O petróleo hoje fechou novamente em alta. Nesta sexta-feira (20), o Brent avançou 3,26%, a US$ 112,19, enquanto o WTI subiu 1,91%, cotado a US$ 94,74.
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O petróleo hoje fechou novamente em alta. Nesta sexta-feira (20), o Brent avançou 3,26%, a US$ 112,19, enquanto o WTI subiu 1,91%, cotado a US$ 94,74.
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Em dia marcado por alta volatilidade, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, com o Brent acumulando ganho semanal de cerca de 9%. Investidores digeriram novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e estratégias para reabrir o Estreito de Ormuz, além de ponderar as possíveis consequências econômicas globais do conflito. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 1,91% (US$ 1,78), a US$ 94,74 o barril. Já o Brent para mesmo mês subiu 3,26% (US$ 3,54), a US$ 112,19 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Na semana, o WTI recuou 4,02% e o Brent subiu 8,77%.
Nesta sexta a cotação da commodity refletiu os impactos do 21º dia de guerra no Oriente Médio e as negociações internacionais para garantir a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz, por onde escoa cerca de um quinto do petróleo global.
Os contratos vinham caindo desde as primeiras horas do dia. Na madrugada, o WTI recuou 1,27%, a US$ 94,34. O movimento veio após Japão, Canadá e países europeus indicarem disposição para atuar na proteção da rota marítima, reduzindo o prêmio de risco geopolítico. Mas, ao longo da tarde, o petróleo ganhou força.
Na B3, o dia foi de quedas expressivas após a disparada recente da commodity. A Brava Energia (BRAV3) recuou 3,32%, a R$ 16,89; a Petrobras (PETR3; PETR4) caía 2,39% na ação ordinária a R$ 50,34 e 2,37% na preferencial a R$ 45,67; PetroReconcavo (RECV3) perdeu 5,29% a R$ 12,72; e PRIO (PRIO3) foi a única alta, de 3,14%, a R$ 67,89.
Ainda assim, o ambiente não parece ficar tão menos instável. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou novos ataques contra Israel, o que limita a duração de qualquer alívio nos preços do petróleo. A volatilidade continua sendo a principal referência do mercado.
Nos Estados Unidos, o secretário de Energia Chris Wright afirmou que o país está menos exposto a choques de oferta por conta da produção interna. Ao mesmo tempo, indicou que cargas iranianas retidas em alto-mar podem começar a chegar aos portos em poucos dias.
A avaliação é reforçada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, que mencionou a possibilidade de suspensão de sanções sobre o petróleo do Irã. Caso avance, a medida tende a ampliar a oferta global no curto prazo.
No Brasil, a discussão extrapola o preço do barril. Uma reportagem do Estadão mostra que empresas da indústria do petróleo avaliam recorrer à Justiça contra a medida provisória do governo Luiz Inácio Lula da Silva que instituiu imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto, como forma de compensar a desoneração do diesel.
O setor contesta os cálculos oficiais e vê viés arrecadatório na medida, além de apontar risco regulatório e impacto sobre investimentos. Entidades como o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) também criticam a falta de previsibilidade e lembram que a alta do petróleo já ampliaria naturalmente a arrecadação via royalties e participação especial.
No Brasil, a Petrobras (PETR3; PETR4) adiciona uma camada doméstica de incerteza. O novo decreto que detalha a metodologia do preço de referência do diesel, ligado ao subsídio de R$ 0,32 por litro, não deve alterar de forma relevante os preços, segundo o Citi.
O ponto de atenção está na aplicação das regras. Ainda não está claro se a companhia adotará o novo parâmetro para toda a sua produção, incluindo volumes importados. Hoje, o diesel gira em torno de R$ 3,65 por litro, patamar próximo ao equivalente de US$ 111 por barril, enquanto o refino segue pressionado.
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