O Ibovespa hoje renovou recorde de fechamento pela terceira sessão seguida, superando a marca inédita de 164 mil pontos. No encerramento do pregão desta quinta-feira (4), o índice terminou em alta de 1,67% aos 164.455,61 pontos.
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O Ibovespa hoje renovou recorde de fechamento pela terceira sessão seguida, superando a marca inédita de 164 mil pontos. No encerramento do pregão desta quinta-feira (4), o índice terminou em alta de 1,67% aos 164.455,61 pontos.
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O dado que impulsionou a Bolsa hoje veio do PIB do 3º trimestre do Brasil. Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, diz que o indicador, um pouco abaixo do esperado pelo mercado, reforçou a expectativa pelo início do ciclo de cortes da Selic, animando o mercado. “O mercado ficará bastante atento ao comunicado do Copom na semana que vem, para ver quando as quedas dos juros começarão”.
Nos Estados Unidos, saíram dados de auxílio-desemprego da semana encerrada em 29 de novembro. O número de pedidos foi de 191 mil, com uma diminuição de 27 mil em relação ao nível revisado da semana anterior. O resultado ficou abaixo da previsão compilada pela FactSet, que era de 221 mil pedidos. As informações foram divulgadas pelo Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.
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O principal índice da B3 hoje teve ganhos em sintonia com a elevação de 0,94% do petróleo Brent no exterior. O contraponto foi o minério de ferro, que fechou em queda de 0,63% na China. Vale e Petrobras também ajudaram a Bolsa: as ações VALE3 subiram 1,74%, a R$ 71,92, enquanto PETR4, papéis preferenciais da estatal, avançaram 0,65%, enquanto PETR3, ações ordinárias, ganharam 0,56%. No mercado doméstico de câmbio, o dólar encerrou em baixa de 0,05% a R$ 5,3104.
Os índices de Nova York finalizaram o dia com sinais mistos, com Nasdaq e S&P 500 em alta, enquanto Dow Jones caiu, em reação aos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, após a queda de empregos no setor privado em novembro reforçar a expectativa de corte de juros pelo Fed na próxima semana.
No foco político, a equipe de Donald Trump avalia indicar o secretário do Tesouro, Scott Bessent, como principal conselheiro econômico da Casa Branca, caso Kevin Hassett seja escolhido para comandar o Fed, segundo a Bloomberg.
O dólar hoje subiu ante pares fortes. O iene, no entanto, se fortaleceu após o presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, afirmar que ainda não sabe qual nível de juros é adequado em meio a apostas de alta da taxa básica de 0,50% para 0,75% neste mês.
Em Tóquio, o Nikkei subiu 2,3% com ganhos em semicondutores, tecnologia robótica e uma forte demanda por títulos de 30 anos, a maior desde 2019, segundo a Swissquote.

O PIB do terceiro trimestre de 2025 variou 0,1% frente ao segundo trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal, segundo dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pela ótica da produção, houve resultados positivos na Agropecuária (0,4%) e na Indústria (0,8%) enquanto a atividade dos Serviços (0,1%) não mostrou variação significativa.
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O resultado veio abaixo da mediana das estimativas do mercado, que esperavam uma alta de 0,2%, após crescimento de 0,4% nos três meses anteriores. As projeções para esta leitura iam de queda de 0,5% a alta de 0,4%.
O PIB do terceiro trimestre de 2025, na margem, confirma a desaceleração da atividade, a despeito da injeção de renda via precatórios, avalia o economista Leonardo Costa, do ASA. “O fato de esse estímulo ter gerado apenas uma resposta moderada mostra que a economia vem perdendo tração, especialmente no consumo das famílias, onde o efeito defasado de uma política monetária significativamente mais apertada já aparece com mais clareza”, afirma.
Para Claudia Moreno, economista do C6 Bank, a atividade está esfriando gradualmente, mas as medidas de estímulo anunciadas pelo governo devem evitar uma desaceleração maior da economia. “Os dados mostram que os juros altos já estão colocando algum freio na economia, mas não esperamos uma desaceleração forte. Na nossa visão, o mercado de trabalho aquecido e estímulos como o aumento da isenção do Imposto de Renda, em 2026, devem manter a economia brasileira em expansão, ainda que em ritmo mais moderado.”
O Ibovespa hoje acompanhou ainda dados da balança comercial brasileira, que registrou superávit comercial de US$ 5,842 bilhões em novembro de 2025, após saldo positivo de US$ 6,964 bilhões em outubro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 28,515 bilhões e importações de US$ 22,673 bilhões.
O resultado do último mês veio acima da mediana apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 5,539 bilhões em novembro. As projeções para esta leitura variavam de US$ 4,6 bilhões a US$ 7,010 bilhões.
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No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou pela manhã da reunião do Conselhão. Já o Congresso aprovou hoje a Lei de Diretrizes Orçamentária de 2026, com previsão, pela primeira vez, de calendário para o pagamento de emendas parlamentares. A proposta agora vai para sanção presidencial
Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na Bolsa de Valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Com informações de Maria Regina Silva, Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast
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