O Ibovespa hoje fechou em alta, ao contrário dos índices acionários da Europa e dos Estados Unidos. Nesta quinta-feira (19), a principal referência da B3 teve valorização de 0,35%, 180.270,62 pontos. O giro financeiro foi de R$ 38,04 bilhões.
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O Ibovespa hoje fechou em alta, ao contrário dos índices acionários da Europa e dos Estados Unidos. Nesta quinta-feira (19), a principal referência da B3 teve valorização de 0,35%, 180.270,62 pontos. O giro financeiro foi de R$ 38,04 bilhões.
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O mercado repercutiu a decisão de quarta-feira (18) do Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou a Selic em 0,25 ponto percentual para o patamar de 14,75% ao ano. Na avaliação de economistas, o comunicado da autoridade monetária não trouxe projeção claras para as decisões futuras e indicou postura mais dependente de dados. Ainda assim, novos cortes na Selic são possíveis, a depender dos rumos do conflito no Irã.
O pregão desta quinta-feira foi marcada por novas decisões de juros ao redor do mundo. O Banco do Japão manteve sua taxa em 0,75%, assim como o Banco da Inglaterra (BoE), que preservou sua taxa em 3,75%. O Banco Central Europeu (BCE) seguiu a mesma linha. Após concluir reunião de política monetária, o BCE conservou sua taxa de depósito em 2%, a de refinanciamento em 2,15% e a de empréstimos em 2,40%. Mais tarde, chega a vez do Banco Popular da China (PBoC) definir o rumo dos juros no país asiático.
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“Hoje o cenário externo pressionou bastante. Na Europa, as bolsas fecharam em queda forte, refletindo principalmente os impactos do conflito no Oriente Médio, especialmente sobre o gás, do qual a região é bastante dependente, além da frustração com o fato de o BCE não ter avançado com cortes de juros”, pontua Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
Em Nova York, o Dow Jones teve baixa de 0,44%, o S&P 500 recuou 0,27% e o Nasdaq caiu 0,28%. As bolsas chegaram a virar brevemente para o campo positivo em uma melhora repentina no fim da tarde. O movimento ocorreu em meio a declarações do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, de que as forças militares do Irã foram “destruídas” e, também, de que o país persa não é mais capaz de enriquecer urânio, nem de fazer mísseis balísticos. Mas o sinal negativo prevaleceu em Wall Street no fim do pregão.
No Brasil, a alta do petróleo não foi suficiente para garantir o bom humor das petroleiras. A Prio (PRIO3) teve baixa de 0,32% a R$ 65,82, enquanto a Brava Energia (BRAV3) recuou 4,33%, a R$ 17,47. Já a Petrobras (PETR3; PETR4) terminou com desvalorização, com a ação ordinária (PETR3) cedendo 0,12% a R$ 51,57 e a preferencial (PETR4) caindo 0,47% a R$ 46,78.
No mercado doméstico de câmbio, o dólar hoje fechou em queda de 0,59% cotado a R$ 5,2156. Segundo Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain, qualquer nova escalada do conflito deve intensificar a busca por proteção, favorecendo o dólar, que segue como uma das principais reservas de valor em cenários de incerteza. “Por outro lado, o Brasil ainda conta com um diferencial de juros bastante atrativo, o que pode sustentar algum fluxo positivo para o País”, diz.
As três ações que mais valorizaram no dia foram Hapvida (HAPV3), Natura (NATU3) e Eneva (ENEV3).
As ações da Hapvida (HAPV3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e dispararam 14,98% a R$ 9,44. O balanço da empresa, no entanto, não foi bem avaliado pelo mercado. A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 180,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 64,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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A HAPV3 está em baixa de 10,01% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 35,91%.
Os papéis da Natura (NATU3), por sua vez, subiram 4,28% a R$ 9,75, repetindo a boa performance registrada na terça-feira (17), após a divulgação do balanço do quarto trimestre.
A NATU3 está em alta de 7,03% no mês. No ano, acumula uma valorização de 30,87%.
Os ativos da Eneva (ENEV3) avançaram 3,9% a R$ 25,3 e estenderam os ganhos do último pregão, quando já haviam saltado 15,08%, depois de o leilão de reserva de capacidade (LRCap).
A ENEV3 está em alta de 18,22% no mês. No ano, acumula uma valorização de 25,37%.
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Minerva (BEEF3), Brava Energia (BRAV3) e Vamos (VAMO3).
Os papéis da Minerva (BEEF3) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje e derreteram 10,7% a R$ 3,84. A empresa reverteu o prejuízo registrado um ano antes e reportou lucro líquido de R$ 85 milhões no quarto trimestre de 2025.
A BEEF3 está em baixa de 26,44% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 33,33%.
Outro destaque negativo foi a Brava Energia (BRAV3), com baixa de 4,33% a R$ 17,47, ampliando as quedas da última sessão, quando cedeu 3,33%.
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A BRAV3 está em baixa de 6,28% no mês. No ano, acumula uma valorização de 3,74%.
Entre as principais baixas do Ibovespa hoje, a Vamos (VAMO3) caiu 2,87% a R$ 3,38.
A VAMO3 está em baixa de 22,83% no mês. No ano, acumula uma valorização de 4,97%.
*Com Estadão Conteúdo
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