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Mercado

Ibovespa hoje fecha em queda com dados do varejo brasileiro, inflação nos EUA e resultado da Vale (VALE3)

Índice chegou a recuar mais de 2% pela manhã com agenda cheia de indicadores no Brasil e nos Estados Unidos

Por Igor Markevich, Manuela Miniguini e Beatriz Rocha

13/02/2026 | 5:00 Atualização: 13/02/2026 | 19:01

Ibovespa hoje teve como destaques as vendas do varejo no Brasil e CPI dos EUA. Na véspera, índice caiu 1,02%, aos 187 mil pontos. (Imagem: Adobe Stock)
Ibovespa hoje teve como destaques as vendas do varejo no Brasil e CPI dos EUA. Na véspera, índice caiu 1,02%, aos 187 mil pontos. (Imagem: Adobe Stock)

O Ibovespa hoje fechou em queda de 0,69% aos 186.464,30 pontos, após atingir mínima aos 183.662,18 pontos, sob o peso de uma agenda carregada no Brasil e no exterior. Dados que dão pistas sobre cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos ganharam destaque um dia após ambos os mercados fecharem em queda devido a uma onda de realização de lucros.

Leia mais:
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Logo pela manhã desta sexta-feira (13), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou as vendas do varejo de dezembro, indicador que ajuda a calibrar as expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para os próximos passos da política monetária. Os números evidenciaram uma alta de 1,6% no ano de 2025, o 9º ano consecutivo de avanços.

A mediana das projeções aponta leve recuo tanto no varejo restrito quanto no ampliado, que inclui veículos e material de construção. Também foi divulgado o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro, índice de inflação calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e acompanhado por sua sensibilidade a preços no atacado.

Os resultados mostram que o IGP-10 caiu 0,42% em fevereiro, após alta de 0,29% em janeiro. O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, de estabilidade, com intervalo entre uma queda de 0,31% a alta de 0,11%. O indicador acumulou queda de 0,13% no ano de 2025 e recuo de 2,25% em 12 meses..

  • Leia também: Fundos Imobiliários batem recorde triplo na Bolsa

No exterior, o foco recaiu sobre o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, o CPI, principal termômetro da inflação americana e peça-chave para as decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central do país). Os resultados vieram praticamente em linha com as expectativas, alta de 0,2% em janeiro no índice cheio e 0,3% no núcleo, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia.

Os mercados americanos fecham na segunda-feira (16) com o feriado do Dia do Presidente. Os mercados também não abrem na China devido ao feriado do início do ano novo lunar.

Ibovespa hoje: os destaques desta sexta-feira (13)

O que aconteceu com o Ibovespa hoje?

Após renovar máximas históricas próximas dos 190 mil pontos, o Ibovespa passou por um movimento de correção e despencou ao longo do pregão de hoje, chegando a atingir mínima de 183 mil pontos. Para Deborah Magagna, economista do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), o ajuste não foi inesperado:

O mercado não muda de humor do dia para a noite. O que vimos foi uma pausa depois de uma corrida muito forte, alimentada por liquidez e expectativas otimistas, em um contexto global que agora ficou mais defensivo.

A economista observa que a realização de lucros ocorreu principalmente em papéis que acumulavam maiores altas, mas não altera o desempenho positivo do índice no mês e no ano. “Correção não é sinal de fraqueza. O índice continua mostrando força estrutural, mas sem espaço para exagero”, explica.

No Brasil, balanços corporativos ampliaram a volatilidade. Alguns resultados foram bem recebidos, outros geraram frustração:

Mercado não ignora política, ele precifica risco. E risco institucional tende a ser mais persistente do que choques econômicos pontuais, afirma Magagna.

Entre os destaques, está o balanço da Vale (VALE3), que reportou lucro líquido proforma de US$ 1,5 bilhão como resultado do quarto trimestre de 2025 (4T25), crescimento de 68% ante igual período de 2024. Na comparação trimestral, a empresa recuou 47% nesse indicador. Em 2025, o lucro líquido proforma foi de US$ 7,796 bilhões, alta anual de 28%.

