A reta final da sessão foi marcada por uma piora no clima das bolsas dos Estados Unidos e pela aceleração dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano. Um porta-voz da Casa Branca disse à CBS News que as forças armadas dos EUA “podem tomar” a Ilha de Kharg, no Irã, “a qualquer momento” e afirmou que o presidente Donald Trump “mantém todas as opções em aberto”.
O pregão foi marcado por novo salto do petróleo. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 1,91% a US$ 94,74 o barril. Já o Brent para o mesmo mês subiu 3,26% a US$ 112,19 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
O movimento não repercutiu na maioria das petroleiras brasileiras. A Brava Energia (BRAV3) recuou 3,32%, a R$ 16,89; a Petrobras (PETR3; PETR4) caiu 2,39% na ação ordinária a R$ 50,34 e 2,37% na preferencial a R$ 45,67; a Petrorecôncavo (RECV3) perdeu 5,29% a R$ 12,72. A única exceção foi a PRIO (PRIO3), com alta de 3,14%, a R$ 67,89.
Em Nova York, os índices fecharam em queda: o Dow Jones cedeu 0,96%, o S&P 500 registrou perda de 1,51% e o Nasdaq recuou 2,01%. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, por outro lado, avançaram. O juro da T-note de 2 anos subiu a 3,892% e o rendimento da T-note de 10 anos avançou a 4,387%, enquanto o T-bond de 30 anos teve uma alta a 4,952%.
No mercado doméstico de câmbio, o dólar hoje fechou em alta de 1,79% cotado a R$ 5,3092. “O mercado permaneceu em modo defensivo com o índice DXY (que mede o dólar frente a seis divisas fortes) voltando a subir, o que reforça o movimento global de fortalecimento do dólar”, destaca Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Prio (PRIO3), Vivara (VIVA3) e Yduqs (YDUQ3).
Prio (PRIO3): 3,14%, R$ 67,89
As ações da Prio (PRIO3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e subiram 3,14% a R$ 67,89. O Goldman Sachs avaliou como negativa a publicação das diretrizes do governo para o cálculo do preço de referência do diesel, destacando potenciais impactos adversos à Petrobras e aumento da incerteza sobre sua política de preços. No setor, contudo, o banco mantém preferência pela Prio, que considera “mais protegida” de interferências políticas e com gatilhos positivos no curto prazo.
A PRIO3 está em alta de 24,59% no mês. No ano, acumula uma valorização de 63,91%.
Vivara (VIVA3): 2,2%, R$ 25,59
Outro destaque positivo foi a Vivara (VIVA3), com valorização de 2,2% a R$ 25,59. A varejista divulgou seu balanço do quarto trimestre de 2025 nesta semana. No período, apresentou lucro líquido ajustado de R$ 264,8 milhões, alta de 28,5% em um ano.
A VIVA3 está em baixa de 17,85% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 23,01%.
Yduqs (YDUQ3): 1,38%, R$ 10,27
Quem também se saiu bem no pregão foi a Yduqs (YDUQ3), com alta de 1,38% a R$ 10,27.
A YDUQ3 está em baixa de 22,61% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 15,61%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Braskem (BRKM5), Cyrela (CYRE3) e Vamos (VAMO3).
Braskem (BRKM5): -14,21%, R$ 10,2
Os papéis da Braskem (BRKM5) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje e derreteram 14,21% a R$ 10,2, em movimento de realização dos lucros recentes. Os ativos ainda acumulam alta em março.
A BRKM5 está em alta de 6,36% no mês. No ano, acumula uma valorização de 29,28%.
Cyrela (CYRE3): -7,6%, R$ 25,05
Entre as baixas, as ações da Cyrela (CYRE3) afundaram 7,6% a R$ 25,05. O Goldman Sachs avaliou como mistos os resultados da empresa no quarto trimestre de 2025, destacando receitas acima do esperado, mas com pressão relevante nas margens.
A CYRE3 está em baixa de 18,43% no mês. No ano, acumula uma valorização de 0,6%.
Vamos (VAMO3): -5,62%, R$ 3,19
Completando os destaques negativos do Ibovespa hoje, as ações da Vamos (VAMO3) cederam 5,62% a R$ 3,19. Na última sessão, os papéis da companhia já haviam recuado 2,87% a R$ 3,38, entre as principais baixas do índice da B3.
A VAMO3 está em baixa de 27,17% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 0,93%.
*Com Estadão Conteúdo