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Após alta no lucro, Itaú (ITUB4) prevê pequena desaceleração em um indicador do banco

Carteira de crédito do banco tende a subir menos para ficar dentro da projeção estimada pelo banco; entenda

Bruno Andrade é repórter do E-Investidor
Por Bruno Andrade

09/05/2025 | 14:18 Atualização: 09/05/2025 | 14:18

Milton Malhuy Filho é o CEO do Itaú (Foto: Itaú/Divulgação)
Milton Malhuy Filho é o CEO do Itaú (Foto: Itaú/Divulgação)

Após reportar um lucro líquido de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 13,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, o CEO do Itaú (ITUB4), Milton Maluhy Filho, prevê uma pequena desaceleração do crescimento das carteiras de crédito do banco. A fala foi dita após após o executivo ser questionado sobre a projeção conservadora do banco para o ano e o primeiro trimestre ter uma carteira de crédito acima do estimado pela empresa.

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A carteira de crédito do Itaú somou R$ 1,4 trilhão no primeiro trimestre de 2025, alta de 12,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2024. O crescimento ficou 4,3 pontos porcentuais acima do limite superior do guidance (projeção), que prevê um crescimento da carteira entre 4,5% e 8,5% em 2025.

“As nossas carteiras, em geral, que vêm crescendo ao longo dos últimos anos de forma muito relevante, tendem a desacelerar um pouco da forma como o guidance foi colocado. Entretanto, em algumas linhas a gente está indo até mais, com crescimento superior ao registrado no ano passado”, diz Malhuy Filho em entrevista coletiva com os jornalistas.

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Durante a coletiva, o executivo reforçou o guidance apresentado no começo do ano e manteve o discurso de cautela. Ele prevê essa leve desaceleração no restante do ano, para alinhar o desempenho ao guidance, que está embasado em um cenário macroeconômico desafiador por causa do ciclo de alta de juros e inflação acelerada.

Nesta última quarta-feira (7), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 14,25% para 14,75% ao ano. Para o CEO do Itaú, isso naturalmente desacelera a economia, com o PIB crescendo entre 2% e 2,2% com a Selic por volta dos 15% ao fim do ano. “Então, a gente continua otimista e com boas perspectivas por tudo aquilo que temos e estamos entregando, mas continuamos cautelosos, porque é um ciclo de aperto monetário em que, tipicamente, há aumento da inadimplência e desaceleração da economia”, explica o executivo.

No trimestre, o Itaú reportou um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de 22,5%, alta de 0,6 pontos porcentuais na comparação com o mesmo período do ano passado. Questionado pelo E-Investidor sobre para onde o indicador iria nos próximos trimestres, o executivo disse que expectativa é continuar entregando uma rentabilidade acima de 20% para este ano, visto que o guidance foi reafirmado.

“É evidente que isso depende de uma série de fatores, mas com as melhores informações que a gente tem hoje, com a nossa melhor expectativa, podemos afirmar que a expectativa é manter uma rentabilidade ao longo do ano acima de 20%”, aponta o executivo.

Para Itaú, FGC e Master são de responsabilidade do BC

Ainda durante a coletiva com os jornalistas, o executivo foi questionado sobre a atuação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no caso do Banco Master, visto que a companhia fez o pedido formalmente nesta sexta-feira (9). O executivo disse que não comentaria casos específicos e qualquer ponto sobre o assunto é responsabilidade do Banco Central.

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“O FGC tem governança própria, um conselho absolutamente independente e um estatuto absolutamente claro. Então, essa é uma responsabilidade exclusiva do regulador, do Banco Central. Não tenho nenhuma informação privilegiada aqui, nenhum documento, absolutamente nada sobre o assunto. Isso não nos diz respeito”, explicou o executivo.

Segundo esta reportagem, o Banco Master fez um pedido formal ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para viabilizar uma linha de empréstimo que o ajude a rolar suas dívidas, após a cisão e venda de parte de seus ativos para o Banco Regional de Brasília (BRB). O objetivo é cobrir cerca de R$ 10 bilhões em compromissos a vencer nos próximos dois anos, incluindo os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) vendidos no mercado, prometendo rentabilidade bem acima das oferecidas por concorrentes.

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