Ao Estadão, a companhia aérea se pronunciou na terça-feira (11) sobre o episódio e afirmou que vai se “empenhar para proporcionar uma experiência positiva a todos os passageiros”. A empresa disse ainda que um membro da equipe ligou para Guimarães para pedir desculpas pelo ocorrido. Fundada em 1926, a American Airlines tem sede no estado do Texas, nos Estados Unidos, e mantém listagem na bolsa de Nasdaq, em Nova York.
Contudo, assim como a reputação da empresa no Brasil, as ações da companhia aérea não vivenciam o seu melhor momento. Por volta das 12h40 (horário de Brasíla), os papéis da American Airlines sofrem uma depreciação de 4,32%, sendo cotados a US$ 10,98. Já em 2025, as perdas chegam a 35,35%. As razões por trás do pessimismo do mercado não tem relação com o caso da atriz brasileira, mas com as projeções do seu desempenho operacional para o primeiro trimestre de 2025.
Em janeiro, a companhia reportou ao mercado um lucro líquido de US$ 590 milhões no quatro trimestre de 2024. O volume representa uma melhora surpreendente em comparação ao mesmo período do ano passado, quando registrou um lucro de US$ 19 milhões. No entanto, o humor dos investidores azedou quando a empresa projetou um prejuízo líquido de US$ 0,20 por ação a US$ 0,40 por ação no primeiro trimestre de 2025. O motivo se deve às “tendências atuais de demanda e previsões para o preço do combustível”.
A colisão de um avião da American Airlines com um helicóptero, no fim de janeiro, em Nova York, que causou a morte de mais de 60 pessoas também agravou as estimativas. Em novo comunicado, a empresa aérea informou que espera um prejuízo ajustado por ação diluída de aproximadamente US$ 0,60 a US$ 0,80, além de uma receita estável em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
O estresse dos mercados com a imprevisibilidade das tarifas de importação dos Estados Unidos também pesa sobre o papel. Nos dois últimos pregões, as bolsas de Nova York encerraram o dia no vermelho em meio aos novos desdobramentos em torno da política tarifária. O receio dos investidores é de que, além gerar uma tensão comercial global, as alíquotas sobre os itens importados possam elevar a inflação no país e, consequentemente, desencadear uma recessão nos EUA.
“A bolsa, que experimentou euforia após a vitória de Trump, devolveu os ganhos desde a posse. O “Índice do Medo” atingiu o nível mais alto desde dezembro, e o indicador “Fear and Greed” da CNN passou de “ganância” em novembro para “medo extremo” recentemente, em níveis não vistos desde agosto”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
O temor dos mercados não tem intimidado a Casa Branca. No último domingo (9), em entrevista ao canal Fox News, o presidente americano Donadl Trump afirmou que tinha o dever “de construir um país forte” e, por isso, não teria tempo “para prestar atenção no mercado”.
Com informações do Estadão