De acordo com André Fernandes, head de Renda Variável da A7 Capital, o indicador mais importante para a segunda semana de setembro foi o Índice de Gerentes de Compras (PMI) medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), que demonstra dados de serviço nos EUA.
“Veio acima do que o mercado esperava e trouxe esse clima de aversão à risco pelo mundo. O dado mostrou que o setor de serviços segue firme e isso deve dificultar o papel do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no controle da inflação “, diz.
Ainda, a inclinação da curva de juros desde o dia 1º de setembro até o início da tarde desta sexta-feira (8) mostra que, apesar da calmaria no mercado hoje, o clima de cautela tem prevalecido, seja pelo exterior ou pelas incertezas no lado fiscal, principalmente pela desconfiança de que o governo conseguirá cumprir a meta de déficit fiscal zero em 2024, conforme apurou o Broadcast.
Além disso, o que também justifica a semana morna é que persistem dúvidas em relação à economia mundial. Estados Unidos, China e Europa terão uma série de divulgações importantes na próxima semana que ajudarão nas tomadas de decisões dos investidores. Hoje à noite ainda sairão dados de inflação chinesa, mas que só terão impacto nos mercados na semana que vem, assim como a reunião do G20 (grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) a partir de amanhã na Índia.
As três ações que mais desvalorizaram na semana foram Magazine Luiza (MGLU3), CVC (CVCB3) e Via (VIIA3).
A maior queda da semana é da varejista Magazine Luiza. De acordo com o economista-chefe da Messem Investimentos, Gustavo Bertotti, o Varejo ainda conta com receio macroeconômico. Mesmo com queda de depósitos interbancários (DIs), os juros continuam altos”, afirma.
A Magazine Luiza está em baixa de 9,06% no mês e, no ano, acumula uma desvalorização de 8,39%.
A Vamos fecha com a segunda maior baixa da semana. O grupo está em queda acumulada de 8,63% no mês. No ano, soma desvalorização de 14,21%.
A terceira maior queda do período fica com Via. Gustavo Bertotti, economista-chefe da Messem Investimentos, afirma que os juros continuam altos e isso não ajuda as empresas que têm endividamento alto. Além disso, Via já está com uma tendência de baixa bem preocupante”, diz em entrevista ao Broadcast, mencionando ainda aversão a risco do exterior.
A Via está em baixa de 7,09% no mês, além de acumular desvalorização de 50,83% no ano.