Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 3,66%, a US$ 97,87 o barril. Já o Brent para junho subiu 1,23% a US$ 95,92 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). A alta do petróleo impulsionou as ações da commodity na B3, que contribuíram para os ganhos do Ibovespa. A Petrobras (PETR3; PETR4) avançou 2,93% nas ordinárias, a R$ 52,69, e 2,77% nas preferenciais, a R$ 47,90. No mesmo movimento, a Prio (PRIO3) subiu 2,11%, a R$ 65,45, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) ganhou 1,60%, a R$ 13,99, e a Brava Energia (BRAV3) avançou 3,55%, a R$ 21,30.
“A expectativa é que o preço do barril continue reagindo a cada novo desdobramento geopolítico. Até que haja mais visibilidade sobre a estabilidade da região e sobre os impactos reais nas instalações e na logística energética, o mercado deve seguir operando com cautela e volatilidade elevada”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
O avanço do petróleo ocorre após Israel abalar a tentativa de trégua ao atacar o Líbano e causar ao menos 200 mortes. Em resposta, o Irã impôs novas restrições no Estreito de Ormuz, reforçando preocupações com a inflação e com a política monetária global. Neste ambiente, após o rali da véspera, as bolsas norte-americanas, que operavam em queda pela manhã, inverteram o sinal.
Em Nova York, Dow Jones fechou em alta de 0,58%, o S&P 500 avançava 0,62% e o Nasdaq tinha alta de 0,83%. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos teve três revisões consecutivas e terminou abaixo das expectativas do mercado, perdendo força após uma divulgação inicial mais robusta. Conforme Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, essa deterioração ocorreu devido a ajustes em componentes como o consumo, que revelaram um desempenho mais fraco em análises detalhadas. A inflação nos EUA seguiu acima da meta, com o núcleo do PCE avançando 0,4% em fevereiro e atingindo 3% em 12 meses.
O dólar hoje encerrou com queda de 0,77%, a R$ 5,06, após ter recuado na véspera para R$ 5,10, e se manteve no menor valor desde 9 de abril de 2024. Depois de alta de 0,87% em março, a divisa já recua 2,22% nos primeiros seis pregões de abril. No ano, a moeda americana acumula agora desvalorização de 7,75% em relação ao real.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Usiminas (USIM5), Auren (AURE3) e C&A (CEAB3).
Usiminas (USIM5): 6,08%, R$ 7,68
As ações da Usiminas (USIM5) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e dispararam 6,08% a R$ 7,68.
A USIM5 está em alta de 16,97% no mês. No ano, acumula uma valorização de 41,13%.
Auren (AURE3): 5,06%, R$ 13,90
Outro destaque positivo foi o Auren (AURE3), com valorização de 5,06% a R$ 13,90.
A AURE3 está em alta de 18,56% no mês. No ano, acumula uma valorização de 79,77%.
C&A (CEAB3): 5,06%, R$ 13,29
C&A (CEAB3) empatou com a Auren e encerrou o pegão com alta de 5,06% a R$ 13,29 na sessão.
A varejista está em alta de 17% no mês. No ano, acumula uma valorização de 14,38%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Totvs (TOTS3), Marfrig (MBRF3) e Natura (NATU3).
Totvs (TOTS3): 3,20%, R$ 34,44
Os papéis da Totvs (TOTS3) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje e tombaram 3,20% a R$ 34,44.
A TOTS3 está em baixa de 5,43% no mês. No ano, acumula uma valorização de 2,13%.
Marfrig (MBRF3): 2,83%, R$ 19,25
Entre as baixas, a Marfrig (MBRF3) sofreu queda de 2,83% a R$ 19,25.
A MBRF3 está em baixa de 3,15% no mês. No ano, acumula uma valorização de 10,38%.
Natura (NATU3): 1,45%, R$ 10,20
No setor de cosméticos, os ativos da Natura (NATU3) completaram os destaques negativos do Ibovespa hoje e caíram 1,45% a R$ 10,20.
A NATU3 está em alta de 16,93% no mês. No ano, acumula uma valorização de 3,44%.