Bolsas de Nova York fecham com sinais opostos

O mercado passou a precificar menor possibilidade de retomada da redução de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na reunião de junho, após o payroll de janeiro mostrar criação de vagas acima do esperado (saiba mais AQUI).

O diretor do Fed Stephen Miran afirmou que o BC americano subestima o quão restritiva a política monetária está e que os EUA não têm um problema de inflação. Durante a fala, o diretor acrescentou:

Não estou preocupado com a inflação, a menos que veja forte aumento nos aluguéis.

O diretor também voltou a afirmar que as tarifas não são um fator inflacionário. Após despencarem durante toda a manhã, as bolsas de Nova York encerraram sem direção única: o Dow Jones subiu 0,1%, o S&P 500 avançou 0,05% e o Nasdaq cedeu 0,22%.

  • Dow Jones e bolsas de NY mostram sinal negativo durante pré-mercado à espera de dados de inflação nos EUA

Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – teve leve queda de 0,01%, a 96,915 pontos.

Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única. O governo do Reino Unido anunciou ontem a saída de seu secretário de gabinete, o terceiro membro sênior da equipe do premiê Keir Starmer a deixar o cargo devido às consequências do escândalo ligado ao pedófilo Jeffrey Epstein.

Em Londres, o FTSE 100 encerrou em alta de 0,42%, a 10.446,35 pontos, acumulando quase 0,74% de valorização na semana. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,20%, a 24.903,39 pontos, e também teve elevação de 0,74% na semana. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,35%, a 8.311,74 pontos, e alta de 0,46% na semana. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,30%, a 8.998,95 pontos, e alta de 1,22% na semana. Em Madri, o Ibex 35 teve queda de 1,25%, a 17.672,40 pontos, e de 1,5% na semana. O FTSE MIB teve queda de 1,71% em Milão, a 45.430,62 pontos, e baixa de cerca de 1% na semana.

As bolsas asiáticas encerraram os negócios desta sexta-feira em baixa, um dia após Wall Street sofrer robustas perdas em meio a uma liquidação de ações de tecnologia e antes do feriado do ano-novo lunar na China.

O índice japonês Nikkei caiu 1,21% em Tóquio, a 56.941,97 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,28% em Seul, a 5.507,01 pontos, depois de renovar máxima histórica no pregão anterior, e o Hang Seng teve perda de 1,72% em Hong Kong, a 26.567,12 pontos.

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Ontem, as bolsas de Nova York amargaram quedas de 1,3% a 2%, com um tombo no setor de tecnologia diante de temores relacionados aos impactos da inteligência artificial (IA) em várias indústrias.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,26%, a 4.082,07 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,05%, 2.680,39 pontos, antes do feriado do ano-novo lunar, que manterá as bolsas locais fechadas até o dia 23.

  • Ásia: bolsas fecham em baixa após tombo em NY e antes de feriado na China

Também por causa do ano-novo chinês, o mercado de Taiwan não opera desde ontem. O de Hong Kong terá meio pregão na segunda-feira (16) e ficará fechada nos três dias seguintes. A bolsa de Seul, por sua vez, só voltará a operar no dia 19 devido ao feriado de ano-novo na Coreia do Sul.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu hoje o tom negativo de Wall Street e da Ásia: o S&P/ASX 200 caiu 1,39% em Sydney, a 8.917,50 pontos.

Commodities fecham sem direção única

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta. O barril do petróleo WTI para março teve leve valorização de 0,08% na Nymex, a US$ 62,89, enquanto o do Brent para abril avançou 0,34% na ICE, a US$ 67,75.

  • Saiba a diferença entre petróleo WTI e Brent e o papel da commodity nos investimentos

O contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em queda firme, de 2,36%, cotado a 746 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 108,1. O segundo contrato mais negociado, para setembro de 2026, terminou o pregão em queda de 2,08%, a 730,5 yuans, o equivalente a US$ 105,85 por tonelada.

*Com informações de Luciana Xavier e Silvana Rocha, da Broadcast

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