Segundo André Cardoso, head de investimentos globais no Inter, a oferta dos ativos de renda fixa com retornos em dólar chega em um momento oportuno para os investidores brasileiros, já que os EUA ainda estão em um período de ciclo aperto monetário. Desde o ano passado, as taxas básicas de juros do país permanecem no intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano. Ou seja, assim como ocorre no Brasil com a Selic a 10,5% ao ano, os ativos de renda fixa no mercado norte-americano conseguem entregar retornos atrativos e com risco baixo.
“A taxa de juros em dólar está no patamar mais alto em quase 20 anos, e o mercado dos Estados Unidos é extremamente líquido, permitindo que os investidores acessem capital rapidamente se necessário. Nossa oferta inclui Bonds de grandes empresas americanas, como Apple, Microsoft e NVIDIA, além de brasileiras, como Petrobras, Embraer e Suzano”, comenta Cardoso.
Veja os Bonds disponíveis na plataforma do Inter
| Bond |
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| Ford (F 7.45 07/16/31) |
5.20 |
| AT&T (T3.55 09/15/55) |
5.30 |
| Brazil (BRAZIL 7 1/8 01/20/37) |
5.87 |
| Vale (VALEBLZ 6.4 06/28/54) |
06.06 |
| Time Warner (TWC 7.3 07/01/38) |
6.42 |
| Colombia (COLOM 10 3/8 01/28/33) |
6.72 |
| Petrobras (PETBRA 6.85 06/05/2115) |
07.01 |
| Ecopetrol ECOPET 5 7/8 11/02/51) |
8.30 |
| Pemex (PEMEX 7.69 01/23/50) |
10.38 |
| Fonte: Inter/Dados referente ao pregão do dia 4 de setembro de 2024 |
Ao incluir os Bonds no portfólio, o investidor tem o direito de receber juros periódicos durante o prazo de validade do título e o retorno da aplicação no prazo do vencimento. Como a emissão ocorre no mercado norte-americano, os retornos ocorrem em dólar. Atualmente, essa modalidade de investimento exige um aporte inicial de US$ 1 mil, mas o Inter planeja tornar os títulos mais acessíveis ao reduzir valor inicial para US$ 100. Segundo o banco, a mudança esté em fase de teste e sem prazo para início de negociação com o novo aporte.
“Antigamente, os brasileiros tinham opções limitadas para diversificar seus investimentos em diferentes moedas como o dólar, e o mercado norte-americano era restrito a um pequeno grupo, geralmente aqueles com maior conhecimento e de segmentos de alta renda”, reforça Cardoso. A recomendação do Inter para os seus 33 milhões de clientes é que cerca de 20% do portfólio estejam alocados em ativos internacionais.