilhões. O resultado equivale a alta de 0,92% ante outubro de 2024, descontada a inflação do período.
Na comparação com setembro deste ano, a arrecadação cresceu 20,74% em termos reais. Comparações entre meses distintos são frequentemente distorcidas por fatores sazonais. Essa é a maior arrecadação federal para meses de outubro da série histórica da Receita, iniciada em 1995.
O Boletim Focus do Banco Central atualizou, nesta segunda-feira (24), as previsões para os principais indicadores econômicos, incluindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e taxa Selic.
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A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 passou de 4,46% a 4,45%, novo patamar abaixo do teto da meta previsto para este ano.
Já a mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,00% pela 22ª semana consecutiva, após o Copom ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, no dia 5 de novembro.
As previsões para os anos seguintes trouxeram novidade para os investidores: a mediana para a Selic no fim de 2026 passou de 12,25% para 12,00% após oito semanas de estabilidade. Outra surpresa foi a mediana para a Selic no fim de 2028, que foi de 10,0% para 9,75% após 47 semanas consecutivas em estabilidade.
A última semana de novembro já começou intensa, com o Ibovespa hoje repercutindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a divulgação da arrecadação federal, além do boletim Focus. Dados de inflação, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), serão acompanhados nos próximos dias.
Hoje o presidente do BC, Gabriel Galípolo, fez palestra em evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), do qual também participaram vários diretores do BC. Veja os bastidores do encontro.
Na terça-feira (25), saem os dados de transações correntes e Investimentos Diretos no País (IDP) de outubro. O IPCA-15 de novembro está previsto para quarta (26); o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e o governo central de outubro, na quinta-feira (27); a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o setor público consolidado, todos de outubro, na sexta-feira (28).
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Nos Estados Unidos, o feriado de Ação de Graças na quinta-feira fechará os mercados e deve encurtar o pregão da sexta-feira, dia da Black Friday.
Com a normalização gradual dos indicadores após a paralisação do governo de Donald Trump, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de setembro, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de outubro e a confiança do consumidor de novembro ficam no centro das atenções.
O PPI dos EUA de setembro será divulgado na terça, assim como o índice de confiança do consumidor de novembro do Conference Board.
Os gastos com consumo americano e o índice PCE no país em outubro saem na quarta, além da segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do 3º trimestre e o Livro Bege, um relatório sobre as atuais condições econômicas em cada um dos 12 distritos do Federal Reserve nos EUA.
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A ata da última reunião monetária do Banco Central Europeu (BCE) será divulgada na quinta. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) realiza reunião no domingo (30).
Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Com informações de Cícero Cotrim, Mateus Maia, Maria Regina Silva, Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast
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